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site publicado
desde 22/09/2003
*** 6 anos online
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Diga sim
ao Artista
e NÃO à
indústria cultural |
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Minhas gravuras ilustram 78 poesias
Todas as gravuras, pinturas e esculturas
apresentadas aqui foram escolhidas
espontaneamente por poetas, ensaístas e editores
através da internet.
Alguém procura uma imagem no Google sobre,
por exemplo, "boteco", ou sobre "forró" ou sobre
"mulher nua", quem sabe? Encontra, em sua
pesquisa, as minhas gravuras. Gosta delas e as
utiliza para ilustrar o seu blog ou site.
Das poesias que aqui apresento, seus poetas
ou editores tiveram a gentileza de citar a minha
autoria. Por isso os encontro.
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A pintura
"Moça dormindo" ilustrou a capa do livro
"Fronteiras, Poemas", de Cida Sepulveda.
Campinas (SP), Editora Pontes, 2008. 74 pp.
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Poesias de 2010
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Toda
riqueza provém de violência
2010, julho 06 - O poeta Freddy
Diblu fez uma releitura da "Canção do exílio" de
Gonçalves Dias.
Canção do
idílio,
Data venia
"Minha terra tem
carteiras,
Onde canta o
jabá;
As rapinas que
aqui rodeiam,
Não saqueiam
como lá.
Nosso ao léu tem
mais estrelas,
Nossas praças
têm mais atores,
Nosso zé-povo
tem mais lida,
Nessa lida mais
“mordedores”.
Em chiar,
sozinho, ao açoite,
Mais quelelê
encontro eu lá;
Minha terra tem
carteiras,
Onde canta o
jabá.
Minha terra tem
no 171 “doutores”,
Que tais não
encontro eu cá;
Em chiar –
sozinho, ao açoite –
Mais quelelê
encontro eu lá;
Minha terra tem
carteiras,
Onde canta o
jabá.
Não permita Deus
que eu corra,
Sem que me
revolte por lá;
Sem que refute
os usurpadores
Que não encontro
por cá;
Sem qu’inda
reviste as carteiras,
Onde canta o
jabá."
Freddy Diblu |
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Orfeu
2010, julho 08 -
Minha pintura à óleo "Orfeu" foi exibida no blog
Verso e prosa, ilustrando a poesia
"Anacoluto" de Dom Quixote.
O meu verso
adolescente
É pra você
Torto e sonso
Esse meu verso
Que enviesa
quando olha
De soslaio
Se apruma
E faz pose de
adulto
Esse verso
Adolescente
Que implica com
a sua pose
Implica por não
saber
Como lidar com
você
Como lhe dar
esse verso
Me dar assim pra
você
De presente
De repente
Ou relance
Esse verso
Adolescente |
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Mergulho
2010, junho - Minha pintura
digital "Mergulho" foi exibida no blog
Tuda Pap.el el.etrônico, ilustrando a poesia
"Mergulho", de Plínio Aguiar.
"Abaixo da
superfície de arrepio da nesga de mar
Que vejo sentado no sofá na sala na manhã
Devem estar peixes, diversas cores, tamanhos,
Formatos diferentes no padrão de nado e guelras,
Escamados e encourados com listras e pintas
Que não eliminam a possibilidade de desejo.
Abaixo da superfície de arranhões da faixa de
mar
Que sinto nos olhos parados estariam começo
E fim, vulcões, serpentes e pentes de sereias
Verdes, o próprio enigma de estar o que poderia
Não estar no trocadilho de horas enferrujadas,
dados do polifemo, Ulisses, regressos calados.
Abaixo da superfície de violência de sobra de
mar
Que noto entre copas de árvores funciona usina,
Vultos submergindo-se originados de albumina
Mergulhando no verbo pronunciado em encontro
De águas, espuma, sonhos, argila. Guitarras
Emergem surpresas presas à quilha do último
beijo." |
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Casal III
2010, junho 02 - Minha gravura digital "Casal
III" foi exibida no blog
Lima Coelho, ilustrando a poesia "Na moldura
do soneto", de autoria de Freddy Diblu.
"Amor é a incompletude do
prazer
Fulgor e inquietude de alma
acesa
É virtude de dor, amiúde e
coesa
Tem a ver com perpetuidade do
ser.
Sus! Mas é furor que produz
beleza
Que exala assaz o torpor de
felicidade
E se conduz a grandeza na
efemeridade
– O que mais faz juz por
delicadeza!
O Amor cai bem demais em lua
nova
Bem com vinosidade em flux de
ais
E com afinidade à meia-luz de
alcova.
Ademais, vai além de orgasmos
plurais:
É bem de entusiasmos
originais, que inova.
Amor? Quem o prova não se
satisfaz, jamais!"
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Favela
2010, maio - O poeta Freddy Diblu
escreveu a poesia "Excêntricos corruptores", irmã
gêmea, mas letrada, desta minha "Favela".
Excêntricos
corruptores
"Friiia... ssssom-bria...
sorrateiramente!
Sois vós
que sorrides espectros satânicos
lacrimejais peçonhos exóticos
Sois vós
que cuspirdes tributos lancinantes
escarrais juros ebola
Sois vós
que arrotardes peculatos macabros
vomitais verdinhas infectas
Sóis vós
que assoviardes militantes
mercenários
espirrais paus-mandados sectários
Sois vós
que mijardes mísseis aterrorizantes
evacuais borras radioativas
Sois
de quem desabrocham bocas-do-lixo
assanham-se déspotas sanguinários
Sois
a quem enfureçam mãos hediondas
atiçam barbáries gangrenáveis
Sois
por quem sentenciam autos-de-fé
alastram cárceres barras-pesadas
Vós!
quando prostituístes a paixão
corrompestes o amor
sequestrastes os sonhos
Vós que sois
A b j e t o s
Parasitas, marotos
vermes nas chagas
Só vós
o mau-olhado atroz
a fedentina dos esgotos."
