Pinturas de João Werner ilustram 213 poesias

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Estas gravuras, pinturas e esculturas que apresento nesta página foram escolhidas por poetas, ensaístas e editores através da internet para ilustrar seus artigos e poesias.
Um poeta procura uma imagem no Google ou no Bing sobre, por exemplo, 'boteco', ou sobre 'forró' ou sobre 'mulher nua', quem sabe? Encontra as minhas gravuras em sua pesquisa. Gosta delas e as utiliza para ilustrar o seu blog ou site.
Deste início fortuito, às vezes tenho a sorte de iniciar um diálogo internético-criativo.
Das poesias que aqui apresento, seus criadores tiveram a gentileza de citar a minha autoria, por isto os encontro. Suponho que os que se utilizaram de minhas imagens sem citar-me são em número bem maior.

Ilustrando poesias em 2014
Ilustrando poesias em 2013
Ilustrando poesias em 2012
Ilustrando poesias em 2011
Ilustrando poesias em 2010
Ilustrando poesias em 2009
Ilustrando poesias em 2008
Ilustrando poesias em 2007
Poesias sem data

Veja também as pinturas que ilustram contos, artigos e ensaios.

Pintura ilustrando publicação impressa

"Fronteiras, Poemas", livro de Cida Sepúlveda

"Fronteiras, poemas", de Cida Sepúlveda

A gravura digital 'Moça dormindo' ilustrou a capa do livro 'Fronteiras, Poemas', de Cida Sepúlveda. Campinas (SP), Editora Pontes, 2008. 74 pp.

"Moça dormindo", pintura digital
Moça dormindo

"Entre risos e lágrimas", livro de Edena Codato

"Entre risos e lágrimas", poesia

João Werner ilustrou a capa do livro "Entre risos e lágrimas", de Edena Codato, Curitiba: Secretária de Cultura de Cambé, 1987. 98 pp.

"livro

Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2014

Facebook Digital Omania
Moça dormindo

2014, janeiro 22 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no Facebook de DigitalOmania Nelsøn Aharøn Bibøw, ilustrando a poesia "Traduz-me".

Porta entreaberta clima certeiro
deslizando pelo corredor a tua essência
fome da tua presença em minhas mãos.

Minha respiração
aguça o desejo que transparece;
transpira e transborda.

Surge a vista parcial da paz
que faz dançar a cortina
em noite calma
onde levemente repousas.

Transparece a tua ternura
e explicitamente desperta
meu coração de vinho tinto
é a luz da tua face que invade
ávida ao tamanho exato da minha
alma embriagada.

Meu peito então é coberto pelo magnetismo,
seria um misto de melancolia e ilusão?

Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2013

Blog A vez da maria
Amantes

2013, outubro 24 - Minha pintura à óleo "Amantes" foi exibida no blog A vez da Maria, ilustrando a poesia "Amor", de Maria Teresa Dias Furtado.

Amor amado
Assim como os poentes
São rubros e as rosas,
Tão vivo é o meu amor por ti.
Com essa força atravesso
Todas as tempestades
E descubro em cada momento
A fonte da alegria.
No silêncio repito
O teu nome como um bálsamo
E sei que tu o meu repetes
como um apelo.
E o apelo não é vão
Pois com ele me dás as estradas
E os atalhos para chegar a ti.
Ao teu encontro vou
Com as rosas de Maio
Com as cerejas de Junho
Com as uvas de Setembro
E cada mês me dá para te levar
a sua novidade
Pois o amor faz novas todas as coisas.
Quando te não vejo vejo-te em todo o lado
E oiço-te em todas as vozes
Tu que és a única voz.
Em ti me refaço e me transformo
E fluo para ti como um grande rio
Na certeza de ti, que és o meu (a)mar.
Blog Fabrício de Queiroz Venâncio
Toda riqueza provém de violência

2013, julho 11 - Minha pintura digital "Toda riqueza provém de violência" foi exibida no blog Fabrício de Queiroz Venâncio, ilustrando poesia "Obrigado pelo seu tempo", do autor.

A violência está acomodada nos hospitais,
nas longas filas da espera
e no pouco que ainda versa a esperança
cristalizada em barrigas vazias.

A violência está velada nas fábricas,
está junto daqueles que assinam suas digitais,
nas doenças de esforço da mão
e na indenização que recebe a família.

Está na desigualdade,
nas generalizações,
na mídia porca,
no vagabundo pedinte
e na criança que esfarela o chão.

Está sendo velada pelos garotos de rua,
idolatrada pelos paletós da nação,
lambida pelos que tem fome.

Nossos meninos gritam nas ruas:
talvez um dia encontrem a violência
amedrontada em um canto qualquer.

Nossas meninas gritam nas ruas
e isto não foi um poema.
Blog Litterattus
Fone de ouvido

2013, maio 17 - Minha pintura digital "Fone de ouvido" foi exibida no blog Literattus, ilustrando a poesia "Fones de ouvidos são submarinos", de Cláudia Laureatti.

E na terra o homem substitui o burro pelo trator
Na cidade pelo homem-catador
A economia vai bem mas o povo vai mal
Essa coisa precisa ser estudada
A palavra coisa substitui qualquer coisa
para no fundo não dizer coisa nenhuma
O que toda essa coisa tem haver comigo?
Fone de ouvido é submarino

Quem manda na região manda na religião
Deus pátria e família com telão
Se você deixar esta ocasião passar
seu coração vai secar secar secar
Se não sonhar nada muda o excesso de realidade
Água pão terra e liberdade
O que isso tudo tem haver comigo?
Fone de ouvido é submarino
Blog "Literatus"
Boteco

2013, abril 08 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Literattus, ilustrando a poesia "De Bebum!", de Mauzinho.

Babaca
Boboca
Babou no Baco
Da boca de Bacon
Do Balacobaco!
Bebeu da bica
Da boca
Do beco
Da baba do bobo
Bebeu da boba do babo
De bobe, de bêbo, de bebum...
Blog Com a certeza de uma dúvida
Forró

2013, abril 02 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no blog Com a certeza de uma dúvida, ilustrando a poesia "Uma dança, uma música e nós".

Pegue na minha mão.
Enrosque seus dedos nos meus.
Não seja apenas mais uma,
E eu serei todo seu.

Começou a música,
Você me gira no salão,
Não seria a princesa guiada por um patrão?
Não.

É você que me guia,
Ensina, sussurra,
Ao som da sanfona,
Do seus passos e da zabumba.

Piso no seu pé,
Você morde meus lábios,
O suor vai aumentando,
Já me sinto em seus braços.

Acredito que sou um bom aprendiz...
Aprendiz de forró,
Iniciante no amor,
Embaixo do seu cobertor.
Blog atos de poesia
Forró

2013, março 28 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no Facebook Atos de poesia, ilustrando poesia de Yrto Mourão.

Peço, que trabalho bonito!
Bate a estaca, faz a massa
Quebra a pedra
Levanta o pódio
"Parioca" de valor
Vem de longe pra vencer
Pra morar numa favela
E fazer filho pra morrer
Peço, você é descartável
Sacrifício, fé no santo
Muita pinga
Toma esporro
Do mestre, do engenheiro
Puxa a faca prum pedreiro
Se leva uma justa causa,
Vai festejar num puteiro
Peço, gira, brinca, criança
Açoitado, mal vestido,
analfabeto
Vive na obra
Você tem prazer em Deus
E num caldo de mocotó
Dança junto com o capeta
Misturando samba e forró.
blo do ditim
Pipa

2013, março 14 - Minha pintura "Pipa" foi exibida no Blog do Ditim, ilustrando a poesia "Pipa vai", de Benedito Gomes Rodrigues.

"A pipa pipocada de cores
Esvoaçou no céu, tranquila.
Escutei rumores de seu paradeiro,
Nas terras distantes doutra vila.
Levou com ela mensagens,
De paz, acordo, infantil sonhar,
Dum menino que nem eu,
Atrepou sua esperança no ar.
Eu, com efeito, observo o céu,
Ante a vida daquela simples pipa,
E ouso me ver em seu lugar...
Um dia talvez..."
blog abecedario
Boteco

2013, janeiro 21 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog abecedário, ilustrando a poesia "Sentado no bar...".

"Sentado no bar
à frente tenho um copo
Cheio de impressões digitais
De pessoas sem palavras nos dedos.
Refugiam-se, qual ermitas,
No recanto das recordações.
DaNão com eles canções
Que cantam vida ingerida.
Em mesas afastadas
Vislumbram-se esgares
Dos muitos sentidos pêsames
Que a existência lhes foi dando.
Tantos copos tresmalhados
Desvendando o mistério do último trago.
Sentado no bar...
Ouço canções de maldizer,
Felizes por me construírem o caixão
E me bordarem a mortalha
Com pontos crucificados a néon.
Um piano cujas teclas, libertas,
Circulam entre os clientes.
Alternam notas
Que se recusam a ficarem detidas
Soprando sons em liberdade.
As mágoas, sim
Estão em cativeiro
E olham através dos olhos de um Barman
Impotente ao momento da vontade
Que tinha em aceder ao pedido
De um cocktail de rejeição.
Sentado no bar...
O som do piano entra-me no copo
(Qual assassino com vitima à vista
continua impune depois de me envenenar)
Algemo-lhe as teclas
Embrenho-me no nevoeiro do cigarro
E dou mais um trago.
O coração empresto-o ao pianista
Para acelerar tudo o que a música chora.
Escuto-o...
Numa suprema demência
As notas passam
Entre os poros e o horizonte.
Semicerro as pálpebras
E olho em direcção à porta
Que nunca me deixa chegar
à verdade da razão.
Levanto-me do bar
E dou independência à alma.
Saio
Afasto com as mãos o som do piano
Reparo que a minha cara foge da loucura
E trêmulo guardo os restantes segredos
Que os muitos copos vazios me contaram.
No fim tudo se dissipa num chamamento:
-Táxi!
-E para?

(Como se chama a vida onde vivo?)
blo Espero que o facebook aceite
Amantes

2013, janeiro 20 - Minha pintura à óleo "Amantes" foi exibida no blog Espero que o Facebook aceite, ilustrando a poesia "A vida em truques de ilusionismo!!".

Antevisão de uma história caricata
todos os holofotes apontados a um regresso
dizem que é uma reinvenção
mas é apenas mais uma ilusão
dos pobres iludidos
dos pobres sentidos
Há passes que nunca foram válidos!!

Adivinham-se encantos que nunca foram encantados
vales verdes que nunca foram bordados
mantas frias que nunca foram forradas
valentes homens que nunca foram começos nem fins
apenas fizeram parte da vida em que nunca houve jardins
e tudo acaba por ser uma pobre noticia que ninguém leu
este é o mundo que não é meu nem teu."

Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2012, na internet

Blog "Liberomundi"
Mesa de bar

2012, dezembro 26 - Minha pintura digital "Boteco" foi exibida no blog Liberomundi, ilustrando a poesia "O que é viver?", de Makenzo Kobayashi.

Viver é ser livre
Amar é fazer sexo
Liberdade é ser imoral
A vida é uma festa
A noite é uma farra
A bebida é o vinho
Insuportável é ser perfeito
Pecado é a perfeição
Liberdade é conhecer o mundo
Viver é pecar
Viver é aproveitar
Viver é festejar
Viver é ser livre
Viver é ter sexo
Viver é ter mulheres
Viver é beber vinho
Tolice é não aproveitar nada!
Blog "P�ssaro unitário"
Poeta meditando

2012, dezembro 23 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Pássaro unitário, ilustrando a poesia "Antes do pôr do sol".



Cuido em encontrar poesia no agora.
No copo de bebida lagrimejando sobre a mesa.
No gole de sede sombreando este sol.

A vidraça da janela deixa a luz clarear o pó dos meus versos.
As letras trocadas imprimem as gravuras do meu viver.
E vem de longe um perfume notálgico de horizonte.
E vem descompassado, sorridente entre os abraços de um polvo.

O que vai sobrar eu escrevo a mão
Para alimentar a fogueira serenada do esquecimento.
Esse mago do infinito em expansão
Carregado da magia soberana de maquiar tudo de finitude.

Canto em três acordes minha balada de incertezas.
Canto indiferente à fragilidade pedinte de todas as certezas
Sustentadas e exaltadas pelo assombro tenebroso
Do cão do revólver erguido contra essa tal felicidade.

Só ouço a voz sem eco detonada pela verdade.
A verdade com seu bisturi imparcial
Amputando a gangrena vaidosa de todas as flores
Enfermas do aplauso enegrecido da mentira que afaga.

Não temas a amargura nobre poeta em prosa
Esse banquete se encontra armado à espera de cada um
É a nota dissonante que apara em um arquejo de sabedoria
As arrestas pobres de toda a soma das melodias.

Meu verso se nega a escancarar seus dentes na cara do mundo
Enquanto Raimundo continua batendo na porta fechada dos mil jardins
Suplicando imundo e sem cor uma ajuda pelo amor do teu deus.
Blog "Literatura em foco"
Bar

2012, dezembro 10 - Minha pintura acrílica "Bar" foi exibida no blog Literatura em foco, ilustrando a poesia "O baranguerreiro ideológico".

Odeio esses caras que só comem mulher bonita
Ficam escolhendo
Pensando
A bunda dessa é caída
Essa é gorda
Aquela é magra
Essa tem narigão
Aquela tem cabelo ruim
Essa não tem peito
Aquela não tem bunda
Todas têm defeito
Quase todas são barangas
Esse negócio de avaliar muito é coisa de mulherzinha [...]
Blog "Andorinha livre"
Sátiro e ninfa

2012, outubro 29 - Minha pintura acrílica "Sátiro e ninfa" foi exibida no blog Andorinha livre, ilustrando a poesia "O sátiro e a ninfa", de autoria de PortalMatrix.

Sob o manto noturno, surgi desnuda a dama da noite.
Busca um beijo, prelúdio de se dar,meiga e ardentemente.
Arquétipo apriorístico de todas as fêmeas pintadas de cio,
que se repletam de imagens primordiais, personare de si.
Baila como cortesão desejada,com trejeitos sensualizados.
Em dança de acasalamento, quer o mais apto,para seu escolhido,
ela observa tudo atentamente,procura atributos de virilidades.
Não se importa com moralidades, seu desejo é incontrolável
nunca se farta de prazer e como uma aranha, come os machos,
um a um, no afã de encontrar aquele que a ela complete na cópula.
Em um dado momento ela olha e ver em sua janela, um sátiro.
Como ninfa, o chama à se deitar,na esperança de mais um devorar.
Ela toma a iniciativa,como sempre, gosta de ser a alfa na cama.
O sátiro inesperadamente sussurra em seu ouvido palavra doces,
ela tenta resistir, e como serpentes as línguas se enroscam e ela ofega.
Seu ouvido é seu ponto erógeno, está sub julgado à mercê
Ela geme, e tenta reassumir a relação, mas Já é tarde de mais
o sátiro Já lhe tem, e com a boca na vulva,lhe suga gentilmente
Ela grita,e se contorce, e em um arrobo de excitação, chora....,
começa a gozar multiplamente até se exaurir cansada.
Agora apaixonada e completamente saciada, está presa
Acende a luz,o sátiro dá uma risada e como um raio reluzente
transforma-se em Eros o Deus do amor.
blog skombrus
Moça nua

2012, outubro 27 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog Skombrus, ilustrando a poesia "4 moments".

quê bela me vás, carrasco que me enganas com beijos mortais, negros de amor, sangue e desejos...

Quantas súplicas no palco da morte, na leveza do meu corpo apunhalado com teus insanos orgasmos bêbados...

Fantasias moribundas entre minha boca e suas mundanas bundas nas avenidas da querência insólita...

