"Canção do idílio, data vênia', Freddy Diblú

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"Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá;
As rapinas que aqui rodeiam,
Não saqueiam como lá.

Nosso ao léu tem mais estrelas,
Nossas praças têm mais atores,
Nosso zé-povo tem mais lida,
Nessa lida mais "mordedores".

Em chiar, sozinho, ao açoite,
Mais quelelê encontro eu lá;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

Minha terra tem no 171 "doutores",
Que tais não encontro eu cá;
Em chiar – sozinho, ao açoite –
Mais quelelê encontro eu lá;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

Não permita Deus que eu corra,
Sem que me revolte por lá;
Sem que refute os usurpadores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda reviste as carteiras,
Onde canta o jabá."


Esta poesia é inspirada na minha pintura 'Toda riqueza provém de violência'


"Toda riqueza provém de violência", gravura digital

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