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Moça
nua
2010, abril 24 -
Minha gravura digital "Moça nua" foi
exibida no blog "Prosa
e verso de boteco", ilustrando a
poesia "Nesta rua", de Zenaide
Negrão. "Nesta rua... Num tempo primeiro de primeiros passos passo a vida em coloridos ladrilhos de pedrinhas de
brilhantes. Num segundo momento o tempo do sofrer se faz presente e a vida se torna cimentada e junto aos brilhantes brotam espinhos. Num último momento do meu tempo os brilhantes, o sofrer e os
espinhos estão todos reunidos numa ínica rua num único bosque numa única vida num único coração. Lá
Solidão..." |
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Procurando na
escuridão
2010, abril 05 - Minha gravura
digital "Procurando na escuridão" foi exibida no
blog
Caos ordenado, ilustrando o ensaio "Meia-noite",
postado por Martín Langou.
"os inimigos, quando atacam,
parecem unir-se no ataque / aparecem todos
juntos, de surpresa, ao cair da noite / querendo
me pegar no contra-pé / testes de firmeza para
uma prática forçada e, quiçá, maltratada /
quando a luz se vai, fica sua ausência, oportuna
quando vista como uma passagem / vamos,
cavaleiro, que a luta é grande e a vitória só é
possível sobre si mesmo / "um leão por dia",
berra a espada, sedenta por mais sangue que se
transforma em suor da libertação... de si /
instigado para mais luta, relutante quanto à
própria força e a brecha no alto do cume do
túnel que, por um simples raio de intuição,
mostra a aurora já tão próxima / Ao amanhecer,
tudo estará limpo e serei, novamente, eu e Eu,
apenas." |
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Ninfa
2010, março 20 - Minha gravura
digital "Ninfa" foi exibida no blog
O imaginário, ilustrando a poesia "Soneto
para o Dia Mundial da Poesia", de autoria de
Márcia Sanchez Luz.
"Vem pra cá, minha Poesia!
Diz o que devo fazer
durante estas noites frias,
quando é difícil viver!
Traz de volta o som que havia
nas notas do alvorecer,
nos semitons de outros dias
que me faziam vencer
manhãs de rondas infindas
(entre emoções e razões)
dentro de meu existir.
E assim o dia que brindas
será de intensas paixões
num corpo inteiro a sorrir."
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Leda
2010, março 12 - Minha pintura acrílica
"Leda e o cisne" foi publicada no blog "Recanto
das Letras", ilustrando a poesia "Ritos
de passagem", de Jorge Luis da Silva Alves:
"Agora batizada no fogo das vontades,
Valéria abriu-se, farfalhante, para o céu
sem lume, exigindo na soberania dos seus
novos desejos:
“Vem, que eu quero você.”
Principesco, real, o cisne deslizou nas
águas escuras da incerteza futura, abarcando
Valéria para a gloriosa viagem das
revelações."
(fragmento) |
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"Casal
III"
2010, janeiro 26 - Minha pintura
digital "Casal" foi exibida no blog
Graça Graúna, ilustrando a
poesia "Quase um alento", de Graça
Graúna.
"Sonho, acordo e enloucresço.
Penso: a vida seria desolada
se não houvesse canções de amor.
Não digo, só penso:
você é quase o meu alento
ou quase tudo que eu quero.
Vamos seguir a canção
e deixar acontecer.
“Pra quê rimar amor e dor?”
Você é quase meu alento
Vamos deixar o nosso nome na
porta
e seguir a canção." |
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"Mesa
de bar"
2010,
janeiro 02 - A gravura digital "Mesa
de bar" foi exibida no blog
Prosas da Amazônia XXI,
ilustrando a poesia "Amigo meu", de
autoria de David Carneiro.
"Sei que tu erraste e erraste
feio amigo meu
E que, como um menino, vais pedir
perdão
Como entre prantos segues para
tua amada
Que te diz agora em desengano
Preferir a tudo a solidão
Amigo meu qual foi teu crime?
Artigo 115: Apaixonar-se por
outro alguém
Não te renego e nem te julgo
Pois eu te confesso mau adulto
Já sofri de amor também
Agora sei que te reviras na tua
cama
E que um nome chama quando não
crê
Que tu fizeste por uma lira
Enfeitiçado por uma gira
Teu grande amor tanto sofrer
E eu que te olho e nada falo
Fico calado, sentindo a dor do
teu penar
Que hoje anda errado e anda
errante
Na busca ingrata e incessante
De um tão distante perdoar
E este mundo que agora tanto fala
Que só te julga e te condena por
traição
Não carrega metade do amor que
arde
Calado e doído
Dentro do teu coração." |
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"Casal
III"
2010, março 24 - Minha
gravura "Casal" foi exibida no blog
Notícias do Sertão, ilustrando o post
"Poema 'Quase um alento'", de autoria de
Graça Graúna e postado por Simone Cabral. |
Poesias de 2009
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"Vaso
com flores"
2009. novembro 10
- Minha gravura
decorativa digital "Vaso com flores" foi exibida no blog
Recanto das letras, ilustrando a
poesia "O SUICÍDIO (para minha amiga N...)", de autoria de
Maria Martha:
"Sobre seu corpo
brotarão
flores que minhocas deixarão viver.
Lamento, amiga.
Vá com
Deus."
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Moça
nua
2009, novembro 05
- Minha gravura
digital "Moça nua" foi exibida no blog "Partos
de Pandora", ilustrando a poesia
"Adormece", de autoria de Violeta Teixeira.
"Adormece! A morte
abre a porta.
Deixa-a entrar!
Sentar-se-á.
Olhar-te-á. Que importa! Dormes.
Dormes. Serena,
como a boneca de
porcelana,
Despenteada.
Pernas quebradas, mas a
abraças,
E sonhas a
criança. Essa
mesma! Abraça-a!
A morte, tenta
acordar-te.
Atropós prepara-se
Para cortar a
trama tecida. Dorme! O
corte é doce.
Acordarás
outra.
Orquídea roxa. Pedra granítica.
Música nas
veias de fontes,
antes, secas. Dorme!
Abraça a
boneca de
porcelana! Essa mesma!
A da
criança! A sepultada,
no poema. Eterna!"
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Menino
2009, novembro 01
- A gravura digital
"Menino" foi exibida no blog "Partos
de Pandora", ilustrando a poesia
"O que é o ser?", de autoria de Violeta Teixeira.
"Sentada.