Desnuda e só, te espero por toda a noite, ladrão de mulheres, fetiche engaiolado na palma de minhas mãos...
Blog "pequenitudes"
Carregador

2012, outubro 26 - Minha pintura digital "Carregador" foi exibida no blog pequenitudes, ilustrando o poesia de Inês Mota.

fui buscar umas maravaias no baxio e me moiei. bem que mãe disse que ia chover.
Blog "Papo de sarjeta"
Homem na sarjeta

2012, outubro 20 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Papo de sarjeta, ilustrando a poesia "Pela sarjeta".

Larga vala
Espelha
(sem dó)
A esfinge do será prova
Macula sombras
(bestas disfarçadas)
Dissolve o tempo
Em débeis sementes
Desprende
A alma da esfera
E recria
Discursos vogais

Velhas palavras
Dúbios sentidos
De olhares inchados
De corpos retidos
E falas infamadas

Ao revés
Do meio fio
Uma sombra convence
O amanhecer
Póstumas lembranças
Relíquias escondidas
Embarcam nas bocas de lobo
Despedaçam
desaparecem
Ficam os olhares
Perseguindo vazios
Na mente das serpentes
(piscam rubis)

Larga vala
Pensão da escória
Luxúria da derme
Que acolhe e recolhe
Podres vômitos sociais.
Blog "Fragmentos de uma vírgula"
"Minina barreno"

2012, outubro 16 - Minha pintura acrílica "Minina barreno" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "A dona", de Tadeu Francisco.

Eram três pontos finais...
e nada mais.
Blog "Fragmentos de uma vírgula"
Serpentes voadoras

2012, outubro 11 - Minha pintura acrílica "Serpentes voadoras" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Um segundo mundo", de Tadeu Francisco.

Passa,
em toques,
Um segundo...
E permanece um mundo.
Blog Catequista Marisa
Goiabeira

2012, setembro 26 - Minha pintura digital "Goiabeira" foi exibida no blog Catequista Marisa, ilustrando a poesia "Louvor ao Criador".

Hoje o meu louvor
tem sabor de brisa mansa,
de manhã ensolarada,
do burburinho de águas
serenas e cristalinas.

Hoje o meu louvor
tem sorriso de criança
puro,inocente e franco
e barulho de passarinhos
em árvore cheia de frutos.

Hoje o meu louvor
tem brincadeira de bola,
corda,pião e boneca,
desenho do Bob Esponja
e papo bom na internet.
Blog "Fragmentos de uma vírgula"
Supermercado

2012, agosto 28 - Minha pintura digital "Supermercado" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "A rotina e o pensamento", de Tadeu Francisco.

Enlatado desespero
me ensine tal discórdia:
A que mata um dia inteiro
A que ama e vai embora.
Blog "Clube de levitação"
Clube de Levitação

2012, agosto 27 - Minha pintura digital "Clube de Levitação II" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Meu lugar", de Tadeu Francisco.

Vou
àquela poesia
todo dia.
Blog "Fragmentos de uma vírgula"
"Coieno argudão"

2012, agosto 24 - Minha pintura acrílica "'Coieno argudão'" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Terra de todos", de Tadeu Francisco.


Minha poesia existiria
E justo seria.
Blog Chá de fita
Mesa de bar

2012, agosto 10 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog CHá de fita..., ilustrando a poesia "Boteco", de Douglas Campigotto.

Na mesa do bar
não te encontrei
não vi ninguém
Com o garçom
Fiz confissão

Na mesa do bar
Com meus amigos
Chorei amores
Joguei com a sorte
Perdi a mão

Já fui traído
Já fui ferido
Brinquei com a morte
Sofri de paixão

No fundo do copo
Te procurei
não te achei
Caí no chão

não te esqueci
Eu me perdi
Te peço perdão
Blog Comendo palavras e comidas
Moça dormindo

2012, agosto 02 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog Comendo palavras & comidas, ilustrando poesia de Luciana Machado.


Todas as noites
Me desempoeiro por dentro e por fora
Me lavo de todo mal
Me dispo de roupas e imperfeições
Me resgato e me purifico
Uso meu melhor perfume
Pra esperar você em sonhos que eu não me lembrarei
Blog Baú de ilusões
Violeiro

2012, julho 24 - Minha pintura digital "Violeiro" foi exibida no blog Baú de ilusões, ilustrando a poesia "Elegia para um minuto de morte a cada dia" de Luiz Alberto Machado.


"Não tenha medo, eu sou de paz e a minha presença tornou-se invisível ou Já não é suportável! Vou-me embora, até sempre.
Eu sigo só, nem olhe pra mim, atenção! A minha estrada é minha, teimo só. E caminho como que moribundo embora saudável no dia derramado. E insisto gemendo noitedia. E persigo o meu dia como se fosse pelas trevas do hades. E persevero como um animal selvagem ferido. Eu vou. E não tenho nada. E enfrento as garras de ímpetos hostis. não tenho nada e somente a carne definhada dos sobreviventes das epidemias patológicas do inventário humano acompanham insones minha caminhada. não tenho nada e sou resistente das chagas avulsas nas mãos misturadas que me oferecem abrigo nos másculos que não podem com as pernas que não andam e as mãos egoístas que arremessam catarros e baratas nos esconjuros guardados nas pragas do tempo.
não tenho nada e cuspo versos pelos infernos de todos os recantos do meu corpo! É só o que tenho e mais nada. E para mim isso é tudo porque me basta uma palavra para poder usufruir dos espelhos do horizonte e renascer das mortes a cada dia."
Blog Eber Josu�
Goiabeira

2012, julho 23 - Minha pintura digital "Goiabeira" foi exibida no blog Eber Josué, ilustrando a poesia "Diabo de menino", do autor.


Eita, que novamente lá se vai
Em desabalada corrida
O diabo do menino.

Nunca se aquieta, o malandro;
não tem tempo que o pare,
Nem altura que o limite.

é o próprio bicho carpinteiro
E que adora se trepar
Seja árvore ou no que for.

Se não for Deus em pessoa
É seu mais danado anjo
Que cuida desse tinhoso.

Só mesmo ao cair da noite
é que se acaba a pilha
Do menino endiabrado.

E se não é policiado,
De tal modo enlameado
Vai se achar sob as cobertas.

Mas quando se prega o olho,
Caia chuva ou tempestade,
Caiam-se raios, trovões;

Venha-se abaixo o mundo
Que dormirá como um anjo
O diabo do menino.
"Artes e escritas"
Bad Love

2012, julho 23 - A poeta e editora Yaya Portugal publicou a poesia "Amor mau", a propósito de minha exposição de pinturas digitais "Bad Love", Artes e Escritas.



A ironia é vendida na esquina,
Com desconto prévio do horror
Que virá a seguir: droga dita
Sem amor consome em torpor;

Abstinência explícita, a vida,
Escancara e agride ao pavor
Dos pedestres, nessa corrida,
De um gemido tétrico à dor!

De figura frígida e fria,
Minissaia e corpete incolor
Na expressão facial de afasia
De precários gestos sem cor.

A tristeza veste esse cinza
Na mulher do pior desamor;
Minimiza a morte que ensina
A seguir, de angústia e terror.
Blog Minhas poesias
Mesa de bar

2012, julho 10 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Minhas poesias, ilustrando a poesia "Incorrigível boemia".

os botequins
sempre abrem
abrem e fecham
fecham e abrem
os botequins
sempre
e sempre
e sempre...

e sempre há neles um cantor
com o sentimento ferido
e o coração rasgado
pelo cutelo do abandono
cantando e cantando e cantando
a canção que não se deixa findar

diferentemente de mim
que sou apenas um pobre ouvidor
e vivo reclamando da vida
horas e horas a fio
quase sempre embriagado
sentado à mesa amargurado
ouvindo e ouvindo e ouvindo
a canção que não pode se findar
Blog Poetaria
Casal III

2012, julho 02 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog Poetaria, ilustrando a poesia "O amor sincero purga delírios".

O amor sincero purga delírios!
É semente pra felizes idílios...
Planura, belos azulados lírios.
Blog "Distracting pages"
Maternidade

2012, junho 22 - Minha pintura acrílica da década de '80 "Maternidade" foi postando no blog Distracting pages, ilustrando a poesia "Maternidade".

Guardou de um dia pra outro o amor que tinha em casa. Aqueceu a comida e agradeceu porque naquela noite ela havia aprendido a ser mãe.
Pra sobreviver.
E só.
Blog andradetalis
Amantes

2012, junho 19 - Minha pintura à óleo "Amantes" foi exibida no blog Andradetalis, ilustrando a poesia "Amar", de Carlos Drummond de Andrade, postado por andradetalis.

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
blog do bloog
Lavadeiras

2012, junho 17 - Minha pintura acrílica "Lavadeiras" foi exibida no blog do Bollog, ilustrando a poesia "Lavadeiras de rio".

"Agachadas no beiral
Lavam ao sol ou relento
E roupas voam no varal
Como pipas ao vento
Na água bolas de sabão
Panos na pedra a quarar
Dor e bolhas na mão
água nos olhos a minar
Quão sofrido esse penar
Um viver de servidão
Não se pode a alma lavar
Só espremer o coração."
Blog "Filtro de sons e sonhos"
Poeta meditando

2012, junho 09 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Filtro de sons e sonhos, ilustrando a poesia "Poeta meditando", de Clevane Pessoa.

Meditando
Ame ditando
poetize amando
dite o fruto,
o constructo
da inspiração
expresse a aura
da alma, do soma,
da palma, da mão,
capte o ritmo
do coração
em acalmia
e aproveite
a inspiração...

Ruídos de um mundo
sempre em construção

não lhe atrapalharão,
pois um mundo de nuvens
e de flocos de algodão
cercam seu imaginário...
Re-la-xe...
Se busque, se ache.
Medite:
encontre o ahmisha
- a não violência de Gandhi -
preencha-se no Nirvana
e retorne para a mágica plena
da criação.


Esse, é um nada que é tudo
e está dentro de você!
Blog do CDOB
Homem na sarjeta

2012, maio 28 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog CdoB, ilustrando a poesia "teor da noite".

vai, mapeia valas
de andar trôpego e roto
lustra com sola e esmero os vincos da tenra sarjeta
em fuga eterna do fausto
de tão orgulhosos sabujos

abriga no colo a angústia de mil gerações que não sonham
entorna o torpor das estrelas
e sente o enjoo das grandiosas frustrações

desfruta da vida, da morte
mortilento, embebido no sumo
das flores
do mal

embalsama o farrapo do corpo
na fuligem dos anos de vícios
dos vinhos, dos vasos
vazios, quebrados
comemora a memória perdida
que não há, de fato, o que lembrar-se
não há

a carne engolida sem saliva, sem gosto, sem nome
ignora o próprio grunhido
e nem mastigar, mastiga

desperta e desgruda os lábios
estiados de um súbito coma
ausculta um quiroprático, um alquimista
um metafísico
procura o sentido da vida escondido na meia furada

responde por escrito os alardes da mãe
joga tudo na cara do pai
a culpa é do pai, do filho e do espírito corrupto

não há maneiras
senta-se de costas para os meios fios
pede uma da melhor e uma da pior
que os olhos tais quais folhas secas
despedaçam

surgem quiroprático, metafísico, alquimista
e descem enfileirados num gargarejo
que não há nada que fazer-se
não há

não se foge da fuga
não se foge da fuga
não se foge
pois quem fica, também já foi
Blog A vaquinha animada
Burquinha

2012, maio 25 - Minha pintura à óleo "Burquinha" foi exibida no blog A vaquinha animada, ilustrando a poesia "The Children play", de M. Leonor Costa.

The Children play
In the schoolyard
Bounce, jump and sing
Crop the future in the bag

Whether rain or shine
Energy-charged
Grow day by day
Always with great joy

Children carry
The future back
They are the hope
From our bets

The child's play
Living the moment
Run for anything and everything
But do not run against the wind

Adults should
With children learn
Living the present moment
For life does not get lost.
"Na beira do rio", pintura digital
Na beira do rio

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Voz".

Que voz é essa que ressoa em mim,
como se meus tantos eu a fosse,
assim, emprestada,
numa tarde serafim?
"Moça azul", pintura digital
Moça azul

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Osso de água".

Hoje estou híbrida.
Frígida em cripta.
Frita por cima.
Crua por dentro.
Vermelha molhada
orbitada em pensamentos.

Hoje estou híbrida.
Osso de água.
Vontade espetada.
O corpo farelos.
A cabeça bandeja.

Me deixa,
não queixa.
O dia está melado.
"Colhendo milho III", pintura digital
Colhendo milho III

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Entardecer no campo".

A jade luz
traz ao seresteiro
a música dos pastos,
o mugir do horizonte calado,
a palha trançada,
de cócoras, paciente,
e o olhar no além,
muito além
dos buracos dos dentes.
"Ninfa correndo", pintura digital
Ninfa correndo

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Ótica de amigo".

Texturas de porém na alma
Carregava despropósitos.

O definido engolido
Era esquisito.

Mas na casca,
Eu via o rosa.
"Menina escolhendo feijões", pintura à óleo
Menina escolhendo feijões

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Ponto de vista".

Meditação.
Mera ilusão?
Pondera a alma leviana
ou enxerga submarinamente?
"Like a bird", pintura digital
Like a bird

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Cadafalso".

No jejum da noite
o meu pé em falso
descalça o pêndulo.

Registra o precipício.
"Menino II", pintura digital
Menino II

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Trapo".

Sofria caracol,
enrolado para dentro.

Fora, ninguém via...
"Sem título", aquarela
Sem título

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura, a poesia "Trago-te".

Trago-te
A dança dos cílios cabisbaixos
No copo da fantasia
O corpo, folha seca
Aguando ventanias
A dobra de uma boca
Em mãos à-toa

Trago-te de mim
O que não levaram.
Blog "Vocabulum Fractus"
Orfeu

2012, abril 06 - Minha pintura à óleo "Orfeu" foi exibida no blog Vocabulum Fractus, ilustrando a poesia "Ilustrador" do poeta Murillo diMattos.


 O dia deve estar cinza
mas eu vejo tudo branco
Já não entendo a minha língua
Já não consigo ser tão franco

O que digo eu não sinto
minha pele está sem tato
não quero dizer que minto
mas à inverdade que sou fato

Eu sonho amores por demais
Eu invento beijos no dia a dia
mas é aí que sei que a paz
não cabe na ilusão da fantasia

Tenho que botar os pés no chão
Tenho que viver sem ser poeta
a poesia pede cno
mas meu poema não é a coisa certa
"Blog da Elian"
Lavadeira

2012, março 08 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no "Blog da Elian", ilustrando poesia "Fugaz visão", de Elian.


Retida na retina
A fugaz visão
Da lúdica menina
Brincando no jardim...

A mãe cantarola
Enquanto esfrega a roupa
Entre os dedos desidratados
Pela barra do sabão...

Um cãozinho dorme preguiçoso
No alpendre da varanda
Enquanto o gatinho
Tenta sem sucesso
O passarinho pegar...

Algumas rosas perfumadas
Hortênsias coloridas
Jasmins branquinhos
Palmas...para as flores no jardim...

A mãe cantarolando
Sem máquina de lavar
A filha brincando
Sem máquina de brincar
E os animais...convivendo...

De tão fugaz fugiu-me a visão
Descolou-se da retina
A lúdica menina cresceu
E hoje ela sou eu...
Blog "produção Marginal"
Mesa de bar

2012, março 02 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog produção marginal, ilustrando a poesia "Cada descoberta uma revolução", de Nicolau Ponte.

 Nesta noite, nesta mesa de bar
Ao lado de meus amantes
Bebemos e brindamos
Pra esconder nossas limitações

Ainda assim, creio nessa energia cósmica
Quando estou com esses teimosos
Que não perdem a ingenuidade
Que fazem de cada gole uma descoberta

E de cada descoberta uma revolução
Sem nome, sem métrica
E as vezes sem direção

Afinal

Estamos construindo no caminho
Entre mortos, feridos e perdidos

Seguimos
Adiante
Seguimos

Viva a revolução! 
Blog "Lugares da palavra"
Menino

2012, fevereiro 19 - Minha pintura digital "Menino" foi exibida no blog Lugares da Palavra, ilustrando a poesia "Visita", de Aureliano.

