Pinturas e Esculturas de

João Werner

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Diga sim ao Artista

e NÃO à indústria cultural

"Variações em torno de uma cor"

Paulo Briguet

jornalista

 

 

 

“O mito é o nada que é tudo”, escreveu Fernando Pessoa no livro Mensagem. Sob feições modernas ou antigas, os mitos continuam sendo a base simbólica da civilização. Diferentes personagens mitológicos rondam as telas do artista londrinense João Werner: Ícaro, aquele que tentou voar; Orfeu, deus das artes; Gauguin, o pintor de carne e osso que trocou uma vida confortável européia por uma aventura nos mares do sul. Esses mitos divinos e humanos estão presentes na exposição Cinzas, que começa hoje, na Sala José Antônio Teodoro, numa promoção do Museu de Arte de Londrina.

 


Cinza é a cor dos resíduos, do aniquilamento, do que restou após a destruição. João Werner redesenha os antigos mitos, acrescentando-lhes detalhes inesperados: no lugar das asas, Ícaro tem fios que o prendem e torturam; Gauguin reaparece entre meninos de rua brasileiros; a arte da levitação é praticada em uma caixa claustrofóbica; e um mito particular, o Tio Hamilton, vive seu ritual de auto-destruição.


João Werner é um pintor de muitos temas: urbanos, rurais, mitológicos, eróticos, abstratos. Tampouco se limita a uma expressão: além de telas, fez esculturas e painéis em revelo.
 

Mas, desta vez, Werner decidiu ser cru, impiedoso, até mesmo chocante. A atmosfera que envolve esses trabalhos faz lembrar o mundo de Francis Bacon, pintor das melancolias e bizarrices contemporâneas. Werner usa os mitos – universais ou pessoais – para desvendar as dores do mundo.

Dados da publicação

Jornal de Londrina, pp. 17, 20 de setembro de 2007, Londrina (PR).

 

Crítica sobre

João Werner

 

Textos de críticos de arte

 

Deanne Lee Meiresonne, Brazil Artist Joao Werner Weaves Stories, Emotions

 

Oscar D'Ambrosio, Entre a cisterna e a fonte

 

Adalice Araújo, Esculturas e pinturas de João Werner

 

Ronaldo Carneiro Leão, "João Werner"

 


 

Textos de Jornalistas

 

Francismar Lemes, "O cordeiro pressente o lobo"

Nelson Sato, "Arte londrinense nos Estados Unidos"

Paulo Briguet, "Imagens da cidade e do campo"

Nelson Sato, "Das telas para o papel"

Paulo Briguet, Viagem à capital da grande arte

Nelson Sato, Futurismo visual - Pinturas digitais ganham destaque internacional

Ranulfo Pedreiro, Arte digital conquista Florença

Adriana Marques, Os resíduos são 'Cinzas'

Nelson Sato, Avesso da estética

Paulo Briguet, Variações em torno de uma cor

Paulo Briguet, Do figurativo ao abstrato

Nelson Sato, A colheita madura de João Werner

Ranulfo Pedreiro, O homem no centro da arte

Ranulfo Pedreiro, Figuras em evidência

Dulcinéia Novaes, João artista

 


Textos de poetas

 

Freddy Diblu, Um causo campesinho

Cida Sepúlveda, A dança

Henrique Aragão,  João Werner

José J. Azevedo, Homenagem ao trabalhador rural

Kléber Ferraz Monteiro,  O dedo do Gutei

 

 

Todas as obras de arte expostas neste site são de autoria de João Werner.

O uso destas imagens de baixa resolução é gratuito. Basta, apenas, citar a minha autoria.

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"Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja.", Ministro do STF, S.Ex. Carlos Ayres Britto

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