Descalça. Mergulho
as pernas, nas levadas
Das regas de
morangueiros e de
mangueiras,
Cuja terra seca
suplica chuva.
Subitamente, uma pergunta
Se insinua,
dorida, nos corredores
escuros, da sua mente,
Olho para as
nuvens despenteadas pelo
vento, com gestos
Ternos, em busca
de uma fuga. Mas a
pergunta penetra-me
Nas veias,
inunda-me, transborda,
quebra os diques
Indefesos da
garota. As pernas, essas,
navegam nas águas,
Aparentemente,
ingénuas,
como barcas seguras do rumo
Traçado.
Olho, de novo, para
o céu cinzento. Desaba-me
Sobre os ombros,
pesado, inclemente.
Que sei eu do Universo?
Porque me estou na
Terra? Quem me deu o
Ser? Se me sou?
Tremem-me as
pernas. Indefesa, os meus
dedos lavram
Lamas, arrancam
ervas, mas torturam-me
as trevas
Do conhecimento.
Por que me estou no
ali? Donde vim?
Resposta alguma
que me
satisfaça! Aprendera, cedo,
Que não
havia deus algum.
Que, na natureza, nada se criava,
Nada se perdia,
mas tudo se
transformava. Logo era um bicho
Da terra. Logo, a
ela voltaria, como os
pássaros que amava,
E nunca
destruía os seus
ninhos, porque se eternizavam
Nos filhos. Sim!
Já havia
aprendido, precocemente, é certo,
Mas tudo me fora
dito, sem eufemismos,
sem um gesto de afecto.
As águas
das regas
continuam. As pernas? As pernas? Da garota
Rebelde?
Permanecem mergulhadas nas
águas frias, mesmo no agora
Do escrevo.
Anoitece!
Agradeço as raízes do legado paterno,
Embora, tenham
sido plantadas, no solo
inocente da criança, que
Deixou , cedo, de
o ser, se alguma vez
o foi. Apago o olhar desse
Tempo? Como o
fazer? Sempre aceso, como
o cigarro que fumo,
O vinho que bebo,
para anestisiar o
cio, as palavras que teço.
Como amortalhar a
madrugada?
Embriago-me! Drogo-me.
«Cada um tem
o seu
ópio». Aperto as pálpebras. Cego-me?"
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Amantes
II
2009, outubro 31 -
Minha escultura em
resina "Amantes" foi exibida no site Recanto
das letras, ilustrando a poesia
"Tu e eu" de autoria de Helena Luna.
"Todo dia em
nós mesmos nos
perdemos
em momentos de
amor - pura
paixão.
É por ele,
pelo amor, que
nós vivemos,
bate sempre forte,
firme, o
coração.
Nada há que
se compare
à emoção.
São
instantes, para mim,
doces,
supremos.
Todo dia em
nós mesmos nos
perdemos
em momentos de
amor - pura
paixão.
Abraçados
no meu leito
amanhecemos,
corpos juntos,
meus seios em tua
mão,
como fossem
delicados crisantemos
a vibrar em
colorida
floração.
Todo dia em
nós mesmos nos
perdemos."
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"A
almofada vermelha"
2009, setembro 16
- Minha gravura
digital "A almofada vermelha" foi exibida no blog
Ela nua é linda",
ilustrando diversas poesias. Editor e poeta Luiz Alberto Machado.
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"Angelina
se
mutila"
2009, setembro 15
- A poeta Clevane
Pessoa escreveu a poesia "Alegoria para Angelina".
"Angel de quatro
braços
Mina energia entre
traços,
Traça
grafismos no ar.
Começo da
era, Eva primeva,
todo final
é
recomeço,
ciclos
espiralados,
arcos de cores nos
céus,
círculos
concêntricos na água
onde bate a pedra
da lua
ao olhar do
arremessador."
ver
a poesia na íntegra
2010, maio 30
- A poeta Clevane Pessoa republicou esta
poesia no site da Unión Hispanoamericana de
Escritores, em uma coletânea intitulada
"Quando poetizo pinturas de João Werner -
alguns poemas meus e obra dele". As poesias
foram criadas a partir de 3 de minhas
gravuras, "Burquinha", "Parada de ônibus" e
"Angelina se mutila".
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"Colhendo
laranjas"
2009, agosto
29 - A gravura digital
"Colhendo laranjas" foi exibida no Blog
da Professora, ilustrando a
poesia "Laranja rosada", de autoria de Luciana Carreiro Fernandes.
"Laranjas
são como
crianças.
Estão
em quase todo o lugar.
Laranjas
são lindas.
Redondas.
Cor-de-laranja.
Lembra do
sol.
Quente. Que
brilha intenso. Radiante.
Como o
sorriso e os olhos da
criança.
Laranja
ativa o humor.
Dá
energia.
Trás
alegria.
Todo mundo
gosta de suco de laranja!
Laranjas
são ricas em
vitamina C.
Uma vitamina
que reforça
nosso organismo.
Precisamos
dessa vitamina,
Assim como
eu preciso de
crianças…
Então
arranja as laranjas.
Pode chupar
ou fazer suco.
Coloca na
receita do bolo.
Fazer bom
uso para que a
criança seja:
Cor-de-laranja
rosada.
E não
falte nas aulas.
Trazendo
alegria e saúde.
Como a
laranja me trás."
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"Poeta
meditando"
2009, agosto 12 -
A pintura digital
"Poeta meditando" foi exibida no blog "Partos
de Pandora", ilustrando a poesia
"É este o meu ofício", de autoria de Violeta
Teixeira.
"É este o
meu
ofício. O grito. O grito do bicho
Da terra. Do corpo
da terra, peregrino,
sem fé,
Ao rés do
vazio, morto de
frio, a espera
De um signo, que
frutifique nos
espinhos.
Espera
ilúcida e
única do caminho que ilumine
O silência,
súbito, vinho, para a embriaguez
Das palavras da
vida e da morte. A
brasa rubra
De uma pedra
coze-me o pão
do poema.
É este o
meu
ofício. O grito faminto
Do corpo da terra.
Do bicho da terra.
Grito!