Todo dia, um vento
visita-me o pensamento.
Ora revoa,
ora refresca.
às vezes agita,
outras atordoa.
Muitas vezes é festa
com alegria de floresta.
Por momentos me faz refém,
também noutra feita,
me afasta, rejeita
Enfim, janela aberta
sai assobiando,
menino inzoneiro
em direção incerta.
Blog A tela da reflex�o
Mesa de bar

2012, janeiro 29 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog A tela da reflexão, ilustrando a poesia "Escrevo para tu".

Resumo:
chorar não deve ser medida cautelar
quando estás
a mesa
de uma
taberna,
engolindo
bebidas
degustando
tua feridas
e sendo engolido
pela solitude,
chorar não deve ser
a medida cautelar
e não deve ter
efeitos
terapêuticos
e deve expressar
apenas
o quesito
do sentimento
da existência humana,
e é neste momento
que necessitas
da canção narrativa
do abraço dado
e aquecido
com o lado
de dentro
do peito.
Blog "Das tripas coração"
Casal III

2012, janeiro 20 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog "Das tripas coração", ilustrando a poesia "O aprendiz", de João Pedro.


Desejava uma clareza sempre igual.
Que zelasse eternamente consciente.
E vogasse, mesmo sem ter vento

Mas de uma alegria, extrai um tormento.
Como algo transparente, que esquece de repente,
o que julga ser banal.

Ainda não te disse, mas não sei ser feliz
Nessa matéria, estudei só para aprendiz.

No entanto, é estranho
Se tudo o que tenho, foi conquistado com amor.

Hoje, o meu coração, desenhou um poema.
Sobre este tema, ganhou-lhe inspiração
Foi por ti, mais bela flor, fruto de paixão.
Blog "O imaginário"
"Moça dormindo"

2012, janeiro 09 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog "O imaginário", ilustrando a poesia "Canção noturna" da poeta Márcia Sánchez Luz.


não quero mais que digas ter amor
por mim, quando bem sei que só me queres
para enfeitar teu corpo com prazeres
que ao fim me causam sofrimento e dor.

não quero estar contigo e meu frescor
te dar inteiro. Eu sinto que me feres
porque desejas mais de mil mulheres
por garantia, para o teu louvor.

Esquece o que vivemos, eu te peço!
Foi tudo uma ilusão desenfreada
que agora finda e a paz é o meu ingresso

à vida que me espera mais ousada.
Isto é o que pagas pelo desapreço,
por me fazer chorar de madrugada
Blog "Fragmentos de uma vírgula"
"Jovem anarquista"

2012, janeiro 02 - Minha pintura à óleo "Jovem anarquista" foi exibida no blog "Fragmentos de uma vírgula", ilustrando a poesia "Negativo - a contra cultura", de Tadeu Francisco.


Quando o A vem para negar,
A falta não existe.
é apenas mais um A
Descrevendo a louca linha.
Quando o "Des" também a nega,
do desdém extraio a forma
E me ouso um poeta
cantador das várias covas.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2011, na internet

Blog "Bondelektra"
Pescador

2011, dezembro 28 - Minha pintura digital "Pescador" foi exibida no blog Bondelectra and wine, ilustrando a poesia "Barca bela", de Almeida Garrett.

"Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela.
que é tão bela,
Oh pescador?

não vás que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!

Deita o laNão com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!

não se enrede a rede nela,
Que perdido à remo e vela,
Só de vê-la,
Oh pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
Oh pescador!"
Blog "Meus sonhos de vida"
Forró

2011, dezembro 13 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no blog Meus sonhos de vida, ilustrando a poesia "Hoje é dia do forró!".

Quem não se balança
Quem não se sacode
Quem não cai na dança
Hoje aqui
Nessa brincadeira
Nessa tremedeira
Quero vê poeira subir
O tingue-tingue do triangulo
No ronca-ronca da sanfona
No tungo-tungo do zabumba vem ver
Nessa brincadeira
Nessa tremedeira
Quero vê poeira subir
Hoje é dia de folia
Hoje é dia de forró
Tem xamego a noite inteira
Nunca vi coisa melhor
Blog "Le Monde"
"Amantes"

2011, novembro 18 - Minha escultura em resina "Amantes", foi exibida no blog "Le Monde Dans Mes Yeux", ilustrando a poesia "Terra prometida", de Márcio Ferraz.


Em cada fio de cabelo
Deslizando em minhas mãos
Tenho de ti a melhor sensação
No brilho do teu olhar
Eu me rendo completamente

Como uma manhã luminosa
Uma questão de sentimento
Quem sabe você sinta
No seu coração
Tudo que tenho para lhe dar

Paixão, calor e afeto
Campos verdes me levam até você
Lendas e tradições
Sorria cada sorriso vale a minha vida
Coloque seu maior desejo, eu amarei

Sem sonhos não há realidade
Isto é tudo um resumo da felicidade
Tentando apenas não pensar
A minha terra prometida em ti
O melhor preço é aquele que pagamos com amor
Fique comigo está noite.
Blog "Gel�ia General"
Mesa de bar

2011, novembro 12 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Geleia General, ilustrando a poesia "Da madrugada de sábado para os boêmios da sexta", de Herculano Alencar, postado por Clóvis Campello.

O gelo a derreter minha tristeza
no copo de uísque.. a solidão...
a derreter o resto de ilusão
que senta, frente a mim, em outra mesa.

Garrafas, sob o tom azul turquesa
do teto deste bar sem freguesia,
parecem conhecer a melodia
em que minh'alma ainda vive presa.

Um bêbado, solene, anuncia
alguma coisa sóbria e esvazia
o copo que dormiu a noite inteira.

E eu olho pro gelo e vejo a lua,
que se escondeu de mim na mesma rua
em que o sol brilhou na sexta-feira.
Blog "Too young to die"
Homem na sarjeta

2011, outubro 13 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog TooYoungToDie, ilustrando a poesia "Sargeta".

"Você não pode sentir o que não pode tocar.
Ou pode tocar aquilo que não sentirá?
Como pode, saber o gosto amargo do que nunca tocou sua boca?
Atravessar a ponte inexistente.
Cobrar o que ninguém tem.
Sentir o aroma dos perfumes que não foram fabricados.
Isso é o que te mata por dentro, mesmo sem existir sequer 1 lâmina a te cortar.
Os amigos se foram, mesmo sem um motivo material.
Tudo o que diziam é que ele fora uma besta carnal.
E a sequela ficou, a cicatriz não fechou.
Aonde está o câncer que não te matou?
Aonde está você agora? Só dentro de ti ele te achou.
E de que importa, se nada te apavora?
O tanto que quis, e nada conseguiu.
às a prova viva de que a ruína só chega, aqueles que tem bom coração.
A sarjeta, é claro, será pra sempre o seu novo habitat."
blog escritos de lucinda
Trouxa de roupa

2011, outubro 06 - Minha pintura à óleo "Trouxa de roupa" foi exibida no blog Escritos de Lucinda, ilustrando a poesia "Maria, a doida".

Quem foi que te disse que aqui tem pouso
Vai-te daqui com seus molambos encardidos
Quem sabe seu Benedito se apieda de ti
Te empresta o paiol para uma noite dormir.
Maria se vai com seus teres em trouxa
Gingando seu corpo, gordo, sujo, imundo!
Cai aqui, se levanta pra cair, mais suja ficou!
Olhos de rosto que o tempo deu um tapa, coitada.
Mãe, pai ninguém sabe quem são, que importa?
Diz nascida de uma noite de tormenta, agonia.
Não teve amor, logo não sabe do que se aventa
Coitada da Maria, tão gorda, tão suja, tão só.
Janelas e portas se fecham quando aponta Maria,
Menino corre pra dentro que lá vem Maria
Maria da Glória, do Carmo, de Fátima?
Quem é Maria? Ninguém sabe não.
Seu Benedito não acolhe pra noite de chuva
Maria de não sei o quê, só sabem que é louca, do�da?
A chuva engrossa, o céu desmorona, trovôo,
Na cabeça de Maria a trouxa se rompe, estrondos.
Coitada da Maria carrega dolente... Expia,
Pesadamente a saga de suas Marias...
A visão se turva ,o corpo fraqueja ,geme
Seu cão late sentido, dorido, urgente.
Na beira da estrada por chuva lavada, cavada
Encontram Maria amontoada na vala
Vala da vida, seu leito de morte
Morre Maria! Coitada, sozinha!
Quem foi que morreu?
Ninguém não... Foi apenas Maria,
Maria? Maria? O que é Maria?
Blog "Olasmos"
Moça nua

2011, outubro 05 - Minha pintura digital "Moça nua" foi exibida no blog Olasmos, ilustrando a poesia "Doação".

"Recebe meu sexo aberto
disposto para o teu
meu corpo posto para teu favor
meu amante, meu amado
numa cópula sagrada
vibrante, úmida e intensa
iremos nos assossegar."
Blog "RELB-losofando"
Mesa de bar

2011, julho 15 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog RELB-Losofando, ilustrando a poesia "Um chope - uma mesa".

"Um chope
Uma mesa
E seu olhar perdido
E sua boca presa

Uma hora pro almoço
é o tempo
Do recreio do teu mirar
Que confessa o cansaço que teve
De tudo que teve de olhar

Que busca
No infinito que Já cansou dele
Qualquer coisa
Por que valha lutar

Um chope
Uma mesa
E seu olhar perdido
E sua boca presa"
Blog Sutil Desvario
Homem na sarjeta

2011, junho 17 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Sutil desvario ilustrando a poesia "Ébrio".

O sol queima como se fosse sumir.
Quem sabe apagar como um cigarro que chega ao fim.
O dia nunca fora tão estranho à minha alma.
Como minha própria alma à mim.
Sob a calçada suja me recolho.
Ébrio... Não recordo quem sou.
Ébrio é que vejo... A vida é triste.
Pensei que fora livre!
Repouso a cabeça sob uma pedra qualquer.
Uma como minha vida fora!
Uma como os desejos que esqueci.
E aqueles amores que jamais vivi.
Me arrependo e choro as lágrimas que ninguém vê.
Sozinho... Como a pedra que encontrei aqui.
Blog "Pescador de pensamentos"
Sátiro entre cogumelos

2011, junho 15 - Minha gravura digital "Sátiro entre cogumelos" foi exibida no blog "Pescador de pensamentos", ilustrando a poesia "Errando demasiadamente errando", de autoria de Adriano C. Tardoque.


necessário.
Experiencia,
Contraditório,
Vivência.

Consciente,
inconsciente,
humano,
demasiadamente!

Quantas vezes o tempo me permite errar?
Quantas chances terei eu de tirar proveito,
Das escolhas que faço, ou tenho desfeito,
Na insanidade mestra do "ter que acertar"?

Pois se me for negada, a faculdade do erro
Abre alas, então, para o carro fúnebre passar,
Convoca os músicos negros para o jazz, tocar,
E abre a cova funda, para meu enterro.
Blog "Imagens, poesias e informações"
Carregadores

2011, junho 14 - Minha pintura à óleo "Carregadores" foi exibida no blog "Imagens, poesias e informações", ilustrando poesia de Bertold Brecht. Postado por Maria José Speglich.


"Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?" (fragmento)
Blog "Milton Martins"
Mesa de bar

2011, junho 09 - Minha gravura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog "Milton Martins & Temas Livres", ilustrando a poesia "Poeta beberrão", de Milton Martins.


Ah ! poeta falsificado
triste e doido beberrão;
rei da histeria tola
o que pensas da poesia ?
Julgas que diante dos copos ,
da garrafa vazia,
encontraras a musa do amor ?
enganado estás meu caro medíocre !
a musa imaculada que buscas,
aquela que o verdadeiro poeta canta,
não está no brilho d'uma garrafa,

Ilustre beberrão !
Porque a musa doce e bela
a pura e límpida impressão,
é a alma limpa que chama
é o espírito são que revela...
Ilustre beberrão.
Blog "As idéias de um Renato"
A vida, etílica, é muito melhor

2011, maio 25 - Minha gravura giclée "A vida, etílica, é muito melhor" foi exibida no blog "As ideias de um Renato", ilustrando a poesia "Dona de mim", de autoria de Renato Souza:


você me deixa louco, me tira do sério
Me faz perder a cabeça
Fazer e dizer coisas que sem ti nunca faria, nunca diria
Me torno outro junto de ti
Somos uma dupla e tanto
Mas no fim sou eu quem sempre leva a pior
Acordo largado, jogado num canto
Sozinho
Me deixa pra três, se esquece de mim
E mesmo assim eu volto, procuro novamente seus braços
Seu colo quente a me acolher
Me pede para entrar e sem pudor algum eu te possuo
Submissa
Me deixa no controle
Me engana
Sou teu dono e você na espreita, louca para virar o jogo
E vira
Me vence
Me deixa prostrado, caído, humilhado no chão
Aos seus pés, suplico mais um dose
E você me rejeita
T�o dona de mim
Me coloca na cama e às vezes nem nela, nunca canto no chão frio ou no desconfortável sofá da sala
E eu acordo ainda sonado, aos prantos, com a cabeça a explodir
Sozinho, ainda sob seus efeitos
Defeitos
Levanto
Juro nunca mais te procurar
Sou fraco
No mesmo dia Já estou lá, de quanto a sua espera
Sempre rainha, soberana e dona de mim
Mais uma dose, é claro que eu estou a fim
Seco a garrafa para fugir e lá é você quem eu encontro
E isso se torna um circulo vicioso
Eu fugindo e te encontrando
você me ignorando e me aceitando
E eu jurando nunca mais me embriagar.
Blog "Iara poesia"
Mesa de bar

2011, maio 23 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Iara poesias, ilustrando a poesia "Amigo?".

"Boa noite amigo Pedro,
Quanto tempo não te vejo.
Tem noticias de Maria?
Sofro toda noite
Sem a sua companhia

Ainda ontem eu a vi
Linda como sempre
Cabelos soltos,
Olhos brilhando,
Mas não perguntou por ti.

Ela não disse nada,
Que sente saudades minhas,
Que gostaria de me ver,
Ou se chegou a me esquecer?

Sinto amigo António,
Mas Maria estava bem,
Conversamos longo tempo,
não falou teu nome
E me chamou de "meu bem".

Eu sabia amigo Pedro,
Que isso ia acontecer
Ia chegar o dia
Que minha linda Maria
Ia deixar de me amar.

Sei que é triste amigo António
Mas isso às vezes acontece
Uma briga, uma discussão
Machuca o coração
E o amor assim falece

Eu sei, isto é verdade
Agora Já é tarde
Perdi a mulher que amava
Só me resta desejar
Que encontre alguém pra amar

Amanhã a continuação desta história contada em poesia, voltem viu?
Beijos com carinho."
Blog "Poeta de rua"
Homem na sarjeta

2011, maio 23 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibido no blog Poeta de rua, ilustrando a poesia "Sobre a paixão".

"A paixão é como a embriaguez.
Alguns tanto a ela se entregam,
que acabam por acordar na sarjeta.
Ainda assim,
quem dera acordássemos
todos os dias nessa condição..."
Blog "Lusofonia poética"
Semeador

2011, maio 05 - Minha pintura acrílica "Semeador" foi exibida no blog Lusofonia poética, ilustrando a poesia de Miguel Torga.

Na terra negra da vida,
Pousio do desespero,
É que o Poeta semeia
Poemas de confiança.
O Poeta é uma criança
Que devaneia.

Mas todo o semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.
Blog "Momentos liter�rios"
Mesa de bar

2011, maio 04 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Momentos literários, ilustrando a poesia "Poema tirado de uma notícia de jornal", de Manuel Bandeira.

