"Gestos, cores e luzes"

de Anônimo

"Gestos, cores e luzes", texto sobre João Werner Terminou quinta feira a exposição de pinturas e esculturas do artista João César Werner, no Museu Histórico de Cambé. Ex-integrante do Departamento de Cultura da Prefeitura de Ibiporã, onde permaneceu por dois anos, João César Werner vem peregrinando por varias cidades paranaenses e de outros estados, colhendo subsídios e mostrando sua arte. O Departamento de Cultura, seu ultimo emprego, ele largou para poder se dedicar as artes plásticas e esculturas e, fazendo do seu talento sua profissão.

Para Cambé, João César 14 esculturas de madeira, cimento e ferro, entre eles, "Reencontro", um entalhe considerado pelo artista como o seu primeiro trabalho. Trouxe também 12 pinturas a óleo e tinta acrílica, uma técnica que ele vem adotando em seus últimos trabalhos. "A minha arte está ligada com toda cultura da comunidade onde vivo, não só com relação a plástica, sobretudo quanto ao sentimento das pessoas. Minha arte não é moderna. Vejo por exemplo, que a arte está numa dificuldade muito grande, pois a partir do renascimento passou a ser feita por dinheiro".

Em seu bate-papo, João César prossegue: "Houve uma evolução muito grande. O artista passou a trabalhar apenas com a visão, abandonando o sentido do ouvido e de outros sentimentos, chegando ao extremo do apenas visual como o tracionismo geométrico. O passo a ser dado neste momento é no sentido do artista passar a trabalhar com todos os sentidos. Tenho como exemplo a última Bienal em São Paulo, onde a música foi usada para que as pessoas assimilassem a arte como um todo, e não apenas com a visão".

Diz conhecer todos os períodos, recebendo influência, não apenas de um deles, mas fazendo crescer a sua arte através de assimilação de todos. é o vocabulário do artista como ele define. Quanto ao lado comercial da arte, uma posição de "pés no chão"-"Não aceito aquele preconceito com relação a arte, de que o artista deve morrer de fome. Acho que a arte tem que ter um tratamento social diferente, inclusive no plano comercial. A arte tem que ser bonita, mas não apenas uma decoração. você achar por exemplo, que alguém que pinta um quadro e não vende tem valor, é umengano. Deve-se considerar também que a sensibilidade é a coisa que sempre faz a dialética entre a arte e a sociedade".

Para concluir um quadro pintado por ele mesmo: "A minha arte não é panfletária. não sou político, sou apartidário e não tenho ideologia, a não ser aquela que se diz respeito à liberdade do ser humano". 

Dados da publicação

Anônimo, "Gestos, cores e luzes", Jornal Nossa Cidade, Cambé (PR), 01/11/1986, pp. 11.

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