Invoco, com
avidez, a voz que tarda a
ser voz,
Que tarda a ser
tear. Trêmula
e indevisa, início
O tecer do tempo
voraz, mas este tudo
faz
Para abafar a
nudez do grito. Pudor
absurdo, Porque,
sempre está
a escuta o
leitor, sabendo,
Sem o dizer que,
talvez o grito sufocado
Dê à
luz, numa
obscura e pura madrugada,
Um cântico
ferido, mas tecido
de amor,
O mesmo
será dizer o lugar
branco da morte."
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"Mergulho"
2009, julho 29 - A
pintura à
óleo "Mergulho" foi exibida no blog Noturno
citadino, ilustrando a poesia
"Pular de um quinto andar?", de autoria de Giuliano Quase.
"não seja
ridículo.
olhe lá
embaixo.
quantos metros
cê acha que
tem daqui lá?
é bem capaz
mesmo.
é muito pouco, não vê?
desta altura,
cara, o máximo
que vai te acontecer é quebrar uma perna. ou as duas. pode
ser que o femur se esmigalhe uma costela fure o pulmão o
joelho salte da parada e fratura exposta aquela sanguerada toda e
você lá agonizando eu aqu’incima
desesperado pronto morreu...
quem sou eu pra te
dizer, cara,
o que pode e o que
não pode
se só tentando?
mas de ponta
cabeça.
assim de coco no
chão:
toc
pode que pode ser:
e bau bau."
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"Cristal"
2009, junho 07 - A
pintura digital
"Cristal" foi exibida no blog "Noturno
citadino", ilustrando o poema
"valor e cultura", de Giuliano.
"O copo de cristal
por si
não é belo.
Pode ser um objeto.
Talvez sua beleza
esteja na moldura do contexto."
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"Colhendo
laranjas"
2009, maio
31 - A pintura digital
"Colhendo laranjas" foi exibida no blog "Intertextualidades.
'Estou vivo e escrevo sol'",
ilustrando a poesia "Laranjas de maio", de Luís Filipe
Pereira.
"Amanhã
Quando vier
o vento
Deslizar na
ave de água
Adstrita
à madrugada
Seguirei o
som das laranjas
Sob o sol
macio de maio
Amanhã
Quando cair
a janela
Como folha
desfeita
Na foz dos
dedos
Encontrarei
nas ervas
Uma jangada
de verdura
Afagando-me
os joelhos
Ficarei com
os fios dos jardins
Amá-los-ei
no poema com os
periféricos
Pulmões
dos nomes
Dóceis
de árvores
Amanhã
Entre os
gomos do mar
Cerca dos
corais das laranjas lentas
E os
polegares
Que
inclinados no ígneo
vento da voz
Irão
percutir
Pingo a pingo
O bando de
águas
Que
virá beber
Nas cascas
vazias
Dos meus
bolsos"
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"Jovem
anarquista"
2009, maio 01 - A pintura à
óleo "Jovem anarquista" foi exibida no blog
Que mundo doido, ilustrando a poesia
"Anarquista (?!)", de autoria de Sidney
Crivelari. Fragmento:
"Rebelde,
Radical,
Excomungado,
Anarquista
Se lutar
pela justiça,
Contra o
abuso do poder comprado,
Este poder
infame,
Retalhado de
mentiras.
Se lutar
pelos nossos direitos
É ser
anarquista,
Então Mamãe,
Seu filho é
um anarquista (?!)"
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"Sinuca"
2009, maio 01 - A
pintura à
óleo "Sinuca" foi exibida no blog Bar do Bardo,
ilustrando três poemas, "Três cenários
suburbanos", de autoria de Henrique Pimenta.
"Bolero misturado
com samba
"O cara vai
à zona de pijama.
A linda se
apaixona pelo cara.
Os dois, pois, se
aconchegam numa cama
e, após,
pois, se chamegam
numa tara
de gosto duvidoso.
O par se gama,
repete o ritual,
ele não
para,
deseja que deseja
e faz a fama.
É a lenda
da menina que
dispara
da vida de puteiro
suburbano,
sem
máculas, no amor
purificado,
por Nossa
Senhorinha da
Assunção.
É a lenda
do senhor que
é ser humano,
que acolhe sua
escolha sem passado,
nas bocas da
Favela
Coração."
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"Ícaro"
2009, abril 15 - A
pintura à
óleo "Ícaro" foi exibida no blog O
silêncio dos versos,
ilustrando o poema "La cena", de Manuel Díaz Martinez,
postado por Lilina Jasmin.
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"Semeador"
2009, março
26 - A pintura
acrílica "Semeador" foi exibida no blog
Tatuagem, ilustrando o poema "Ao
meio dia, inteira" da poeta Carmen Fossari.
Fragmento:
"Nem ao filete do
sol
Ensolarando este jardim
Que entre o muro e o jardim
Colhem meus olhos tu
Que do amor plantas
Os mistérios ,docemente
Como a portão aberto para a vida."
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"Carregadores"
2009, março
13 - A pintura
à óleo "Carregadores" foi exibida no blog "Poética
e cotidiana", ilustrando poema
de Bertold Brecht, "Perguntas de um operário letrado".
Fragmento:
"Em cada
página uma
vitòria.
Quem cozinhava os
festins?
Em cada
década um grande
homem.
Quem pagava as
despesas?
Tantas
histórias
Quantas perguntas."
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"Sátiro
à noite"
2009, março
11 - Foi exibida
no blog
Ciranda do esquecimento,
ilustrando o poema "Licantropia", da poeta Laurene Veras.
"Rasga
a pele
que te engasga
Sibila
e troca de casca
Arrebenta pontos
abre cicatrizes
Puxa os fios soltos
arde em magentas
rejeita os matizes
Sê fera
medra no
inadiável
e mira
o espelho
inquebrantável
de ti."
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"Espaço
interior"
2009, março
09 - A pintura
acrílica "Espaço interior" foi exibida no blog Lendo
poemas, ilustrando o poema
"Espaço lírico" do poeta Cassiano Ricardo,
editada/postada por Jefferson Bessa
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"Mulheres no
varal"
2009, março 06 - A pintura
acrílica "Lavadeiras" foi exibida no blog Blog da Laura, ilustrando
poema de Pedro Bloch. Postado por Laura
Peixoto.