"João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."
Republicado de: 2010, março 25, no blog de Bruna Marques.
Blog "Rua das pretas"
Maternidade

2011, abril 21 - Minha escultura "Maternidade" foi exibida no blog "Rua das Pretas", ilustrando a poesia "Arte poética" de Antônio Ramos Rosa:


 Se o poema não serve para dar o nome às coisas
outro nome e ao seu silêncio outro silêncio,
se não serve para abrir o dia
em duas metades como dois dias resplandecentes
e para dizer o que cada um quer e precisa
ou o que a si mesmo nunca disse.

Se o poema não serve para que o amigo ou a amiga
entrem nele como numa ampla esplanada
e se sentem a conversar longamente com um copo de vinho na mão
sobre as raízes do tempo ou o sabor da coragem
ou como tarda a chegar o tempo frio.

Se o poema não serve para tirar o sono a um canalha
ou ajudar a dormir o inocente
se é inútil para o desejo e o assombro,
para a memória e para o esquecimento.

Se o poema não serve para tornar quem o lá
num fanático
que o poeta então se cale."
Blog Diário de um deprimido
Homem na sarjeta

2011, março 23 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Diário de um deprimido, ilustrando a poesia "Eu quero".

Ficar bêbada..dormir na
calçada...esquecer que o mundo
existe... não ter responsabilidade sobre
nada, nem ninguém...

Não ouvir minhas próprias palavras, que de nada adiantam diante de ouvidos cegos.

Quero acordar ao meio dia...
Dormir a meia noite...
E não ver o tempo passar!

Não assistir ao repórter...
Não lavar a louça...
E não saber o que é que há!

Quero que o mundo se exploda...
Pra que no dia seguinte não seja obrigada
a me levantar...

Quero cometer matricídio...
"Filhocídio"...
Suicídio...
Lavar a alma...
E descansar!

Quero o sabor da vingança...
Do arrependimento...
E do recomeçar!

Quero minha alma afogar...
Meus desejos saciar...
E voltar a poder me doar!
Blog Marlos Ross
Boteco

2011, março 16 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Marlos Ross, ilustrando a poesia "De ontem em diante".

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a ideia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
é minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pé
é cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
é lavar carro com mangueira
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

exposição "Motel barato"

2011, março 10 - A poeta Clevane Pessoa escreveu o poema "Historiazinha de amor", inspirada pela minha exposição "Motel barato".


 Mulher que foi botão de rosa , filha de mãe carinhosa
e pai que não foi machista
cuidada, orientada, bonequinha mimada.
casa-se com brutal perseguidor
o que persegue- a- dor
com prazer,
para subjugá-la.
Marca-a com ponta de cigarro,
chuta-lhe a barriga prenhe
e ela perde o rebento,
arrebentada.
Foge na madrugada.
Chove,ela escorrega, fere os joelhos, torce o pé.
Moço bonito oferece ajuda.
leva-a ao motel barato.
Limpa-a, banha-a, com mágicos dedos de prestidigitador
- o -que afasta a dor-
e lhe faz amor.
Depois disso, convida-a para ser modelo vivo, tela viva
e os dois trabalham numa vitrina
onde trocam olhares apaixonados.
Depois,quando a loja do prazer se fecha, ali em Amsterdã, para onde fugiram
por temer represálias do carrasco, ele a leva ao motel barato
-pois ainda não têm um lar-
e retira toda a sua arte naquela pele de seda.
Cria outra, invisível aos olhos comuns, com os dedos de criador,
o que anulou a dor,
Agora, esse espaço encardido , com puídas cortinas
pink ,azulejos amarelados e pretos no rejunte, e cheiros fortes
é agora,o paraíso,
de um grande amor, retrato
e nem parece um motel barato...
Blog "A mansão de miss Katrina"
Homem na sarjeta

2011, março 09 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog A mansão de miss Katrina, ilustrando a poesia "O pagamento", de Katrina de Salem.

"Nada tenho! Brada o tolo
Remexendo-se na lama
Toda vida desgraçou
Com vícios e parvoíce

Fez os queridos chorarem
Fez dos excessos a lei
Nas noites tornou-se luxúria
Nos dias era avareza

Mas sábio é o tempo!
Que lhe tomou a beleza
Deu-lhe em troca a velhice
E um bom punhado de dores

O viril grosseiro e prepotente
Amanhã é um cão na sarjeta
Gritando: Nada tenho na vida!
Como o mais infeliz miserável

Todavia vem a morte lhe tocar
-Te enganas meu caro amigo
Ainda tens o trançado de tripas
Que te dão a imerecida vida-

As lágrimas que caem hoje
são por descuido e vulgaridade
Feliz aquele que do mundo se guarda
Pra dele não partilhar essa paga."
Blog "Artes e escritas"
Enxugando os cabelos

2011, março 01 - Minha gravura digital "Enxugando os cabelos" foi exibida no blog "Artes e escritas", ilustrando a poesia "Nudez" de Yayá.


 Pegar gravetos como se peixes fossem
Ao mar. Recolhe avencas em infusão,
Aquece ao estar sem horas visando montes,
Em águas mornas, doces sais de imersão.
Paixão d'uns anjos nus nas preces desse ontem,
Aguarda e banha-se em ato de oração
Da seiva em flor, na busca da ultimação
D'amor fiel numa indizível corte.
Da sorte, nada diz e cala-se a fonte
Em gesto pródigo, fineza e perdão
Na fé que roga, implora e nega um afronte.
Que seja um banho preguiçoso. não conte
Ao mal das águas dessa libertação
E faz desfeita a mágoa no horizonte.
Blog "Viagem ao centro da tela"
Ninfas dançando

2011, fevereiro 21 - Minha gravura digital "Ninfas dançando" foi exibida no blog "Viagem ao centro da tela", ilustrando a poesia "Ritmo e sintonia" de Ermes Le Fou.


 Em um instante ela começa
e Já não sou mais quem eu era antes.
Perco os sentidos, me descontrolo.
Eu canto, daNão, me liberto.
O mundo a minha volta se transforma
diante de meus olhos como que por mágica
e a energia começa a fluir de todos os lados.
Todos meus movimentos parecem ganhar vida própria.

não sei por quanto tempo ela se estende.
Cinco, dez, vinte minutos...
Isso realmente não importa.
Ela vai me dominando como quem não quer nada
e logo toma controle de todo meu ser.

O som se torna cada vez mais alto e me pergunto
se ele vem do mundo para mim, ou de mim para o mundo.
O som se torna cada vez mais alto e é delirante a sensação de liberdade.
Liberdade essa que me entrego sem medo, sem pensar...

Tudo é vibração, tudo é ritmo
Tudo é energia, tudo é cinética
Tudo se interliga
Sou o ar, sou o som, sou o céu, sou o chão.
Como um balaço que vai perdendo a força
Ela vai diminuindo o ritmo até cessar...
Aos poucos retorno ao meu corpo.
Meu espírito encontra o caminho de casa.
A realidade retoma sua harmonia costumeira
e eu mal posso esperar para retomar a minha harmonia!
Blog "Luso poemas"
Amantes II

2011, fevereiro 21 - Minha pintura à óleo "Amantes II" foi exibida no blog Luso-poemas, ilustrando a poesia "Eu queria ser".

Eu queria ser um poema.
Até poderia ser mudo;
mas de cariz bem depravado,
para não importar-me
com o que a más línguas
viessem a falar de mim.

Divertir-me-ia com elas.
Pudicas horrorizando-se
comigo, eu fazendo sexo
num amor despudorado
numa vitrine de shopping

Queria mostrar toda verdade
e liberdade das posições
numa cama; sem hipocrisia,
sem censura as exposições.

E sorrir das caras atônitas,
vendo-me em performances
como se fora um grande artista.

Queria ser um poema picante,
ou um amante de amor freelance.

Eu queria ser um romance...
Blog "V�u"
Frigobar incluído

2011, fevereiro 09 - Minha pintura digital "Frigobar incluído" foi exibida no blog Véu atelier teatral, ilustrando poesia.

a noite, como outras, joga seu manto
infinita como tantas
tanto quanto
Blog "do Bourdokan"
Homem na escuridão

2011, janeiro 30 - Minha gravura digital "Homem na escuridão" foi exibida no "Blog do Bourdoukan", ilustrando o texto "Ecce Homo", do autor.


A humanidade é uma ave de asas partidas
Que vaga no Universo rumo ao desconhecido
Em busca de um sentido para a vida.

Tem o alucinado por guia.

Navega uma rocha movida pela soberba,
Pela arrogância e pela paixão.

O eu é, o ele não é. Um louvor à imperfeição.

A humanidade é um espelho embaçado
Alimentado pelo desespero e pela incerteza.

Fome e ódio não permitem pensar no amanhã.

A natureza não cria indigentes.

O destino, uma profundidade insondável,
Uma porta da qual só você tem a chave.

Do destino, homem algum escapou.
Nada é definitivo, nem a morte.

Vontade de viver, vontade de poder,
Eis a verdadeira dimensão do homem
Para atingir o eterno e superar o infinito.

Maior que o infinito menor que o imenso.

Procure o intermediário entre o
Saber e o ignorar e terá
O invisível sustentando o visível,
A essência superando a existência.

não há limite para o possível.
Saber questionar é viver,
Aceitar o dogma é anular-se.

Quem pode entender a razão humana?

O homem é algo que precisa ser superado.
Brutalidade e ganância movem o planeta.
O homem animal doméstico do homem.

O que é o homem?

Ele é aquele que troca a alma pelo lucro
Ignorando o que a história ensina.

Onde houver opressão haverá Revolução
Eis o Homem.
Blog "Ensaios sobre a poesia"
Amantes IV

2011, janeiro 17 - Minha pintura digital "Amantes IV" foi exibida no blog Ensaios sobre a poesia, ilustrando a poesia "Abrigo".

Teu corpo é meu abrigo
Entre laços e abraços
Afago e carinho
Meu ninho...
Onde encontro a paz
Relaxo meu corpo, cansado
Da luta, da vida...
Mãos fortes me acariciam
As bocas quentes se saciam
Abrigo
Teu coração é meu abrigo
Entre águas e ventos
Puro sentimento
Sou mais eu contigo...
Blog "favela Diodatti"
Homem na sarjeta

2011, janeiro 16 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Favela Diodatti, ilustrando a poesia "Conformidade", de Rimbaud.

Estou tão feliz
Por Navegar neste monte de merda!
Muito obrigado
Pela saborosa catarrada
Qu'escorre pela minha face.

Sua bota acerta meu fígado
Mas eu tenho forças para cantar:
A vida é bela
Não há do que reclamar.

Um momento senhor explorador!
Deixe-me limpar o suor da tua tez
Pronto! Continue a nos fustigar!
Isso! Agora vê e violente minha mulher...

Depois de tudo isso
Deixe quê eu explodo os miolos mortos
De minha vazia cabeça.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2010

Gravura digital 'Ninfas dançando'
Ninfas dançando

2010, dezembro 30 - A poeta Clevane Pessoa escreveu uma poesia inspirada nestas minhas Ninfas:


Trilogia, tríade, trio de mulheres gráceis, as três graças
não se tornem des/graças,
mas promessas de fertilidade
e possam chamar a chuva.
Sempre no gerúndio, en/cantando,
dançando,
atraindo,
num continuum de graciosidade.
Mulheres atemporais, gregas, romanas, egípcias
wiccanas, indígenas, hodiernas a celebrar a liberdade de ser.
A música, cada um Ouça a que soa, ressoa
em seu self , em seu coração e alma
e vibre através dos poros.
A música ensinada às criaturas
pelo movimento das águas,
pelo tatalar das asas,
pelas travessuras da brisa,
pelo ritmo do capim e do trigo,
pela viagem incessante das nuvens grávidas
ou engravidando,
é um presente :
basta seguir um ritmo e dar vazão à alegria
de estar para ser,
vivo e resiliente...
Blog "Arrepare"
Mesa de bar

2010, dezembro 08 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Arrepare, ilustrando a poesia "No bar com um poeta", de autoria de Jessé Costa.

"- Seu poeta, gente fina,
Só tu podes me salvar
O caso é que dei pra amar
A uma linda menina
Mas eu não quero essa sina
Pois tenho medo, senhor,
Que amor anda co'a dor
E dor só machuca a gente
Por isso me oriente
Pr'eu me livrar desse amor

- Meu amigo sofredor,
Matar um amor é fácil
Tu só tens que ir ao Lácio
E procurar pela flor
Que seja preta de cor;
E assim que a encontrar
Faça um chá, deixe esfriar
E tome num gole só
Que então desfaz-se o nó
E tu deixas de amar!

- Vije! ó, deixa pra lá...
Que viagem da mulesta
não tem forma mais modesta
Pra se deixar de amar?
- Tem outra quê se matar
Mas essa nº tão correta
Tem também a outra seta
Que foi o que me ocorreu
O meu amor só morreu
Quando dei pra ser poeta!

Pegue o amor que te afeta
Sacuda ele no chão,
Faça dele inspiração
Pra qualquer coisa concreta
Invente de ser poeta,
Seresteiro ou pintor
Só não deixe esse tumor
Inchar no seu coração;
Porque senão, cidadão,
é tu que morre de amor!"
Blog "Bacanal"
Homem e natureza

2010, outubro 26 - Minha pintura acrílica "Homem e natureza" foi exibida no blog "Bacanal - O canal dos Bacantes", ilustrando a poesia "Ipso colore", de Marcelo Farias.


"O próximo instante é incolor
poderá ser colorido
ou ficar mesmo sem cor "

Escolhendo feijõ3s

2010, setembro 30 - Minha gravura digital "Escolhendo feijõ3s" foi exibida no site "Recanto das Letras", ilustrando a poesia "Vida em bula" de Jorge Luiz da Silva Alves:


"O escopo de minha existência gradua-se no colorido das tarjas ou na posologia das horas: manhã, drágeas; tarde, gotas; noite, xaropes. Um pico mal dado e, se ao invés de capturar veias romper artérias, o estertor significará o epílogo do sofrimento e o início do alívio. Na pior das hipóteses, estação de transferência para a Linha Negra das penitências.
O alvo do meu sofrimento será atingido pela rombuda seta da fraqueza interior é construído que fora por minha alma dissoluta...
...e pelo total desrespeito ao meu corpo!"
Blog Arroto de pequi
Mesa de bar

2010, setembro 30 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Arroto de pequi, ilustrando a poesia "Caboclo tá manso".

Eu que não só Chico
Caboclo de responsa
não causo rebuliço
Dinheiro, não tenho,
Mulher se foi ...

E você não vê sofrer de amor
Por mais forte que seja

E se tudo acabou
não há razões para esquecer
A tristeza e o amor

Todos os poemas endereçados a ti,
As mandingas de amor,
O amor colocado em prova
Mal inflacionaram os sentimentos

Vou abusar das bebidas
Por que talvez ébrio
Tragam momentos de esquecimentos
E deslembraças
Blog "Hana Haruko"
Florista

2010, setembro 18 - Minha pintura acrílica "Florista" foi exibida no blog "hana-haruko", haikai de Haruko:


"O sol beija as níveas
florezinhas encantadas:
noivas, primavera."
Blog "Hana Haruko"
Florista

2010, setembro 18 - Minha pintura acrílica "Florista" foi exibida no blog "hana-haruko", ilustrando poema de Clevane Pessoa:


"Encantada e inquieta com o mistério e as promessas das sementes,
Haruko , que traz no nome o milagre da floração,
planta, depois de revolver a terra marrom
e adubá-la diariamente de forma orgânica,
com cascas e raspas,
um punhado delas,um presente,
do que não conhecia a origem.
Revi ao sol, a meninota estender a mãozinha gorducha:
_Toma Haruko, é para plantar...
E ela o fez.
Seu suor, em pérolas líquidas, também caça ao solo
quando trabalhava
as inchadas sementinhas e seus embriões, prestes a brotar.
E uma vez chorava enquanto cantava
-pois não é que beberam tudo que ela externava com o coração ferido
por alguém que tinha partido?
E a magia da germi/ação continuava:
tegumento, endosperma, óleo, amido, proteínas.
Brotos brotaram em direção à luz.
Uma festa de verdes.
E agora, entra setembro e o ciclo se inicia:
níveas flores se abrem, todas juntas,em celebração irmanada.,
Haruko tem agora, completamente encantada
-e encantadora- sua primavera particular!"
Blog "Maracuja com açúcar"
Trio de amantes

2010, setembro 20 - Minha gravura digital erótica "Trio de amantes" foi exibida no blog "Maracujá com açúcar", ilustrando a poesia "Pica-flor" de Gregório de Matos, postado por Nina Sampaio.


