Pinturas e Esculturas de

João Werner

Mailing mensal


site publicado desde 22/09/2003

*** 6 anos online ***




Diga sim ao Artista

e NÃO à indústria cultural

"Viagem à capital da grande arte"

Paulo Briguet

Londrinense João Werner expôs gravuras digitais na Bienal de Florença.

E voltou de lá com muitas idéias.

 

Nenhum artista volta o mesmo depois de conhecer Florença. João Werner que o diga. Ele esteve na capital do Renascimento entre os dias 1o e 9 de dezembro, participando da 6a Bienal Internacional da Arte Contemporânea; retornou ao Brasil com muitas idéias.

 

Conhecer Florença é entrar em contato com alguns dos ápices da cultura ocidental. “Foi a primeira vez em que saí do país – e me vi justamente nessa cidade extraordinária”, diz o artista londrinense, que expôs 26 gravuras digitais na Fortezze da Basso, onde foi realizada a bienal.

 

 

Com 840 artistas de 76 países, o evento de arte florentino foi criado em 2001 e segue na contramão das bienais internacionais como as de Veneza e São Paulo. Em vez de apostar na arte conceitual, a Bienal de Florença investe em trabalhos figurativos. “Mesmo os trabalhos mais experimentais focalizam a figura humana”, diz João Werner. Ele ressalta, no entanto, não ter reservas quanto ao experimentalismo. “Já vi coisas muito interessantes na Bienal de São Paulo.” Ele próprio já trabalhou bastante com o abstracionismo, mas confessa que a sua verdadeira personalidade artística está mais ligada ao figurativo. “No meu caso, a expressão e a imaginação são sempre figurativas. O abstrato é mais um jogo, uma organização de cores e formas.”

 

A Bienal de Florença, segundo Werner, é uma babel de linguagens e estilos. “Não imaginava a dimensão do evento”, confessa o artista. Nos corredores da Fortezze da Basso, circulam multidões interessadas em arte. Werner aproveitou para fazer contatos e distribuir folhetos informativos sobre seu trabalho. Também acompanhou a presença performática dos ingleses George & Gilbert (homenageados deste ano na bienal) e conferências sobre Frida Kahlo e arte digital.

 

Arte digital, aliás, tem sido a principal forma de expressão de João Werner nos últimos tempos. Depois de uma visita à Capella Brancacci (onde estão os magníficos afrescos do quatrocentista Masaccio) e ao célebre Davi de Michelangelo (na Galleria della’Accademia), Werner se sente mais animado para trabalhar com o computador. Para ele, se os renascentistas vivessem hoje em dia, usariam as técnicas digitais. “As técnicas sempre evoluíram ao longo da história. Durante mais de mil anos, usou-se têmpera de gema ou clara de ovo; depois, no século 15, surgiu a pintura a óleo, que demorava mais a secar e permitia maior detalhamento das figuras”, lembra Werner. Agora, o computador permite esse trabalho de sintonia fina em qualquer estágio do trabalho – ao infinito. “A arte não é limitativa. A técnica digital cria novos desafios e permite ao artista exercer a própria liberdade”, diz. Masaccio, Michelangelo e Da Vinci adorariam.

Dados da publicação

Briguet, Paulo, "Viagem à capital da grande arte", Jornal de Londrina, Londrina, 18 de dezembro de 2007, pp. 19.

Crítica sobre

João Werner

 

Textos de críticos de arte

 

Deanne Lee Meiresonne, Brazil Artist Joao Werner Weaves Stories, Emotions

 

Oscar D'Ambrosio, Entre a cisterna e a fonte

 

Adalice Araújo, Esculturas e pinturas de João Werner

 

Ronaldo Carneiro Leão, "João Werner"

 


 

Textos de Jornalistas

 

Francismar Lemes, "O cordeiro pressente o lobo"

Nelson Sato, "Arte londrinense nos Estados Unidos"

Paulo Briguet, "Imagens da cidade e do campo"

Nelson Sato, "Das telas para o papel"

Paulo Briguet, Viagem à capital da grande arte

Nelson Sato, Futurismo visual - Pinturas digitais ganham destaque internacional

Ranulfo Pedreiro, Arte digital conquista Florença

Adriana Marques, Os resíduos são 'Cinzas'

Nelson Sato, Avesso da estética

Paulo Briguet, Variações em torno de uma cor

Paulo Briguet, Do figurativo ao abstrato

Nelson Sato, A colheita madura de João Werner

Ranulfo Pedreiro, O homem no centro da arte

Ranulfo Pedreiro, Figuras em evidência

Dulcinéia Novaes, João artista

 


Textos de poetas

 

Freddy Diblu, Um causo campesinho

Cida Sepúlveda, A dança

Henrique Aragão,  João Werner

José J. Azevedo, Homenagem ao trabalhador rural

Kléber Ferraz Monteiro,  O dedo do Gutei

 

 

Todas as obras de arte expostas neste site são de autoria de João Werner.

O uso destas imagens de baixa resolução é gratuito. Basta, apenas, citar a minha autoria.

----------------------

"Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja.", Ministro do STF, S.Ex. Carlos Ayres Britto

Galeria Alborgues