“Nossa jaula
somos nós
mesmos,
que vivemos
polindo as
grades
em vez
de
libertar-nos.”
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"Monumento
ao trabalhador rural"
2009, março
- A escultura
"Monumento ao trabalhador rural" foi homenageada em poema por Freddy
Diblu, através da poesia "Um causo campesinho". Fragmento:
"Quer Zé
Negrim ave-marias
Um alvorecer todo
de pipiras
Retrato dele
à vela de sete
dias
A meninada de
olhar assuntado
Violas dedilhadas
no trato caipiras"
(ver a
íntegra da poesia)
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"Pipa
II"
2009, fevereiro 07
- Foi exibida no
blog Longitudes,
ilustrando o poema "Dê corda", da poeta Nydia Bonetti.
"Dê
muita corda
Deixe
seu sonho
voar
Ele
tem pressa
Ele
não pode esperar
Morre
de esperar
demais."
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2009, janeiro 02 - A
pintura à óleo "Anjo caído" foi exibida no
blog
Clevane_em_Pessoa, ilustrando o poema
"Anjo caído" de autoria de Clevane Pessoa,
em diálogo criativo. Fragmento:
"abrir a
boca de espanto,
cair das
própria altura, em pleno vôo de
reconhecimento,
e sentar-se
desanimado, cansado de lutar
por uma
humanidade falida e inconstante..."
2009, janeiro
03 - A pintura e o poema foram republicados
no blog
Mhário Lincoln do Brasil.
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Poesias de 2008
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"Mulheres
no
varal"
2008, dezembro 06
- A pintura mista
"Lavadeiras" foi exibida no blog
Lavando calcinhas, ilustrando o
post "Lavadeiras", poema de Anabel Andrés. Postado por Lia.
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"Boteco"
2008,
dezembro 04 - Foi exibida no blog
Cativa do
Deserto, ilustrando o poema
"Conversa póstuma", de autoria de Miguel do
Rosário. Publicados por Camilla Lopes. Fragmento:
"de que
adianta morrer
se deixas
teu cheiro
e contas
não pagas
em
hotéis baratos
da
praça tiradentes?" [...]
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"Poeta
meditando"
2008,
novembro 21 - Foi exibida no blog
Viva
a poesia, ilustrando o poema
"Epitáfio para la tumba de um poeta", de José
Hierro, editada pelo poeta e professor Sílvio Persivo.
"Toquei a
criação
com a minha testa.
Senti a
criação
com a minha alma.
As ondas me
chamaram para o fundo.
E logo as
águas se fecharam.
"
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"Beija-sapo"
2008, novembro 18
- Foi exibida no blog
Coluna
Cultural Telescópio,
do poeta e editor Every Carrara, ilustrando o poema "Verbo de
Ligação" de Neida Rocha:
"A vida é
vaga.
A morte é
certa.
O Sol é seu.
O medo é
meu.
O ninho é
nosso.
A noite é
longa.
A morte é
certa.
A vida é
breve."
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"Amantes"
2008, novembro 18
- Foi exibida no Blog do
Mikael,
ilustrando o poema "Os acrobatas" de Vinícius de Moraes.
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"Camarim"
2008, outubro 21 -
Foi exibida no blog Recanto
das Letras, ilustrando o poema
"Camarim", de autoria da poetisa Miriam Dutra:
"Encantam-me luzes
e neons futuristas
de um camarim.
Colo na face a
máscara
rosada,
arte do
make-up-folhetim.
Desastre....
Nenhuma fantasia
ficou bem em mim...."
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"Mergulho"
2008. outubro 10 -
Foi exibida no blog Versos
e
Perversos, ilustrando o poema
"Cremado", de Luciano Fraga.
"Do alto da minha
soberbia
sou cinzas
sem jardins,
sem mares ou
ventos,
sozinho,
rio de mim sem
rodeios
em meus
pensamentos,
assim
como poderei me
espalhar?"
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"Mesa
de bar"
2008, setembro 26
- A pintura digital
"Mesa de bar" foi exibida no blog Bar
do Escritor,
do poeta e editor Giovani Iemini |
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Amantes
2008, setembro 14 - Minha
pintura à óleo "Amantes" foi exibida no site
"Overmundo",
ilustrando a poesia "Credo", de autoria de
Saavedra Valentim.
"Acreditei
em seu amor
Feri-me
profundamente.
A lâmina de
sua traição
Perfurou
órgão vital da minha morte!
Fratura
exposta de um coração dilacerado,
Peito
aberto, alma fechada.
Encarcerado,
ainda,
Talvez
sempre o seja,
Sentença de
um tribunal tendencioso,
Que o
vitimado condena!
Mortalmente
ferido,
Amor ainda
exala,
Esse coração
desavergonhado,
Mesmo
esnobado, pisoteado.
Mar de
lágrimas rubras
Manchou
minh’alma límpida,
Jorrou-me
fervente na face,
Abriu
ferida, dor imensa.
Restou
profunda cicatriz,
Certificado
de desilusões vividas,
Vida
mortificada em vida.
Abduzida a
outros sonhos,
A outros
amores, desamores.
Rosa
escarlate, pétalas macias,
Cujo néctar
oferece barato
A qualquer
zangão, sedento.
Doçura
outrora,
Fel agora,
Veneno
amanhã!
Tento
livrar-me das amarras,
Mas suas
garras cravam-me,
Como uma
águia voraz,
E conduz-me
ao alto,
Ao etéreo,
ao divino,
Em seu ninho
dividido.
Sem piedade
conduz-me
Ao espaço
sem destino.
Resgata-me
do passado,
Aprisiona-me
no eterno,
Tortura-me
no presente.
Com futuro
incerto,
Com uma
única certeza:
Eu, simples
mortal,
A mendigar
uma gota desse néctar,
Que provoca
delícias aos ”Deuses”,
Em troca,
oferendas de puro ouro,
Contraste ao
meu pobre amor pobre,
Com certeza,
opaco aos seus olhos,
Visto ser
metal barato, que não reluz." |
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"Beira
do rio"
2008, setembro 04
- Foi exibida no blog
HF
diante do espelho, ilustrando o
poema "Cascata", da poetisa Hercília Fernandes.