"A uma freira que satirizando a delgada
fisionomia do poeta lhe chamou "Pica-Flor".
Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta agora saber,
Se no nome que me dais,
Metei a a flor que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor,
Sendo só de mim o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
Que fico então Pica-Flor."
Blod D�sopiler
Menina escolhendo feijão

2010, setembro 02 - Minha pintura à óleo "Menina catando feijão" foi exibida no blog désopiler, ilustrando a poesia "obturação".

cuidado com a pedra no feijão...
Blog do Soane
Lavadeiras

2010, agosto 23 - Minha pintura à óleo "Lavadeiras" foi exibida no Blog do Soane, ilustrando a poesia "Samba no tanque".


Dança lavadeira
Samba no tanque
Hoje é sexta-feira
você vira sereia
Pelo menos um instante

Lava camisa e a calça do patrão que
Domingo é dia de pedir a comunhão
Dança lavadeira
Samba no tanque
O que quintal é sua casa
E o terreiro o seu palanque
você vira sereia
Pelo menos um instante...
Gravura digital 'Poeta meditando'
Poeta meditando

2010, agosto 18 - Minha gravura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Lua dos apaixonados", ilustrando a poesia "A poesia e o poeta" de autoria de M@ José.


"Deus criou a poesia
Para ser apreciada
Em qualquer hora do dia
Deve ser admirada.

Do nada o poeta cria
Expressando seu sentimento
Mostrando sua sabedoria
Gerada do pensamento.

Oh! Poeta que tanto ama!
E sensibiliza os seus leitores
Utiliza palavras e proclama
Amor a tantos amores.

Nas idéias do poeta
Em tudo tem poesia,
A emoção é completa
Conquistando a simpatia."
Blog Salve Cesar
Mesa de bar

2010, julho 24 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Salve, César, ilustrando a poesia "O espelho do mar".

Oh, meus irmãos dos bares,
subprodutos cristalizados da vida,
não há mesmo como recusar a bebida,
quando o álcool é bússola maior.
Pobres irmãos, meus irmãozinhos dos bares,
se deixarem de beber,
morrerão do mesmo jeito:
sem espasmos, mas ainda atormentados
pela consciência patética de espantalho.
Oh, meus remendos.
Oh, meus retalhos:
sem nenhum esplendor (da vida),
vocês são a ferida,
o talho.
Blog "Verso e prosa"
Orfeu

2010, julho 08 - Minha pintura à óleo 'Orfeu' foi exibida no blog Verso e prosa, ilustrando a poesia 'Anacoluto' de Dom Quixote.



O meu verso adolescente
é pra você
Torto e sonso
Esse meu verso
Que enviesa quando olha
De soslaio
Se apruma
E faz pose de adulto
Esse verso
Adolescente
Que implica com a sua pose
Implica por não saber
Como lidar com você
Como lhe dar esse verso
Me dar assim pra você
De presente
De repente
Ou relance
Esse verso
Adolescente

Toda riqueza provém de violência

2010, julho 06 - O poeta Freddy Diblu fez uma releitura da 'Canção do exílio' de Gonçalves Dias.


'Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá;
As rapinas que aqui rodeiam,
não saqueiam como lá.

Nosso ao céu tem mais estrelas,
Nossas praças têm mais atores,
Nosso zé-povo tem mais lida,
Nessa lida mais "mordedores".

Em chiar, sozinho, ao açoite,
Mais quelelê encontro eu lá;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

Minha terra tem no 171 "doutores",
Que tais não encontro eu cá;
Em chiar é sozinho, ao açoite é
Mais quelelê encontro eu lá;
Minha terra tem carteiras,
Onde canta o jabá.

não permita Deus que eu corra,
Sem que me revolte por lá;
Sem que refute os usurpadores
Que não encontro por cá;
Sem quê inda reviste as carteiras,
Onde canta o jabá.'
Blog "Sabedoria"
Mesa de bar

2010, julho 05 - Minha gravura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog "Sabedoria", ilustrando a poesia "Mesa de bar", de Rita Rovai Castellan.


"A mesa do bar
não para de rodar
não é cachaça, é gente a passar
Poetas e mais poetas
Brincantes da noite
Brincando com a noite
Burburinho
Confusão
não
Apenas, paixão
No ar, nas palavras, nas faces, nas risadas
Nas calçadas
Na esperança de uma nova estrada
Que me leve para meu novo eu
Por que esse.... Já se perdeu."
Blog "Poesias de Nelson Ferreira"
Mesa de bar

2010, junho 18 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Poesias de Nelson Ferreira, ilustrando a poesia "Triste passado".

"Oh, moço sente aqui ao meu lado!
não repare, mas Já estou meio embriagado,
as lágrimas que caem do meu rosto,
são por recordar meu triste passado!

A tempos conheci uma garota.
e por ela fiquei apaixonado,
Deus abençoou nossa união.
Hoje vivo na bebida e mal trajado.

Tive um filho com minha amada,
mas no parto ela morreu.
Desnorteado pelo fato acontecido,
em outras mãos este menino cresceu.

Hoje vagando pelas ruas,
vivendo com migalhas de pão,
a procurar por meu filho,
e pedir -lhe o seu perdão.

Por que um homem ama tanto,
E não tem este amor por toda vida?
perde a esperança de tudo,
e entrega seu corpo à bebida?

Preciso encontrar meu filho,
Pra dar a ele um forte abraço,
dizer que quero deixar esta vida,
contar a grande dor que passo.

Falando do passado pra ele,
o homem começou a chorar,
levantou-se da cadeira e disse:
__"Sou seu filho, venha me abraçar!

Eu o perdoo meu velho,
Sua lágrima me convenceu,
Hoje sou um homem honrado,
sei o quanto você sofreu.

Daqui pra frente estaremos sempre juntos,
me formei e sou advogado,
Sou casado e tenho um lar,
e seus netinhos ficarão contentes ao seu lado".
Blog "Lima Coelho"
Casal III

2010, junho 02 - Minha gravura digital 'Casal III' foi exibida no blog Lima Coelho, ilustrando a poesia 'Na moldura do soneto', de autoria de Freddy Diblu.


'Amor é a incompletude do prazer
Fulgor e inquietude de alma acesa
é virtude de dor, amiúde e coesa
Tem a ver com perpetuidade do ser.

Sus! Mas é furor que produz beleza
Que exala assaz o torpor de felicidade
E se conduz a grandeza na efemeridade
- O que mais faz jus por delicadeza!

O Amor cai bem demais em lua nova
Bem com vinosidade em flux de ais
E com afinidade à meia-luz de alcova.

Ademais, vai além de orgasmos plurais:
é bem de entusiasmos originais, que inova.
Amor? Quem o prova não se satisfaz, jamais!'
Blog "Tuda"
Mergulho

2010, junho - Minha pintura digital 'Mergulho' foi exibida no blog Tuda Pap.el el.etrônico, ilustrando a poesia 'Mergulho', de Plínio Aguiar.


'Abaixo da superfície de arrepio da nesga de mar
Que vejo sentado no sofá na sala na manhã
Devem estar peixes, diversas cores, tamanhos,
Formatos diferentes no padrão de nado e guelras,
Escamados e encourados com listras e pintas
Que não eliminam a possibilidade de desejo.
Abaixo da superfície de arranhões da faixa de mar
Que sinto nos olhos parados estariam começo
E fim, vulcões, serpentes e pentes de sereias
Verdes, o próprio enigma de estar o que poderia
não estar no trocadilho de horas enferrujadas,
dados do polifemo, Ulisses, regressos calados.
Abaixo da superfície de violência de sobra de mar
Que noto entre copas de árvores funciona usina,
Vultos submergindo-se originados de albumina
Mergulhando no verbo pronunciado em encontro
De águas, espuma, sonhos, argila. Guitarras
Emergem surpresas presas à quilha do último beijo.'
Blog "Valise de cronnopio"
Amantes

2010, maio 21 - Minha pintura acrílica "Amantes" foi exibida no blog Valise de Cronnópio, ilustrando a poesia "Yo no lo sí de cierto", de Jaime Sabines.

Yo no lo sé de cierto, pero supongo
que una mujer y un hombre
algún día se quieren,
se van quedando solos poco a poco,
algo en su corazón les dice que están solos,
solos sobre la tierra se penetran,
se van matando el uno al otro.

Todo se hace en silencio. Como
se hace la luz dentro del ojo.
El amor une cuerpos.
En silencio se van llenando el uno al otro.

Cualquier día despiertan, sobre brazos;
piensan entonces que lo saben todo.
Se ven desnudos y lo saben todo.

(Yo no lo s� de cierto. Lo supongo)

Favela

2010, maio - O poeta Freddy Diblu escreveu a poesia 'Excêntricos corruptores', irmã gêmea, mas letrada, desta minha 'Favela'.


'Friiia... ssssom-bria... sorrateiramente!
Sois vós
que sorrides espectros satânicos
lacrimejais peçonhos exóticos
Sois vós
que cuspirdes tributos lancinantes
escarrais juros ebola
Sois vós
que arrotardes peculatos macabros
vomitais verdinhas infectas
Sóis vós
que assoviardes militantes
mercenários
espirrais paus-mandados sectários
Sois vós
que mijardes mísseis aterrorizantes
evacuais borras radioativas
Sois
de quem desabrocham bocas-do-lixo
assanham-se dàspotas sanguinários
Sois
a quem enfureçam mãos hediondas
atiçam barbáries gangrenáveis
Sois
por quem sentenciam autos-de-fé
alastram cárceres barras-pesadas
Vós!
quando prostituàstes a paixão
corrompestes o amor
sequestrastes os sonhos
Vós que sois
A b j e t o s
Parasitas, marotos
vermes nas chagas
Só vós
o mau-olhado atroz
a fedentina dos esgotos.'
Blog "Prosa e verso de boteco"
Moça nua

2010, abril 24 - Minha gravura digital 'Moça nua' foi exibida no blog 'Prosa e verso de boteco', ilustrando a poesia 'Nesta rua', de Zenaide Negrão.


'Nesta rua...
Num tempo primeiro
de primeiros passos
passo a vida em coloridos
ladrilhos de pedrinhas de brilhantes.

Num segundo momento
o tempo do sofrer se faz presente
e a vida se torna cimentada
e junto aos brilhantes
brotam espinhos.

Num último momento do meu tempo
os brilhantes, o sofrer e os espinhos
estão todos reunidos
numa única rua
num único bosque
numa única vida
num único coração.


Solidão...'
Blog "Caos ordenado"
Procurando na escuridão

2010, abril 05 - Minha gravura digital 'Procurando na escuridão' foi exibida no blog Caos ordenado, ilustrando o ensaio 'Meia-noite', postado por Martín Langou.


'os inimigos, quando atacam, parecem unir-se no ataque / aparecem todos juntos, de surpresa, ao cair da noite / querendo me pegar no contrapé / testes de firmeza para uma prática forçada e, quiça, maltratada / quando a luz se vai, fica sua ausência, oportuna quando vista como uma passagem / vamos, cavaleiro, que a luta é grande e a vitória só é possível sobre si mesmo / 'um leão por dia', berra a espada, sedenta por mais sangue que se transforma em suor da libertação... de si / instigado para mais luta, relutante quanto à própria força e a brecha no alto do cume do túnel que, por um simples raio de intuição, mostra a aurora Já tão próxima / Ao amanhecer, tudo estará limpo e serei, novamente, eu e Eu, apenas.'
Blog o sonho de uma sombra
Boteco

2010, março 30 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog O sonho de uma sombra, ilustrando a poesia "Filosofia de bêbado".

É, meu amigo,
Cerveja bem,
Campari bem as coisas
E champanhe meu raciocínio:
A vida é Drurys,
Mas dá muitas vodkas;
Eu vinho de longe,
Só com um ponche nos ombros,
Estava kaiser desanimando,
Mas encontrei uma caipirinha
Ao passear no chopp,
E me Amaretto nela.
Seu nome é Natasha e,
Apesar de Já ter 51,
Estou vivendo uma paixão aguardente.
Por isso repito:
Cerveja bem:
Nem tudo é rum,
E sempre pinga
álcool de bom.
Blog "Not�cias do sert�o"
Casal III

2010, março 24 - Minha gravura 'Casal' foi exibida no blog Notícias do Sertão, ilustrando o post 'Poema 'Quase um alento'', de autoria de Graça Graúna e postado por Simone Cabral.

Sonho, acordo e enlouqueço.
Penso: a vida seria desolada
se não houvesse canções de amor.
não digo, só penso:
você é quase o meu alento
ou quase tudo que eu quero
Vamos deixar o nosso nome na porta
viver o momento
e seguir a canção.
Blog "O imaginário"
Ninfa

2010, março 20 - Minha gravura digital 'Ninfa' foi exibida no blog O imaginário, ilustrando a poesia 'Soneto para o Dia Mundial da Poesia', de autoria de Márcia Sanchez Luz.


'Vem pra cá, minha Poesia!
Diz o que devo fazer
durante estas noites frias,
quando é difícil viver!

Traz de volta o som que havia
nas notas do alvorecer,
nos semitons de outros dias
que me faziam vencer

manhãs de rondas infindas
(entre emoções e razões)
dentro de meu existir.

E assim o dia que brindas
será de intensas paixões
num corpo inteiro a sorrir.'

Leda

2010, março 12 - Minha pintura acrílica 'Leda e o cisne' foi publicada no blog 'Recanto das Letras', ilustrando a poesia 'Ritos de passagem', de Jorge Luis da Silva Alves (fragmento)


'Agora batizada no fogo das vontades, Valéria abriu-se, farfalhante, para o céu sem lume, exigindo na soberania dos seus novos desejos:
"Vem, que eu quero você."
Principesco, real, o cisne deslizou nas águas escuras da incerteza futura, abarcando Valéria para a gloriosa viagem das revelações.'
blog inutil paisagem
Moça dormindo

2010, fevereiro 24 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog Inútil paisagem, ilustrando a poesia "Repouso".

Calado soa o silêncio
colado ao meu ouvido
- zumbido.
O som soa coado
- silêncio.
O som coado dobrado
- ressoa.
Repousa o espaço entre
- parado.
Nem futuro, nem passado
- presente.
De movimento ressente
o tempo estagnado.
A mente sente e atalha
- trabalha.
O corpo relaxa e pousa
- repousa.
Blog vicios poeticos
Moça dormindo

2010, fevereiro 23 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog Vícios poéticos, ilustrando a poesia "Noite de sonho".

Ela acreditava, sonhava
questionou ele
deu risada, gargalhada

Planejando um futuro
pelo qual desconhecia
sem saber se existia

Sem saber de nada
há tanta magoa
não neste mundo

ilusório, fantasioso
mas no verdadeiro
sem grande amor

No real sem ficção
sem ilusão
sem historia com final feliz

No vazio ,no nada
ele não a queria
nem ela o amaria

Era tudo ficção
de uma noite de sonhos
de um sono profundo

Quando acordou
voltou se a rotina
ele nem mais existia.
Blog "Eme Nguimba"
Casal III

2010, fevereiro 02 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog Eme Nguimba, ilustrando a poesia "sabe Deus a razão do amor".

