Breve currículo

João Werner nasceu em Bela Vista do Paraíso, interior rural do Paraná, em 27 de outubro de 1962.

É um artista catalogado na Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural.

Em 2009, participou da exposição coletiva "DigitalArt.LA", em Los Angeles (EUA), só com a participação de artistas que trabalham com arte digital e com a organização do Los Angeles County Museum of Art.

Em 2008 recebeu a 3º premiação na modalidade "Gravura" na 1ª Bienal de Arte contemporânea "Arte con raíz en la tierra", da Universidade de Chapingo, México.

Em 2007, participou com gravuras digitais da 6ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea, em Firenze, Itália.

O livro "Pinturas de João Werner", em uma edição independente, faz parte do acervo das bibliotecas do Museu de Arte de São Paulo (MASP), do Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro do Museu da Gravura Cidade de Curitiba (Solar do Barão) e do Museu de Arte de Londrina.


Formação acadêmica

É Graduado em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo, curso concluído em 1989.

Tem Mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, concluído em 1994. Sua dissertação foi sobre o pintor holandês Piet Mondrian.

Em artes plásticas, iniciou suas atividades em 1982, como aluno no atelier do artista plástico Henrique Aragão, na cidade de Ibiporã (PR).


Principais obras artísticas

1. "Alegoria à vida do 'Lugar sem Nome'", entalhe em madeira

Em 1982, João Werner entalhou cedro de lei, criando um painel imaginativo e bucólico. Foram 18 meses de trabalho árduo com formões e goivas. O resultado foi fixado à parede interna de uma residência.

Painel entalhado em pranchas de cedro.
Dimensões aproximadas de 18 m².
Localizado na cidade de Ibiporã, PR.
Realizado em 1982.

"Duendes, yogues, caramujos, cogumelos, figuras humanas e muita vegetação se misturam na madeira, num clima místico, quase um devaneio concreto. Seria simplesmente uma parede a mais em madeira bruta, se João Werner não buscasse as formas, os personagens misteriosos, a natureza forte, através de goivas, formões, marretas e canivete, num trabalho paciencioso e cheio de sensibilidade.", in: Dulcinéa Novaes, "João Artista".

2. "Shikasta", painel em cimento

O relevo em cimento "Shikasta" é inspirado em romance homônimo da autora Doris Lessing, Nobel de Literatura. Narra o desenvolvimento da humanidade a partir da intervenção de seres divinos.

Frontão em relevo de cimento com incrustrações de chapas cortadas de cobre, latão e ferragens.
Dimensões: 8 m².
Localização: Ibiporã, PR.
Data da realização: 1986.

"Para a fachada da casa ele executa um painel em concreto aparente, sua forma triangular recorda tanto o tímpano dos templos gregos como dos portais das catedrais góticas. O misticismo da adolescência, somado às múltiplas leituras que vôo de alta filosofia à ficção científica, transparecem no mundo visual que João Werner cria, teatralizando o espaço. Esse painel denominado "SHIKASTA" inspira-se no texto do mesmo nome de Doris Lessing. Segundo a autora, a humanidade surge como uma experiência de seres de outras galáxias, os quais, segundo a tradição hebraica, são os anjos.", in: Adalice Araújo, "Esculturas e pinturas de João Werner".

"Shikasta", painel em cimento

3. "Monumento ao Trabalhador Rural", escultura em cimento

A idéia desta escultura era homenagear os muitos homens e mulheres anônimos que ajudaram a criar a região norte do Paraná e a transformaram em grande produtora rural.

Dimensões de 100 x 100 x 250 cm.
Localização: Cambé(?) (PR).
Data da realização: 1986.

"O homem próximo da natureza não é um escravo. O homem de mãos calejadas. Suor no rosto. Pés descalços. O homem que olha pra o céu é um ser livre. Recebe a eterna energia de Deus, que faz intermediário entre Ele e a Terra. Matéria que nosso espírito anima.", in: José Júlio Azevedo, "Homenagem ao Trabalhador Rural".

"Monumento ao Trabalhador Rural", escultura em cimento

4. "Cristo morto", escultura em madeira

Essa escultura foi encomendada para a Igreja Matriz da cidade de Ibiporã, PR.
Foi esculpida em uma tora de kiri, que havia sido doada por um madeireiro da região.
Pretendi, com a iconografia, representar um Cristo sereno no momento da morte.

Escultura em madeira kiri, com 2 metros de comprimento.
Ano de realização: 1986.
Localização atual: Museu de Arte de Ibiporã, PR.

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