"Há
um
travo na garganta
e um
travão nos olhos.
Um
metro de
lâmina
e uma
granula de
ópio.
Há
uma
palavra não-dita
e um
silêncio gritante.
Uma
ponte escondida
e um
chinelo azul
verdejante.
Há
uma
roda viva
e um
mar morto
Uma
verdade
esculpida
e um
cavalo solto.
Há
coisas para serem ditas
umas
- outras
– melhoradas...
Uma
lágrima fingida
um
riacho cheio
d'alma:
sebo
nervo
alheio
em
cascata."
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"Poeta
meditando"
2008,
setembro 03 - Foi exibida no blog
"Transversal
do tempo", da poetisa Renata
Maria, ilustrando o poema "Ficção":
"Tentei ser
triste num país
sem nome.
Voltei de
lá sem saber o que
é saudade.
Fui para
minha terra onde sorri
é invenção.
E o poeta de
lá sou eu sim,
senhor."
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"Forró"
2008, agosto 31 -
Foram exibidos o
poema e a pintura no blog
Enfim! É o que tem pra hoje,
do filósofo e editor Paulo Braccini.
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"Ninfas
dançando"
2008, julho 22 -
Exibida no blog Tatuagem,
da poeta Carmen Fossari, onde ilustrou a poesia "Ilha feminina".
Fragmento:
"O
mundo feminino
Abre-se
de
úteros
Como
as folhas em
pétalas
Que
amanhecem
Jardins,
mundos,
infâncias, flores
O
universo adulto
do corpo amoroso
Comportando
outro
corpo
Da
luz lasciva de
todos os tatos
Os
sentidos, a
intuição
O
homem barro
macerado
Que
habita seu
mundo
De
dança e música"
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"Burquinha"
2008, julho 17 -
Foi exibida no blog
Achamarte, da poetisa e editora
Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Burquinha":
"Bom
o
tempo-que-rola
nas
bolinhas-de
mundo-miniatura.
Cada
bola-de-gude
parece uma planeta,
uma
beleza de
olhar.
Longe
uma voz
chama:
-"Menino,
venha
já para casa"...
O
susto aponta o
tempo-que passou
num
instante,
como-é-que-pode?
Meninos
debandam.
Uns,
transidos de
medo, sabem que vão apanhar.
Mas
amanhã...ah, o mundo encantado
recomeça..."
2010, maio 30
- A poeta Clevane Pessoa republicou esta
poesia no site da Unión Hispanoamericana de
Escritores, em uma coletânea intitulada
"Quando poetizo pinturas de João Werner -
alguns poemas meus e obra dele". As poesias
foram criadas a partir de 3 de minhas
gravuras, "Burquinha", "Parada de ônibus" e
"Angelina se mutila".
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"Parada
de
ônibus"
2008, julho 17 -
Foi exibida no blog
Achamarte, da poetisa e editora
Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Parada de
ônibus":
"A
idade se
repete nas filas
dos
ônibus.
A
ansiedade, a
agonia, o medo do atraso,
a
vontade de
chegar em casa,
a
necessidade de
fugir,
o
passeio
esperado,
o
desejo de
abraçar os bem-amados,
tudo
é
somado, pedaços de conversa,
celulares
e
retalhos de assuntos,
expostos
quais
frutas em banca de feira.
nenhum
pudor em
xingar, reclamar, se desculpar:
cada
um tem sua
musiquinha, uns jogam ,
outras
consultam
recados...
E o
tempo urge,
ruge,, a turma/turba reage,
um
coletivo
passou sem parar.
"É
porque não pago mais passagem", treme o idoso
ao
desabafar.
Alguém
tem cólicas, uma das mulheres se encolhe ,
cai
ao
chão e começa a dar à luz.
Um
trombadinha
aproveita a confusão
e
bate a carteira
de alguém.
Fulaninho
nasce
ali mesmo:
um
dia ele
também estará numa fila, esperando
ônibus.
Na
parada em
movimento.
O
dia quer
dormir, a noite começa a esperar
também...
E
com ela, os
trabalhadors da noite, os boêmios e os
insones
a
esperar outros
ônibus..."
2010, maio 30
- A poeta Clevane Pessoa republicou esta
poesia no site da Unión Hispanoamericana de
Escritores, em uma coletânea intitulada
"Quando poetizo pinturas de João Werner -
alguns poemas meus e obra dele". As poesias
foram criadas a partir de 3 de minhas
gravuras, "Burquinha", "Parada de ônibus" e
"Angelina se mutila".
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"Salto"
2008,
julho 09 - A
pintura digital "Salto" ilustrou o blog
ULTIMAGOTAD, texto da artista
radassi. Fragmento:
"Ausencia
ou
presença?
E o
tempo?
RESPONDE?"
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"Casal
III"
2008, junho 01 - Imagem publicada
na Revista
Eletrônica
Conexão Maringá,
ilustrando o poema "Modo de amar" da poetisa Astrid Cabral. Trecho do poema:
"[...] Amor como açudes
sangrando
ou caudais e tempestades
despencando dilúvios.
E não me falem de
ruínas
nem de cinzas, nem de lama. [...]" |
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Moça
nua
2008, junho 01 - Imagem publicada
na Revista
Eletrônica
Conexão Maringá,
ilustrando o poema "Redentoras", do poeta Erorci Santana.
Trecho do poema:
"[...]
As que
não são vilãs, nem heroínas,
nem
escravas, nem
rainhas, nem fundamentais;
algo
mais que a
sina feminina
ou
a maioridade
que a elas se negou.
Não
se
diga “é bela esta mulher”
porém
bonita sua própria condição. [...]"
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"Sátiros
e ninfas"
2008, março 31 - Poeta: Manuel
Bocage, Poema:
"Epitáfio para um
sátiro", Blog: Pirulin lulin
lulin, postado por Laurene Veras
"Lá quando
em mim perder a
humanidade
Mais um daqueles,
que não
fazem falta,
Verbi-gratia
— o
teólogo, o peralta,
Algum duque, ou
marquês, ou
conde, ou frade:
Não quero
funeral comunidade,
Que engrole
"sub-venites" em voz alta;
Pingados
gatarrões, gente de
malta,
Eu também
vos dispenso a
caridade:
Mas quando
ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar
em ermo outeiro,
Lavre-me este
epitáfio
mão piedosa:
"Aqui dorme
Bocage, o putanheiro;
Passou vida
folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu,
fodeu sem ter dinheiro".