"a semente doce sorridente
os sábios Os beijos
mexe e mexe mais a alma contente
os sentimentos são tormentos?
é iminente a cor da felicidade
oh Lua o desenho nos olhos brilhantes
toca e toca mais
a doçura à surra mental afinal
no ponto cantante
o amor é também racional
no ponto geométrico
mas obcecados os beijos e carícias
no ponto dançante
então que seja assim Deus é Poder
a semente doce sorridente
ama e ama mais a vida
divina é a vida
roça que roça a Magia
quanta alegria
abençoado beijo e seja Deus
A ponte do desejo"
"Eu passarin", blog
Menina escolhendo feijão

2010, janeiro 30 - Minha pintura à óleo "Menina catando feijão" foi exibida no blog Eu passarin, ilustrando a poesia "Poesia incidental II".

Uma unha no asfalto
ainda vive
arranha.

Um pneu solitário
sai da estrada
grogue.

(assim é morrer?)
um quase olho
fechado
sonha.

Do alto
- e acima de qualquer poema -
corvos espreitam
o inevitável.
Blog "Graça Graúna"
Casal III

2010, janeiro 26 - Minha pintura digital 'Casal' foi exibida no blog Graça Graúna, ilustrando a poesia 'Quase um alento', de Graça Graúna.


'Sonho, acordo e enlouqueço.
Penso: a vida seria desolada
se não houvesse canções de amor.

não digo, só penso:
você é quase o meu alento
ou quase tudo que eu quero.
Vamos seguir a canção
e deixar acontecer.
"Pra quê rimar amor e dor?"

você é quase meu alento
Vamos deixar o nosso nome na porta
e seguir a canção.'
Blog "Aquela menina com a flor"
Poeta meditando

2010, janeiro 24 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Aquela menina com uma flor, ilustrando a poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Blog "Prosas da Amaz�nia"
Mesa de bar

2010, janeiro 02 - A gravura digital 'Mesa de bar' foi exibida no blog Prosas da Amazônia XXI, ilustrando a poesia 'Amigo meu', de autoria de David Carneiro.


'Sei que tu erraste e erraste feio amigo meu
E que, como um menino, vais pedir perdão
Como entre prantos segues para tua amada
Que te diz agora em desengano
Preferir a tudo a solidão

Amigo meu qual foi teu crime?
Artigo 115: Apaixonar-se por outro alguém
não te renego e nem te julgo
Pois eu te confesso mau adulto
Já sofri de amor também

Agora sei que te reviras na tua cama
E que um nome chama quando não crê
Que tu fizeste por uma lira

Enfeitiçado por uma gira
Teu grande amor tanto sofrer

E eu que te olho e nada falo
Fico calado, sentindo a dor do teu penar
Que hoje anda errado e anda errante
Na busca ingrata e incessante
De um tão distante perdoar

E este mundo que agora tanto fala
Que só te julga e te condena por traição
não carrega metade do amor que arde
Calado e doído
Dentro do teu coração.'

volta ao topo

Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2009

Blog pi e phi
Ninfas dançando

2009, novembro 26 - Minha pintura digital "Ninfas dançando" foi exibida no blog pi & phi, ilustrando poesia.

Monstro minúsculo e latente,
coração tão desgraçado,
grão semeado com a semente
do esquecido e nunca arrumado.

Monstro duma só cabeça,
dragão que vomita sua fé,
com aquela fereza certeza,
de quem acredita naquilo que não vê.

Monstro que esconde a menina
que soltamente pretende dançar,
só escutar ao seu pai cantar
aquela canção tão pequenina.

Monstro obrigada a ser monstro,
a percorrer o seu próprio caminho,
monstro do medo disposto
a fazer um grelhado entrecosto
com um medo tão mesquinho.

Monstro com corpo e nome,
que habitas na alma do tempo,
que reconheces o desconcerto
de ter esquecido aquele vento
que trouxe ate ti o teu homem.

Monstro que merece o perdão
que todo monstro merece,
monstro que no castigo cresce,
e perece na sua solidão.

Monstro isolado e vadio
do mundo e sua mudança,
monstro, a menina dança,
e seu pai no algaravio
faz que a agua do rio
nunca precise vingança.

Vaso com flores

2009. novembro 10 - Minha gravura decorativa digital "Vaso com flores" foi exibida no blog Recanto das letras, ilustrando a poesia "O suicídio (para minha amiga N...)", de autoria de Maria Martha:


"Sobre seu corpo brotarão flores que minhocas deixarão viver.
Lamento, amiga.
vê com Deus."

Moça nua

2009, novembro 05 - Minha gravura digital "Moça nua" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "Adormece", de autoria de Violeta Teixeira.


"Adormece! A morte abre a porta. Deixa-a entrar!
Sentar-se-á. Olhar-te-á. Que importa! Dormes.
Dormes. Serena, como a boneca de porcelana,
Despenteada. Pernas quebradas, mas a abraças,
E sonhas a criança. Essa mesma! Abraça-a!
A morte, tenta acordar-te. Atropàs prepara-se
Para cortar a trama tecida. Dorme! O corte é doce.
Acordarás outra. Orquídea roxa. Pedra granítica.
Música nas veias de fontes, antes, secas. Dorme!

Abraça a boneca de porcelana! Essa mesma!
A da criança! A sepultada, no poema. Eterna!"
blog do rocknaldo
Boteco

2009, novembro 01 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Rocknaldo, ilustrando a poesia "Amizade banheiro bar".

E as gavetas se abrem pra desabafar
e voam papéis pelos ares a se revelar.
E até mesmo o saleiro vem a te olhar, no olhar.
com olhos de quem nunca viu e nem mais verá.
Amizade Banheiro Bar
Amizade Banheiro Bar
Um trago, um desabafo, a fumaça a girar, no ar.
O gelo rodando no copo a esperar
...
...
...
Amizade Banheiro Bar
Amizade Banheiro Bar
Copos vazios,
corpos tardiam,
garrafas e taças.
Viva agora risos,
pois quem sabe amanhã ressaca.
...
O psicológico do ser humano é algo interessante,
vendo assim que a dor eterna da perda comparada com a dor da distância vai além,
mas sem parar pra pensar que essa medíocre distância
possa estar sendo eterna também.

Menino

2009, novembro 01 - A gravura digital "Menino" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "O que é o ser?", de autoria de Violeta Teixeira.


"Sentada. Descalça. Mergulho as pernas, nas levadas
Das regas de morangueiros e de mangueiras,
Cuja terra seca suplica chuva. Subitamente, uma pergunta
Se insinua, dorida, nos corredores escuros, da sua mente,
Olho para as nuvens despenteadas pelo vento, com gestos
Ternos, em busca de uma fuga. Mas a pergunta penetra-me
Nas veias, inunda-me, transborda, quebra os diques
Indefesos da garota. As pernas, essas, navegam nas águas,
Aparentemente, ingênuas, como barcas seguras do rumo
Traçado. Olho, de novo, para o céu cinzento. Desaba-me
Sobre os ombros, pesado, inclemente. Que sei eu do Universo?
Porque me estou na Terra? Quem me deu o Ser? Se me sou?
Tremem-me as pernas. Indefesa, os meus dedos lavram
Lamas, arrancam ervas, mas torturam-me as trevas
Do conhecimento. Por que me estou no ali? Donde vim?
Resposta alguma que me satisfaça! Aprendera, cedo,
Que não havia deus algum. Que, na natureza, nada se criava,
Nada se perdia, mas tudo se transformava. Logo era um bicho
Da terra. Logo, a ela voltaria, como os pássaros que amava,
E nunca destruía os seus ninhos, porque se eternizavam
Nos filhos. Sim! Já havia aprendido, precocemente, é certo,
Mas tudo me fora dito, sem eufemismos, sem um gesto de afecto.
As águas das regas continuam. As pernas? As pernas? Da garota
Rebelde? Permanecem mergulhadas nas águas frias, mesmo no agora
Do escrevo. Anoitece! Agradeço as raízes do legado paterno,
Embora, tenham sido plantadas, no solo inocente da criança, que
Deixou , cedo, de o ser, se alguma vez o foi. Apago o olhar desse
Tempo? Como o fazer? Sempre aceso, como o cigarro que fumo,
O vinho que bebo, para anestesiar o cio, as palavras que teço.
Como amortalhar a madrugada? Embriago-me! Drogo-me.
"Cada um tem o seu ópio". Aperto as pálpebras. Cego-me?"

Amantes II

2009, outubro 31 - Minha escultura em resina "Amantes" foi exibida no site Recanto das letras, ilustrando a poesia "Tu e eu" de autoria de Helena Luna.


"Todo dia em nus mesmos nos perdemos
em momentos de amor - pura paixão.
é por ele, pelo amor, que nós vivemos,
bate sempre forte, firme, o coração.

Nada há que se compare à emoção.
são instantes, para mim, doces,
supremos.
Todo dia em nós mesmos nos perdemos
em momentos de amor - pura paixão.

Abraçados no meu leito amanhecemos,
corpos juntos, meus seios em tua mão,
como fossem delicados crisântemos
a vibrar em colorida floração.
Todo dia em nós mesmos nos perdemos."
Blog "Nemeton"
Homem e natureza

2009, outubro 20 - Minha pintura acrílica "Homem e natureza" foi exibida no blog Nemeton, ilustrando a poesia "Primavera e matéria".

"Rendo-me ao paraíso

De pequenas vontades
E mínimos prazeres
Que enfeitam os dias doces
De primavera.

Tudo se faz demasiadamente
Simples
No acontecer do querer
Que me sustenta.

Sinto-me vivo em cada coisa
Que conquisto e faço
Em lúdico exercício
De físico e concreto
Pensar das coisas
em simbólicos paradoxos."
Blog "Hist�ria e Curiosidades"
Mesa de bar

2009, outubro 03 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog história & curiosidades, ilustrando poema de Manoel Bandeira.

"João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da
Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."
Blog "Inspirar poesia"
Alegoria à vida...

2009, outubro 02 - Meu entalhe em madeira "Alegoria à vida do 'Lugar sem Nome'" foi exibido no blog Inspirar poesias, ilustrando a poesia "entalhe".

Teu grito ecoa e eu replico a dor. Guardo esse nome que sibilo em sons, pra sempre. E longe é perto e mesmo longe estás aqui em mim. Entalho um rosto em minha pele. Incrusto um nome e intacta, cravo essa memória em Cedro. Um cheiro e um monastério. Silente eu ouço a tua fala ausente. Tátil é o contorno do teu rosto que ainda guardo os traços. Entalho a cena e pigmento em cedro o pó. Em negro tinjo a dor que hora sentes é forja e o fogo com que grafas a inteireza desse teu momento. Na textura da madeira entalho os lábios teus. E os olhos são de apóstolo fiel. Entalho em mim sinais de tua passagem pela terra. E se há uma vida que se apressa em ir, eu paro o tempo e esmago a dor e a morte. Entalho em mim a contrição desse abandono. Arregalados olhos espalho ao vento toda essa iniquidade. Entalho em versos o meu desejo. Traço que em verdade a ti ainda cobiço vivo. Sopro a poeira que a madeira lança. Sopro-te prana clamando à ti, de volta a própria vida. Meu colo é teu abrigo e teu sorriso nesse peito amigo eu sei, as vezes chove. O meu desejo é que mais vida tenhas e ainda tenhas tempo para amar. Se sangram de tuas mãos as chagas, eu sei que é por elas que tu viverás, mesmo que morras qualquer dia desse tempo. Canto essa cantiga de ninar e encanto a noite e deito o dia. Em meus braços teu calvário é meu caminho. Choro a madeira no entalhe do formão. Ainda que tua vida e obra sangrem talhos, empunharei a lança e espantarei as dores. Esse é meu rito por tua vida e aqui eu esfacelo o torrão-morte que te espreita. Em tua defesa evoco a ira. Do punhado do teu medo eu faço morte em pó. E sopro prana e viverás!
Blog "Ela nua é linda"
A almofada vermelha

2009, setembro 16 - Minha gravura digital "A almofada vermelha" foi exibida no blog Ela nua é linda", ilustrando diversas poesias. Editor e poeta Luiz Alberto Machado.

ASTROLÁBIO
Tua língua, Hábil instrumento...
Usa-a com precisão
Mapeando os astros, presentes na imensidão do céu do meu desejo
Descobre no recôndito do meu corpo galáxias a serem exploradas
Astros que lampejam luz, excitantes faíscam...
P.a.c.i.e.n.t.e.m.e.n.t.e explora...
Entro em um voraz desvario que me consome... E assim...
Todos os novos astros que descobre têm apenas um nome: "Prazer"

Angelina se mutila

2009, setembro 15 - A poeta Clevane Pessoa escreveu a poesia "Alegoria para Angelina".


"Angel de quatro braços
Mina energia entre traços,
Traça grafismos no ar.
começo da era, Eva primeva,
todo final é recomeço,
ciclos espiralados,
arcos de cores nos céus,
círculos concêntricos na água
onde bate a pedra da lua
ao olhar do arremessador."
ver a poesia na íntegra 2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.
Blog "Página do Perninha"
Sinuca

2009, setembro 06 - Minha pintura à óleo "Sinuca" foi exibida no blog Página do Perninha, ilustrando a poesia "Exílio", de Anderson Farias.

"A ruptura
A descostura
A queda dura da muralha

A união
A amargura
A percepção da nossa ditadura

O Exílio
O Maurílio
Nego bom que Já morreu

A liberdade
O livre arbítrio
Eu tô confuso por soltar um sorriso

A escuridão
O meu conflito
Matava minha fome matando mosquito

O 38
O bar do cuca
miolos meus espalhados na sinuca"
Blog "da Professora"
Colhendo laranjas

2009, agosto 29 - A gravura digital "Colhendo laranjas" foi exibida no Blog da Professora, ilustrando a poesia "Laranja rosada", de autoria de Luciana Carreiro Fernandes.


"Laranjas são como crianças.
estão em quase todo o lugar.
Laranjas são lindas.
Redondas.
Cor-de-laranja.
Lembra do sol.
Quente. Que brilha intenso. Radiante.
Como o sorriso e os olhos da criança.
Laranja ativa o humor.
Dá energia.
três alegria.
Todo mundo gosta de suco de laranja!
Laranjas são ricas em vitamina C.
Uma vitamina que reforça nosso organismo.
Precisamos dessa vitamina,
Assim como eu preciso de crianças
Então arranja as laranjas.
Pode chupar ou fazer suco.
Coloca na receita do bolo.
Fazer bom uso para que a criança seja:
Cor-de-laranja rosada.
E não falte nas aulas.
Trazendo alegria e saúde.
Como a laranja me três."

Poeta meditando

2009, agosto 12 - A pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "É este o meu ofício", de autoria de Violeta Teixeira.


"É este o meu ofício. O grito. O grito do bicho
Da terra. Do corpo da terra, peregrino, sem fé,
Ao rés do vazio, morto de frio, a espera
De um signo, que frutifique nos espinhos.
Espera ilúcida e única do caminho que ilumine
O silêncio, súbito, vinho, para a embriaguez
Das palavras da vida e da morte. A brasa rubra
De uma pedra coze-me o pão do poema.
É este o meu ofício. O grito faminto
Do corpo da terra. Do bicho da terra. Grito!
Invoco, com avidez, a voz que tarda a ser voz,
Que tarda a ser tear. Trêmula e indecisa, início
O tecer do tempo voraz, mas este tudo faz
Para abafar a nudez do grito. Pudor absurdo, Porque,
sempre está a escuta o leitor, sabendo,
Sem o dizer que, talvez o grito sufocado
Dá à luz, numa obscura e pura madrugada,
Um cântico ferido, mas tecido de amor,
O mesmo será dizer o lugar branco da morte."
Blog "Noturno citadino"
Mergulho

2009, julho 29 - A pintura à óleo "Mergulho" foi exibida no blog Noturno citadino, ilustrando a poesia "Pular de um quinto andar?", de autoria de Giuliano Quase.


