"O dedo do Gutei", de Kléber Ferraz Monteiro

Outros textos sobre João Werner

A escultura de Werner está permeada pela memória das antigas esculturas clássicas. A escultura como imagem do homem – ênfase no caráter natural, principalmente o humor.

A massa em plenitude rompe com todas as prováveis transparências de obras mais contemporâneas. O volume é o próprio equilíbrio entre as três básicas dimensões. A superfície é rugosa em excesso, enfatizando a expressão tátil. A ilusão de movimento, que lhe dá uma aparência tenuamente dinâmica, é própria da natureza contemplativa do tema. O encontro entre os princípios clássicos descritos acima e uma espontaneidade descontraída confere a esta escultura a graça rara necessária a esta arte.

Dados da publicação


Apresentação da escultura no Catálogo doII º Salão Estadual de Artes Plásticas.11/1984, Ibiporã, (PR).

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