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"Poeta
meditando"
2008,
março - Foi exibida na
Revista Eletrônica
Conexão Maringá,
ilustrando poema "Recusa poética", do poeta: Ricardo
Mainieri.
"A poesia
foi recusada
quando
buscava emprego.
Simplesmente
queria mostrar-se
aos olhos
sensíveis
sem
remuneração
nem aplausos." (fragmento)
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"Forró"
2008, fevereiro 27
- Foi exibido no
site Recanto das letras, ilustrando o poema "Forró na
fazenda", da poetisa Sônia Maria Cidreira de Farias.
Fragmento:
"O forró
lá na
fazenda
vai até as
altas horas
Invadindo a moenda
Sacudindo as
senhoras!
Até o galo
vem
dançar
co'a galinha
carijó
Esta a cacarejar...
dá um
nó em seu
gogó!
A égua e o
cavalo
gostam de se
esfregar
E no meio do embalo
já
começam a
namorar!
....
Se você quer
ser feliz
seja simples por
favor
Ouve a vida que
lhe diz...
"Só cultive
o amor"!"
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"Sinuca"
2008, fevereiro 05 - Poetisa:
Casti, Blog:
Teia
de palavras.
"O
jogo na mesa
Um
taco
Noite
inteira
Conduzindo
aspirações
Para
a caçapa
Vontade
numa tacada
Certeira
Matreira
Firmar
a ponteira
Desce
uma talagada
Da
pinga de primeira
Ponto
final..."
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"Amantes"
2008, fevereiro -
Poeta: Américo Teixeira Moreira,
Revista Eletrônica
Conexão Maringá,
Poema: "O Corpo Restituído"
"Vacilante e mordente cais dissipada
como
se fosses um estalido,
um sopro adormecido pela minha baba
opiária. Então
amorosamente beijo
o teu sexo desvairado na simbologia
da passagem do sagrado para o profano
de uma identidade, de um novo
caminho."
(fragmento)
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"Esperando clientes III"
2008, janeiro 19 - Poetisa:
Casti, Blog:
Teia
de palavras.
"Os
carros passam lentamente, observando a mercadoria, avaliando e
alimentando o desejo... Coxas, seios, bocas à mostra, oferta
do “móvel” que tem para todos os gostos
taras e fetiches. Negociações e acordos, ela quer
o dinheiro, ele quer o resgate do desejo que por algum tempo foi
sepultado..."
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"Boteco"
2008, janeiro 07 - Poeta:
Lipe Du, Blog:
Poesia
vã.
"O abrigar de uma nuvem...
Céu
ensolarado e mais um dia
de curtição.
Sem
um sundown
Pedimos
sombra, pelo amor de deus!
e
tentamos tapar-lhe
Sol!
Sugerimos
isso e aquilo outro
Bate-boca
amigável
Conta-se
a novidade de ontem
O
noticiado que apenas um viu e se
encarregou
de passar...
Antenas!
A
louca foi presa,
O
ministro fez uma piada infeliz...
Queremos
mais e mais,
Ali
na esquina mais um copo
e
mais música
e
um boteco que acaba de abrir serve de
refugio aos nossos anseios de fim de semana
Tanta
expectativa pra dois
únicos dias
Queria
é mais"
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"Abstrato"
2008,
janeiro 04 - Poeta:
Carmen Fossari, Blog:
Tatuagem, Poema:
"Vento", reproduzido aqui apenas
um fragmento:
V
Ventania na litania
Impalpável das membranas
Úteras que te constroem
desde sempre
Argamassa de pesadas dores
Umbilical cordão da
humanidade
Que aterra teu invólucro e
te faz
Presa de ti mesmo
Desde o lado que mastigas
As migalhas da escuridão de
outras pessoas
O olho que vislumbra da ampla claridade
A centelha oclusa em breu
Ao canto alojada sendo de outro ser
A tua mesma cicatriz de
escuridão
Tento eu tentáculos
atravessar
A cortina férrea, onde
fincas teu estar.
Talvez eu mesma em crendo a claridade
Por tentar transpor esta barreira
Seja da instransponível
mediação
A luz oclusa aterrada ao que passou.
[...]
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Poesias de 2007
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"Moça"
2007, novembro 6 - Poetisa:
Casti, Blog:
Teia de
palavras:
"Vivia
assim... Sacudida pelo despertar do relógio, no trem lotado
e também pelas dificuldades que existiam depois da porta.
Era impiedosamente sacudida, pelo homem que com ela sobrevivia...
Sacudia no Samba de Fevereiro, sacudia a roupa para secar no varal.
Finalmente, não mais agüentando tanta sacudidela,
num dia comum de semana, sacudiu da janela do último andar
onde trabalhava, espatifando-se no chão num embate final."
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Favela
2007, novembro 06 - Poetisa:
Casti, Blogue
das artes
"O abrigo desordenado
Improvisado
Favela
Menino descalçado
Duro percalço
Driblando a vida
A bola
Rolando na viela
A realidade revela
Bala zunindo
Indiscriminada
Pra muito homem
Pouca vela..."
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"Amantes"
2007,
outubro 15 - Poetisa:
Maria Luiza D'Errico Nieto, Blog:
Recando
das letras
Poema:
"Meu querer"
"Meu
querer...
é
sonho de amores
toma
forma de flores
veste-se
de cores
banha-se
de olores
desfruta-se
em delícias
na
troca de carícias
da
ovelha em balidos
á
espera do lobo
para
soltar mais gemidos."
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"Trio
de amantes"
2007,
setembro 04 -
A pintura digital "Trio de amantes" foi exibida no blog
Literatura, amor e erotismo,
ilustrando a poesia "Boceta", de autoria de Karina Calado.