"Não seja ridículo.
olhe lá embaixo.
quantos metros cê acha que tem daqui lá?
É bem capaz mesmo. É muito pouco, não vê?
desta altura, cara, o máximo que vai te acontecer é quebrar uma perna. ou as duas. pode ser que o fêmur se esmigalhe uma costela fure o pulmão o joelho salte da parada e fratura exposta aquela sanguerada toda e você lá agonizando eu aqu'incima desesperado pronto morreu...
quem sou eu pra te dizer, cara,
o que pode e o que não pode se só tentando?

mas de ponta cabeça.
assim de coco no chão:

toc

pode que pode ser:

e bau bau."
Blog "Arco da velha"
Amantes IV

2009, julho 28 - Minha pintura digital "Amantes IV" foi exibida no blog Arco da velha, ilustrando a poesia "Poesia".


"Teus brincos de coral
Teus olhos de luz

Nuvem via jeira
Pálpebra turquesa

Embriaguei na flor
Cheirando (a)mar

Em tuas pernas
Ressuscitei."
Blog "Gilberto Maha"
Poeta meditando

2009, julho 19 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog A poesia de Gilberto Maha, ilustrando a poesia "Constatação".

Pensei até em me mudar
Pensei até renunciar
Pensei até esconder segredo
Pensei em não continuar
Pensei até não mais amar
Pensei porque eu tive medo

Medo do ciúme atroz
Medo do que pensariam de nós
Medo do contra feito
Medo da minha própria voz
Medo do que viria após
Medo de não estar sujeito

Sujeito estar ao revés
Sujeito contra as marés
Sujeito da perseverança
Sujeito do calado ao convés
Sujeito da cabeça aos pés
Sujeito de homem é criança

Criança de abandono infindo
Criança acordado e dormindo
Criança ao próprio abandono
Criança a tudo resistindo
Criança do homem sumindo
Criança de um homem sem dono

Dono da mentira e da verdade
Dono da falta de caridade
Dono das injúrias enfim
Dono da pobreza e da prosperidade
Dono do bem e da maldade
Dono do que não existe em mim
Blog "Noturno citadino"
Cristal

2009, junho 07 - A pintura digital "Cristal" foi exibida no blog "Noturno citadino", ilustrando o poema "valor e cultura", de Giuliano.


"O copo de cristal por si não é belo.
Pode ser um objeto.
Talvez sua beleza esteja na moldura do contexto."
Blog "Intertextualidades"
Colhendo laranjas

2009, maio 31 - A pintura digital "Colhendo laranjas" foi exibida no blog "Intertextualidades. 'Estou vivo e escrevo sol'", ilustrando a poesia "Laranjas de maio", de Luís Filipe Pereira.


"Amanhã
Quando vier o vento
Deslizar na ave de água
Adstrita à madrugada

Seguirei o som das laranjas
Sob o sol macio de maio

Amanhã
Quando cair a janela
Como folha desfeita
Na foz dos dedos
Encontrarei nas ervas
Uma jangada de verdura
Afagando-me os joelhos

Ficarei com os fios dos jardins
Amá-los-ei no poema com os periféricos
Pulmões dos nomes
Dóceis de árvores

Amanhã
Entre os gomos do mar
Cerca dos corais das laranjas lentas
E os polegares
Que inclinados no ígneo vento da voz
Irão percutir
Pingo a pingo
O bando de águas
Que virá beber
Nas cascas vazias
Dos meus bolsos"
Blog "Que mundo doido"
Jovem anarquista

2009, maio 01 - A pintura à óleo 'Jovem anarquista' foi exibida no blog Que mundo doido, ilustrando a poesia 'Anarquista (?!)', de autoria de Sidney Crivelari. Fragmento:


Rebelde,
Radical,
Excomungado,
Anarquista

Se lutar pela justiça,
Contra o abuso do poder comprado,
Este poder infame,
Retalhado de mentiras.
Se lutar pelos nossos direitos
é ser anarquista,
Então Mamãe,
Seu filho é um anarquista (?!)'
Blog "Bar do bardo"
Sinuca

2009, maio 01 - A pintura à óleo "Sinuca" foi exibida no blog Bar do Bardo, ilustrando três poemas, "três cenários suburbanos", de autoria de Henrique Pimenta.


"Bolero misturado com samba

"O cara vai à zona de pijama.
A linda se apaixona pelo cara.
Os dois, pois, se aconchegam numa cama
e, após, pois, se chamegam numa tara

de gosto duvidoso. O par se gama,
repete o ritual, ele não para,
deseja que deseja e faz a fama.
é a lenda da menina que dispara

da vida de puteiro suburbano,
sem máculas, no amor purificado,
por Nossa Senhorinha da Assunção.

é a lenda do senhor que é ser humano,
que acolhe sua escolha sem passado,
nas bocas da Favela Coração."
Blog "Sobreventos"
Lâmina

2009, abril 28 - Minha pintura digital "Lâmina" foi exibida no blog sobreventos, ilustrando a poesia "lâmina".

"A espada do "guerreiro branco" corta o vento insistente. Do encontro, a lâmina se gasta e o vento muda de direção. Estarão certos?"

Ícaro

2009, abril 15 - A pintura à óleo "Ícaro" foi exibida no blog O silêncio dos versos, ilustrando o poema "La cena", de Manuel Díaz Martinez, postado por Lilina Jasmin.

Blog "Os deslimites da palavra"
Menina escolhendo feijões

2009, abril 13 - Minha pintura acrílica "Menina catando feijão" foi exibida no blog Os deslimites da palavra, ilustrando a poesia "Catar feijão" de João Cabral de Mello Neto.

"Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco."
Blog provisorio em construção
Semeador

2009, março 30 - Minha pintura digital "Semeador" foi exibida no blog provisório em construção, ilustrando a poesia "O fruto que vai dar".

Plantar uma semente
e depois
ver o fruto aflorar

Plante uma semente
molhe a terra
e deixa descansar

o tempo vai dizer
a colheita
o fruto que vai dar

o fruto vai depender
da semente
que escolheu plantar
Blog "Tatuagem"
Semeador

2009, março 26 - A pintura acrílica "Semeador" foi exibida no blog Tatuagem, ilustrando o poema "Ao meio dia, inteira" da poeta Carmen Fossari.


"O outono espiou sobre teu ombro esquerdo
E os sol Já mais ameno
Tentou adentrar em raios na casa casca do caracol,
Dentre todos, o único que atingira estar
Ao topo do muro, entre o portão
E a parede alta
Aos outros, no muro aos musgos ressecados,
Trouxera o vendaval de chuva a umidade
E entre o lamaçal e a poça d'água a procissão de lesmas
Nem tão lerdas, nem tão certas
Caracoleando ao muro um mostruário
De incrustados estarem,nada mais vivaz
Que ali estarem ( antenas recolhidas).
Apenas ao topo no sol inesperado
Era de incomodo, a deixar a casa toda transparente
Do caracol ao cachecol em teu pescoço
Avisto ao ombro esquerdo o filete de sol
Ensolarado, meio zonzo sem saber onde adentrar
Se na casa sob o muro em caracol,
Se ao cachecol macio em seda que te envolve
Ao dilema do sol , sorrio eu
Pouso meu estar
não em muros
Se de pedras ou de ventos
Nem de caracóis em procissões

Nem ao filete do sol
Ensolarando este jardim
Que entre o muro e o jardim
Colhem meus olhos tu
Que do amor plantas
Os mistérios ,docemente
Como a portão aberto para a vida."
Blog "Po�tica e cotidiana"
Carregadores

2009, março 14 - A pintura à óleo "Carregadores" foi exibida no blog "poética e cotidiana", ilustrando poema de Bertold Brecht, "Perguntas de um operário letrado". Fragmento:


"Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas."
Blog "Ciranda do esquecimento"
Sátiro à noite

2009, março 11 - Foi exibida no blog Ciranda do esquecimento, ilustrando o poema "Licantropia", da poeta Laurene Veras.


"Rasga
a pele
que te engasga

Sibila
e troca de casca

Arrebenta pontos
abre cicatrizes

Puxa os fios soltos
arde em magentas
rejeita os matizes

Sê fera
medra no inadiável
e mira
o espelho inquebrantável

de ti."
Blog "Lendo poemas"
espaço interior

2009, março 09 - A pintura acrílica "espaço interior" foi exibida no blog Lendo poemas, ilustrando o poema "espaço lírico" do poeta Cassiano Ricardo, editada/postada por Jefferson Bessa.

não amo o espaço que o meu corpo ocupa
Num jardim público, num estribo de bonde.
Mas o espaço que mora em mim, luz interior.
Um espaço que é meu como uma flor

Que me nasceu por dentro, entre paredes.
Nutrido à custa de secretas sedes.
que é a forma? não o simples adorno.
não o corpo habitando o espaço, mas o espaço

Dentro do meu perfil, do meu contorno.
Que haja em mim um chão vivo em cada passo
(mesmo nas horas mais obscuras) para

Que eu possa amar a todas as criaturas.
Morte: retorno ao incriado. espaço:
Virgindade do tempo em campo verde.
Blog "varal da Laura"
Mulheres no varal

2009, março 06 - A pintura acrílica 'Lavadeiras' foi exibida no blog Blog da Laura, ilustrando poema de Pedro Bloch. Postado por Laura Peixoto.


"Nossa jaula
somos nós mesmos,
que vivemos
polindo as grades
em vez
de libertar-nos."
Escultura Monumento ao Trabalhador Rural
Monumento ao trabalhador rural

2009, março - A escultura "Monumento ao trabalhador rural" foi homenageada em poema por Freddy Diblu, através da poesia "Um causo campesinho". Fragmento:


"Quer Zé Negrim ave-marias
Um alvorecer todo de pipiras
Retrato dele é vela de sete dias
A meninada de olhar assuntado
Violas dedilhadas no trato caipiras"
Blog "Longitudes"
Pipa II

2009, fevereiro 07 - Foi exibida no blog Longitudes, ilustrando o poema "Dá corda", da poeta Nydia Bonetti.


"Dá muita corda
Deixe seu sonho voar
Ele tem pressa
Ele não pode esperar
Morre de esperar demais."
(ver a íntegra da poesia)
Blog "Em busca do phino"
Passista

2009, fevereiro 02 - Minha pintura digital "Passista" foi exibida no blog Em busca do phino, ilustrando a poesia "Pedido de demissão (a la bateria)".

A morena
enlouqueceu a
bateria, e a cadência
foi ficando para três
Blog "Confraria alternativa"
Casal III

2009, janeiro 29 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog Confraria alternativa, ilustrando a poesia "Broken hearts".

"Sem mais nem menos a vida ficou amarga, tudo era motivo de briga.......
ninguém mais se entendia......
O desejo perdeu lugar para a certeza do fim......
O drama começa......
O elo se rompeu.....O amor virou ódio.....
Os amantes tornaram-se meros conhecidos..... Cada um segue seu destino em busca de novas "aventuras"....
Alivio....Dor....Esperança......
Os sentimentos se confundem.....
O tempo da nova busca se aproxima !!!!"
Blog "Clevane Pessoa"
Anjo caído

2009, janeiro 02 - A pintura à óleo 'Anjo caído' foi exibida no blog Clevane_em_Pessoa, ilustrando o poema 'Anjo caído' de autoria de Clevane Pessoa, em diálogo criativo. Fragmento:


'abrir a boca de espanto,
cair das própria altura, em pleno voo de reconhecimento,
e sentar-se desanimado, cansado de lutar
por uma humanidade falida e inconstante...'

2009, janeiro 03 - A pintura e o poema foram republicados no blog MHário Lincoln do Brasil.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2008

Blog "Fragmentos da alma"
Poeta meditando

2008, dezembro 23 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Fragmentos da alma, ilustrando a poesia "O poeta".

"Um poeta deve ter dor
E dor onde ninguém saiba.
E deve sentir todas as dores e todos os amores que há no mundo.
Deve ter a escuridão, e deixar explodir todas as estrelas. Deve fazer nascer luz.
Deve entender de partos.
Um poeta tem que conhecer perfumes e odores.
Deve descrever sobre a Dolores e amar as suas dores.
Um poeta tem que ser forte e ardente.
Frágil e quente.
Um poeta tem que agir com a verdade, mesmo que para isso, use o fingimento.
Deve ser nobre como a beleza e plebeu como a tristeza.
Tem que usar das lágrimas para mostrar a alma.
E usar do sorriso para mostrar o destino.
Um poeta tem que salvar vidas, através da sua elegia ou da sua pornografia.
Tem que adorar o nada e o tudo.
Deve ser o próprio silêncio e ter em si todas as palavras.
Um poeta deve cortar os pulsos com flores e sobreviver com pedras.
Tem que andar no ritmo das correntezas dos rios e se escaldar nas areias como as ondas.
Deve saber observar o belo e entender o torpe.
Um poeta deve ver além do verde e do azul, tem que ver o cinza que há por três de tudo.
Deve enxergar com as mãos e o coração e sentir com os olhos e abraçar com a alma.
Um poeta deve ter em si a eternidade e jamais ostentá-la.
Deve acariciar e bater com as suas palavras.
E deve ferir com o seu silêncio.
Um poeta deve saber chorar compulsivamente ao ver o sonho do outro quebrado, e gritar silenciosamente quando o seu sonho for derrubado.
Tem que transbordar os olhos de lágrimas, todos os dias, ao ler um poema, e alegrar-se profundamente ao nascer de qualquer semente.
Um poeta deve ferir-se com a insensibilidade e vangloriar-se com as raridades sensíveis.
Deve sentir os antepassados nos bosques e praças, e respeitar os seus espíritos.
Um poeta deve ver o sol nascer e nesse momento matar sua soberba.
Deve ver o sol se pôr e aguar o orgulho de si mesmo.
Um poeta tem que olhar nos olhos. Olhar simplesmente nos olhos; nem mais para baixo, nem mais para cima.
Deve proteger os apaixonados, mesmo aqueles enganados.
Um poeta tem que admirar os rituais e jamais julgá-lo.
não precisa dançar o compasso da vida, mas deve entendê-lo.
Um poeta tem que saber que, as crianças e os velhos sabem mais que as suas rimas.
Deve gargalhar dos ecos.
Esbravejar das injustiças.
Um poeta tem que ser divinamente humano.
Compreender o divino, sentindo o humano.
Um poeta deve saber que não sabe. E ter consciência que entende.
Deve ser louco para que os deuses o proteja.
E deve ser lúcido para que o Deus o respeite.
Deve ter brilho no olhar e uma cor opaca nos lábios.
Dedos das mãos alongados e pés firmes.
E o poeta deve esquecer todas essas regras e ser simplesmente poeta."

Mulheres no varal

2008, dezembro 06 - A pintura mista "Lavadeiras" foi exibida no blog Lavando calcinhas, ilustrando o post "Lavadeiras", poema de Anabel Andrés. Postado por Lia.

Blog "Cativa do deserto"
Boteco

2008, dezembro 04 - Foi exibida no blog Cativa do Deserto, ilustrando o poema "Conversa póstuma", de autoria de Miguel do Rosário. Publicados por Camilla Lopes. Fragmento:


"de que adianta morrer
se deixas teu cheiro
e contas não pagas
em hotéis baratos
da praça Tiradentes?" [...]
Blog "Decaminho do rebolo"
Trio de amantes

2008, dezembro 03 - Minha pintura digital "Trio de amantes" foi exibida no blog Descaminho rebolo, ilustrando poesia de Shakespeare.

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor � plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.
Blog "Zingador"
Homem pássaro

2008, novembro 26 - Minha pintura acrílica da década de '80 "Homem pássaro" foi exibida no blog Zingador, ilustrando a poesia "Amor".

