João Werner

Link para Pinturas Link para Esculturas

Gravuras e Pinturas

Nús & Eróticos

O trabalho com Terra

A cidade, a vida urbana

Mitos e mitologia

Pinturas Cinzas

Retratos

Polêmicas & obscuras

Abstratas geométricas

Pinturas Década '80

Esculturas e relevos

Entalhe em madeira

Painel em cimento

Escultura em cimento

Pequenas esculturas

Sobre o artista

Exposições realizadas

Textos sobre minha arte

77 poesias que ilustrei

133 ensaios que ilustrei

Meus textos sobre arte

Cronologia

Outras páginas

Página inicial

Últimas imagens

Venda de gravuras

Venda de esculturas

Venda direitos autorais

Venda de livro

Mapa do site

contato & atualizações

 

 

site publicado desde 22/09/2003

*** 6 anos online ***

 

Diga sim ao Artista

e NÃO à indústria cultural

"Van Gogh e o signo da contrariedade"

Celebra-se no próximo dia 27, o centenário da morte de Vincent Willian Van Gogh. Pintor e desenhista, Van Gogh compôs um dos mais importantes conjuntos de obras plásticas do acervo da história das artes plásticas mundial.

 

Influenciou, direta ou indiretamente, a produção de sucessivas gerações de artistas sendo que, pela tragicidade de sua existência, tornou-se, para todos os que amam a arte, um modelo, espécie de paradigma de personalidade artística criadora.

 

O signo matriz de seu ser no mundo é, seguramente, o signo da contrariedade. Contrariadamente viveu, contrariadamente continua a existir sua obra. De vida interior intensa e conturbada a ele foi impossível uma existência regular, dentro de padrões.

 

Em sua atividade artística - tardia e extraordinariamente breve (quando suicidou-se contava, apenas, 37 anos) - Van Gogh encontrou somente a frustração e a indiferença entre seus contemporâneos.

 

Suas telas, se não eram destruídas ou vilipendiadas, eram guardadas, após sua morte, em porões e depósitos como qualquer entulho.

 

Triste ironia quando, contemporaneamente, acompanhamos pelos noticiários internacionais os leilões que se fazem de suas pinturas, as quais batem todos os recordes de venda, pelo preço vultuoso que alcançam entre os colecionadores.

 

Há, entre os que conhecem as artes plásticas, uma quase unanimidade positiva em torno de seu nome. é um mito. O carisma comovente da intensa carga emotiva que lhe corresponde envolve a inebria a todos.

 

Dele, como artista, ou de sua obra, já não se deve falar posto que já ingressaram, indiscutivelmente, no rol dos tesouros da humanidade como a formalização de um ápice que, culturalmente, irá compondo nossa consciência e sensibilidade coletivas.

 

No entanto, no interior mesmo deste mundo objetivo da cultura que suas pinturas integram, seu legado admite ser utilizado, como modelo ou premissa, para a análise argumentativa de inúmeros problemas - sociais ou estéticos - que envolvem a arte contemporaneamente.

 

Um dos mais prementes problemas da filosofia da arte (como, de resto, em outros campos da cultura) que é o de estabelecer um recorte preciso entre o subjetivo (estritamente pessoal) e o objetivo (coletivo) é claramente perceptível na obra plástica de Van Gogh.

 

Outro problema, que é intensamente vivenciado pelo atormentado pintor holandês, que é o da relação entre o gênio e a sociedade constituída, pode esclarecer, como paradigma, problemas do âmbito da sociologia da arte.

 

Por estas relações fecundas é que sua obra pôde, atravessando um século desde sua trágica morte, ajudar-nos a compreender e valorar melhor nossas relações com a arte e, consequentemente, com nossa própria realidade humana.

Dados da publicação

Escrito por João Werner, publicado na Folha de Londrina, 19/07/1990, pp. 20, Folha 2.

As obras de arte expostas aqui são de autoria de João Werner. O uso destas imagens, com baixa resolução, é gratuito. Basta, apenas, citar a autoria.

contato João Werner

Nextel 119*114664 // (43) 7811-3731
werner.joao@gmail.com

'Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja.', Ministro do STF, S.Ex. Carlos Ayres Britto

Galeria Alborgues