"da
entrada
à entranha
dessa
eterna
morada
da
morte
diária
molhada
de mim
desde
dentro
o
tempo
acaba
entre
lábio e lábio
de
mucosa
rósea
que
abro
e me
abra
ça
a cabe
ça
o
tronco
o
membro
acaba
o tempo"
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"Ícaro"
2007,
maio 12 - Foi exibida no blog
Cantares de amigo, ilustrando o
poema "Ícaro", do poeta Al Berto (avelaneiraflorida)
"Aprendeu
a separar o nocturno zinabre
do
transumante desejo e poro a poro o
dia
larga
sobre a pele os perfumes da terra
e o tempo
cobre-se de cardos em cinza
tem o
olhar escondido na
inquietação da luz
guarda no
peito o sossego dormente das
pedras
um ombro
de sombra dá-lhe
frescor à boca
mas se ao
morrer o abrissem ao meio
nada
encontrariam
nem
vísceras nem ossos nem
sangue
apenas
poalha de água
e a dor da
infindável
travessia"
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"Serpentes voadoras"
2007, maio 04 -
Poetisa: Maria Ostra,
Maria vai com as Ostras,
Poema: "A cobra"
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Poesias sem data
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"Abanando
café"
Poeta:
Antônio Manoel Abreu
Sardenberg, Site:
Sardenberg Poesias, Poema: "Semeador"
"Semeie, semeador!
Lance no sulco a
semente,
Deixe que a chuva
e o calor
Façam ela
germinar,
Dar fruto e
alimentar
A mesa de muita
gente.
Semeie, semeador,
Com suas
mãos calejadas,
O grão do
trigo, a mostarda,
Soja, arroz e
feijão.
Semeie, assim, a
esperança
De transformar o
Brasil
Na mais
sólida
nação...
Semeie, semeador,
Jogando a cana na
cova,
Pois com isso fica
a prova
Que você
adoça a
vida
Fazendo-a menos
sofrida
E muito mais
saborosa...
Semeie, semeador,
Milho,
algodão e
café,
Semeie com muita
fé
Mostrando pro
mundo inteiro
Que você
é o
celeiro
Que mantém
a vida acesa
Dando pão
ao mundo inteiro!"
|
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"Mulheres
no
varal"
Poetisa: Anabel
Andrés, Poema: "Vozes
bugras", blog: Livro
de cabeceira
"São vozes
de
resistência
Vozes que trazem a
reverberação de antigas vozes
Indígenas,
africanas,
ibéricas:
Vozes raízes
Vozes
escravizadas, fugidas, rebeladas,
indomadas,
por mais abusadas
que tenham sido
Vozes
mestiças: caboclas,
cafuzas, mamelucas, mulatas
Vozes camponesas,
urbanas, suburbanas
Que continuam a
ecoar
em cada mulher
deste Brasil
São vozes
geradas no ventre
da Grande Mãe
Vozes de guerreiras
Que nunca deixam
de sonhar
E de celebrar a
vida
Vozes que o tempo
não
há de calar
Há de
festejar"
|
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"Forró"
Poetisa:
Casti, blog:
Teia de
palavras, Poema:
"Fio assimétrico"
"Dá um
“cheiro”
“Arretado”
Faz uma rima
Com sorte
Arreganha
Um sorriso
Luz do archote
Lasca um beijo
No cangote
Pesa o passeio
Da mão
No corpo
Antes redoma
Agora resolve...
Toma
Doma
Do sul
Ao norte..."
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"Minina Barreno"
Poeta: Casti, Blog:
Teia de
palavras,
"Fio assimétrico"
"E
ela resolveu em dia comum colocar mais tempero na panela... Mexeu nos
frascos procurando cheiro forte, cores vivas e uma inquietante receita
começou a borbulhar no caldeirão... Algumas vezes
era preciso tirar o avental, troca-lo por pérolas e
saltos... A futilidade em medida proporcional ao cotidiano era
essencial para não deixar o cheiro da cebola provocar
lágrimas além das necessidades..."
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"Amantes"
Poetisa:
Maria Luiza DErrico Nieto, Blog:
Recanto
das letras,
Republicada no blog: Literatura:
amor e erotismo, de Karina Calado, Poema:
"Somos únicos"
"Nesta emoção
pujante
um sonho se faz real
Na cumplicidade dos amantes
em abraço sensual...
Corações
pulsando amor
dois em unicidade
Vidas em sintonia
agora e na eternidade...
Somos assim... únicos
corpos e almas reticentes
Existências devotadas
a este amor ardente..."
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"Moça dormindo"
Poeta:
Benílson Toniolo, Site:
revista eletrônica
Conexão Maringá, Poema:
"Esposa"
"Meu olho cravado na treva do teu gozo
Sobre as pernas te sustento madrugada
afora
Um alfabeto inteiro pra traduzir-te um
sussurro
Que exala da ressecada saliva
Desenha o balé das ondas
com teu dorso descoberto
E as estrelas dos teus centros se
dilatam
Cegamente vagueiam e arfam os poros
Um sol imenso escancara o riso
fácil que buscavas
Repousa então o caule
inerte do teu corpo
Sobre a tênue luz da minha
pele libertada"
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"Janta"
Poetisa:
Casti, Blog: Teia de
palavras, "Fio
assimétrico"
"Prato
fundo
Janta
minguada
Temperada
em silêncio
Vela
chorada
No breu
da solidão
Lida
infinda
Onde o
diabo
Não perdeu as botas
Onde a
fome se aloja
Na barriga
Dos
irmãos...
Família grande
Pai
autoritário
Coração duro
Mandacaru
puro
Com tempo
certo
Antes da
janta
Agradecendo
Difícil vida
Murmurada
Em
decorada
Oração..."
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"Abstrato"
Poeta:
Clodomir Monteiro, Site:
Revista eletrônica
Conexão Maringá, Poema:
"O pai a flecha a gosto"
"botão da paternidade
botânica
sinal do desenho certeira flecha
durante a vida educa e dirige
pai quase sempre martim - pescador.
busca comida outonando amor
flecha de parto filho pai revive"
(fragmento)
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"Lavadeira"
Poetisa:
Casti, Blog:
Teia de
palavras, Poema:
"Fio assimétrico"
"Tanta
roupa
Olha o
sabão
Orçamento
Pouco
tostão...
Esfrega
O futuro
Cheiroso
Preocupado
Em bolhas
De
sabão."
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