"Ah esse amor em meu peito
Me consome, me gasta, me revigora
Sinto que levito, estremeço
Subo, subo e as vezes não há como descer,
Apenas deslizar
Nesse caminho, não me findo, não me vou e vou
Estou emanando, rindo, gracejando
O amor me deixa como sou
Leve, fácil de entender
Inteirado, mexo em tudo
não tiro nada do lugar
O amor me prende
Relaxa-me e me deixa sem ar e depois me oxigena
Noutros momentos de solidão
O amor me transmite o pensar e adianta o sonhar
Esquecer, juntar outros sentimentos
Me encharco, me encho
Transbordo palavras,
Derramo lágrimas
Esvazio, gozo.
O amor me enaltece, lança-me por a�
E aqui estou, por onde for."
Blog "Viva a poesia"
Poeta meditando

2008, novembro 21 - Foi exibida no blog Viva a poesia, ilustrando o poema "Epitáfio para la tumba de um poeta", de José Hierro, editada pelo poeta e professor Sílvio Persivo.


"Toquei a criação com a minha testa.
Senti a criação com a minha alma.
As ondas me chamaram para o fundo.
E logo as águas se fecharam."
Blog "Verdade é, se lhe parece"
Favela

2008, novembro 21 - Minha pintura acrílica "Favela" foi exibida no blog Verdade é, se lhe parece, ilustrando a poesia "Na terra do sabiá", de Pégasus.

"Na terra onde canta o Sabiá
não tem sanhaço que resista, nem pinta-roxo
Que permaneça na esperança de viver em segurança.
Tem pardal chorando mendicância,
Assum preto discriminado...
Mas a gente vai levando, dando jeito aqui e acolá,
Na boa terra onde canta o Sabiá.
Por mais terra que percorra não encontro gente como lá!
Mas não tem João-de-barro com moradia,
Nem ninhaço de tuiuiu, vira-bosta não aposta
Que pasto busque o que há,
Na boa terra onde canta o Sabiá...
A asa branca Já se despediu de lá,
Com fome e na miséria...
Fugi com as andorinhas para o norte frio,
Mas bem-te-vi vai ficando, esperando
Com toda a fama e lama!
Sabiá, vai levando."

Beija-sapo

2008, novembro 18 - Foi exibida no blog Coluna Cultural Telescópio, do poeta e editor Every Carrara, ilustrando o poema "Verbo de Ligação" de Neida Rocha:


"A vida é vaga.
A morte é certa.
O Sol é seu.
O medo é meu.
O ninho é nosso.
A noite é longa.
A morte é certa.
A vida é breve."

Amantes

2008, novembro 18 - Foi exibida no Blog do Mikael, ilustrando o poema "Os acrobatas" de Vinícius de Moraes.

Blog "Leituras"
Poeta meditando

2008, outubro 28 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Leituras, ilustrando a poesia "O poeta".

O poeta escreve, debruçado, esquecido, alienado,
Inventa novos mundos, irreais, irracionais,
Escreve sobre sonhos, seres que habitam nas suas ilusões, mundos de emoções
Poeta sonhador.

O poeta escreve, olhando em volta, atento, revoltado,
Retrata realidades, seres que sofrem dificuldades,
Escreve sobre pobreza, racismo, fome, trabalho
Poeta relator.

O poeta escreve, sorridente, apaixonado, emocionado,
Descreve alegrias mundanas, cores, pessoas, flores, sabores,
Escreve sobre vida, nascimento, esperança, tolerância
Poeta optimista.

O poeta escreve, embriagado, coração apertado, desamor,
Conta-nos a profundidade da dor, amargura, noite interior,
Escreve sobre a morte, o frio, desesperado e sê
Poeta triste.

O poeta escreve concentrado, brincando, ouvindo a música das palavras,
Rima animado, produzindo ecos e sons,
Escreve sobre tudo, sobretudo para rimar
Poeta cantor.

O poeta escreve enamorado, outras vezes desiludido,
Conta-nos paixões, encontros, amores, também desencontros,
Escreve sobre amor etéreo ou carnal, platônico ou real
Poeta amante.

O poeta pega nas palavras, uma a uma,
E constrói sonhos, verdades, alegrias, tristezas, ritmos ou paixões
As palavras pegam no poeta, com cuidado,
Misturam-se no seu interior, saem palpitantes,
Fazem-se necessidade do poeta em se expressar, em comunicar.

J� tudo foi dito, as palavras vagueiam bem por cima de nós,
Nebulosas memórias da verdade ou luminosos espectros da vontade.
Já tudo foi dito.
Por isso o poeta pega nas palavras e diz tudo de novo, de outras formas
As palavras pegam no poeta para que as relance e ninguém esqueça.
"Fada verde"
Fada verde

2008, outubro 27 - Minha pintura digital "Fada verde" foi exibida no blog A fada verde, ilustrando a poesia "Depois".


Essa é rápida
esta é atoa
esta é minha
sem correção, tentando escrever
escrever, trabalhar, atrapalhar, viver

Depois da TV venho aqui de novo
trabalhar, atrapalhar
Depois de TeVer caio em mim de novo
trapacear, arrecadar
E quando acho que estou chegando lá...

Tenho mais umas 8 quadras pra andar.

Camarim

2008, outubro 21 - Foi exibida no blog Recanto das Letras, ilustrando o poema "Camarim", de autoria da poetisa Miriam Dutra:


"Encantam-me luzes
e neons futuristas
de um camarim.

Colo na face a máscara rosada,
arte do make-up-folhetim.

Desastre....

Nenhuma fantasia ficou bem em mim...."
Blog "Versos e perversos"
Mergulho

2008. outubro 10 - Foi exibida no blog Versos e Perversos, ilustrando o poema "Cremado", de Luciano Fraga.


"Do alto da minha soberbia
sou cinzas
sem jardins,
sem mares ou ventos,
sozinho,
rio de mim sem rodeios
em meus pensamentos,
assim
como poderei me espalhar?"
Blog "Bar do escritor"
Mesa de bar

2008, setembro 26 - A pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Bar do Escritor, do poeta e editor Giovani Iemini

Blog "Overmundo"
Homem na sarjeta

2008, setembro 17 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Overmundo, ilustrando a poesia "Pela sarjeta", de Fátima Venutti. Republicado em 2008, agosto 14 no blog "último beijo".

"Larga vala
Espelha
(sem dó)
A esfinge do ser

À prova
Macula sombras
(bestas disfarçadas)
Dissolve o tempo
Em débeis sementes
Desprende
A alma da esfera
E recria
Discursos vogais

Velhas palavras
Dúbios sentidos
De olhares inchados
De corpos retidos
E falas infamadas

Ao revés
Do meio fio
Uma sombra convence
O amanhecer
Póstumas lembranças
Relíquias escondidas
Embarcam nas bocas-de-lobo
Despedaçam
desaparecem
Ficam os olhares
Perseguindo vazios
Na mente das serpentes
(piscam rubis)

Larga vala
Pensão da escória
Luxúria da derme
Que acolhe e recolhe
Podres vômitos sociais."
Blog Poesia para poucos
Amantes

2008, setembro 16 - Minha escultura em cimento "Amantes" foi exibida no blog Poesia para poucos, ilustrando a poesia "representação do amor na idade da pedra esculpida".


Lasco pedra
e parto ao meio
o cio que veio
e agora espera
do amor o casco.

Tasco pedra
no vazio do prato
e dou a comida
mais cabo que rabo
lambendo os cascos.

Masco os fumos
das fêmeas
na língua do frêmito
que evapora no calor
das horas gozosas.

No cume do molde
me vejo em névoa
na ponta da pedra:
escultura ou só barro
quente em orgasmo?

Findo e fundo o afã,
não há respostas
por quê acamados
da fúria até a calma
amantes, cio e pele.
Blog "Overmundo"
Amantes

2008, setembro 14 - Minha pintura à óleo 'Amantes' foi exibida no site 'Overmundo', ilustrando a poesia 'Credo', de autoria de Saavedra Valentim.

'Acreditei em seu amor
Feri-me profundamente.

A lâmina de sua traição
Perfurou órgão vital da minha morte!
Fratura exposta de um coração dilacerado,
Peito aberto, alma fechada.

Encarcerado, ainda,
Talvez sempre o seja,
Sentença de um tribunal tendencioso,
Que o vitimado condena!

Mortalmente ferido,
Amor ainda exala,
Esse coração desavergonhado,
Mesmo esnobado, pisoteado.

Mar de lágrimas rubras
Manchou minhalma límpida,
Jorrou-me fervente na face,
Abriu ferida, dor imensa.
Restou profunda cicatriz,
Certificado de desilusões vividas,
Vida mortificada em vida.

Abduzida a outros sonhos,
A outros amores, desamores.
Rosa escarlate, pétalas macias,
Cujo néctar oferece barato
A qualquer zangão, sedento.

Doçura outrora,
Fel agora,
Veneno amanhã!

Tento livrar-me das amarras,
Mas suas garras cravam-me,
Como uma águia voraz,
E conduz-me ao alto,
Ao etéreo, ao divino,
Em seu ninho dividido.

Sem piedade conduz-me
Ao espaço sem destino.
Resgata-me do passado,
Aprisiona-me no eterno,
Tortura-me no presente.

Com futuro incerto,
Com uma única certeza:
Eu, simples mortal,
A mendigar uma gota desse néctar,
Que provoca delícias aos "Deuses",
Em troca, oferendas de puro ouro,
Contraste ao meu pobre amor pobre,
Com certeza, opaco aos seus olhos,
Visto ser metal barato, que não reluz.'
Blog "HF diante do espelho"
Beira do rio

2008, setembro 04 - Foi exibida no blog HF diante do espelho, ilustrando o poema "Cascata", da poetisa Hercília Fernandes.


'Há um travo na garganta
e um travo nos olhos.

Um metro de lâmina
e uma granula de ópio.

há uma palavra não-dita
e um silêncio gritante.

Uma ponte escondida
e um chinelo azul verdejante.

há uma roda viva
e um mar morto

Uma verdade esculpida
e um cavalo solto.

há coisas para serem ditas
umas - outras - melhoradas...

Uma lágrima fingida
um riacho cheio d'alma:

sebo
nervo
alheio

em cascata.'
Blog Transversal do tempo"
Poeta meditando

2008, setembro 03 - Foi exibida no blog "Transversal do tempo", da poetisa Renata Maria, ilustrando o poema "Ficção":


"Tentei ser triste num país sem nome.
Voltei de lá sem saber o que é saudade.
Fui para minha terra onde sorrir é invenção.
E o poeta de lá sou eu sim, senhor."
Blog "Enfim � o que tem"
Forró

2008, agosto 31 - Foram exibidos o poema e a pintura no blog Enfim! é o que tem pra hoje, do filósofo e editor Paulo Braccini.

Blog "Tatuagem"
Ninfas dançando

2008, julho 22 - Exibida no blog Tatuagem, da poeta Carmen Fossari, onde ilustrou a poesia "Ilha feminina". Fragmento:


"O mundo feminino
Abre-se de úteros
Como as folhas em pétalas
Que amanhecem
Jardins, mundos, infâncias, flores
O universo adulto do corpo amoroso
Comportando outro corpo
Da luz lasciva de todos os tatos
Os sentidos, a intuição
O homem barro macerado
Que habita seu mundo
De dança e música

O feminino,nossa identidade
carregamos na história
Tantas estórias de dores
Que um ser, por qualidade
De gênero amalgamou
Nas paredes do mundo
nãos imperativos,
Revelações semânticas
do femina
A fome
A dor
A pobreza
A miséria
A intolerância
A guerra

Mas o tecido involucrável
Descobrindo em nudez
A palavra mulher
Tece em desejos

A paz
A alegria
A fartura
A riqueza
A tolerância
A criação

Aos mapas ortográficos
As veias onde pulsam
O ser feminino, Mulher
O masculino ser, Homem

Indicam a geografia
De país algum
Que não o construído
De ventos e sonhos
De vísceras e suores
De esperanças e lágrimas

Ao fogo que acende
As almas, quando anoitece
O corpo abrirá seus braços
Aos abraços
Femininamente amorosos
Ao masculino homem
Tão frágil quanto a fragilidade
que enunciou da mulher
pelos confins dos tempos."
Blog "Achamarte"
Burquinha

2008, julho 17 - Foi exibida no blog Achamarte, da poetisa e editora Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Burquinha":


"Bom o tempo-que-rola
nas bolinhas-de mundo-miniatura.
Cada bola-de-gude parece uma planeta,
uma beleza de olhar.
Longe uma voz chama:
-"Menino, venha Já para casa"...
O susto aponta o tempo-que passou
num instante, como-é-que-pode?
Meninos debandam.
Uns, transidos de medo, sabem que vão apanhar.
Mas amanhã...ah, o mundo encantado
recomeça..."

2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.
Blog "Achamarte"
Parada de ônibus

2008, julho 17 - Foi exibida no blog Achamarte, da poetisa e editora Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Parada de ônibus":


"A idade se repete nas filas
dos ônibus.
A ansiedade, a agonia, o medo do atraso,
a vontade de chegar em casa,
a necessidade de fugir,
o passeio esperado,
o desejo de abraçar os bem-amados,
tudo é somado, pedaços de conversa,
celulares e retalhos de assuntos,
expostos quais frutas em banca de feira.
nenhum pudor em xingar, reclamar, se desculpar:
cada um tem sua musiquinha, uns jogam ,
outras consultam recados...
E o tempo urge, ruge,, a turma/turba reage,
um coletivo passou sem parar.
"É porque não pago mais passagem", treme o idoso
ao desabafar.
Alguém tem cólicas, uma das mulheres se encolhe,
cai ao chão e começa a dar à luz.
Um trombadinha aproveita a confusão
e bate a carteira de alguém.
Fulaninho nasce ali mesmo:
um dia ele também estará numa fila, esperando
ônibus.
Na parada em movimento.
O dia quer dormir, a noite começa a esperar
também...
E com ela, os trabalhadores da noite, os boêmios e os
insones
a esperar outros ônibus..."

2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.

Blog "Ultimagotad"
Salto

2008, julho 09 - A pintura digital "Salto" ilustrou o blog ULTIMAGOTAD, texto da artista radassi. Fragmento:


"Tudo mesmo tem um por que?
Tudo pode acontecer?
As coisas acontecem por acaso?
Ou porque está escrito?
E o descaso vem ao acaso?
Enfrentar vale mesmo apena?
Saber o que vai acontecer é bom?
Ou não saber e seja o que Deus quiser - melhor?
Aventura ou desventura?
Apropriar ou aprovar?
Criticar é ajudar?
E se agravar a situação?
Ausência ou presença?
E o tempo?
RESPONDE?"
Blog "Nada agradável"
Lâmina

2008, junho 16 - Minha pintura digital "Lâmina" foi exibida no blog Nada agradável, ilustrando a poesia "Lâmina querida".

"Levante-se é hora
Precisamos achar um lugar melhor pra nos esconder
Decida-se
Eu preciso saber eu preciso saber hoje a noite

doce e divina
minha navalha
doce e divina
lâmina brilhante

Paciência minha querida
Podemos passar a vida toda esperando aqui
Talvez dessa vez
Eu espero ter chance de dizer adeus

Dia após dia
cortando
Dia após dia
Mas de qualquer jeito

doce e divina
minha navalha
doce e divina
lâmina brilhante

Paciência minha querida
Podemos passar a vida toda esperando aqui
Talvez dessa vez
Eu espero ter chance de dizer adeus

doce e divina
lâmina brilhante...

Eu particularmente acho uma coisa ridícula...
Mas estou em fase........."
Blog Poemas e poesias
Favela

2008, junho 07 - Minha pintura acrílica "Favela" foi exibida no blog Poemas e poesias, ilustrando a poesia “Morro".

Do que morro,
Se moro no morro?
Pela manhã ponho meu gorro
E desço as ruelas pro sorvo.
Ouço gritos, corro
E peço socorro.
Tiros no povo, o jorro…
De sangue pelo corpo.
Em braços e pernas o porro.
Vejo casas sem forro.
Mas, na favela tudo é torvo
Nas vielas, no beco torto
Há gente morta que alimenta o corvo.
Então, cadê a áurea e o forro?
No morro? Eu morro,
Do apelido zorro.
Blog "val�ria Eik"
Casal III

2008, junho 01 - Imagem publicada na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando o poema "Modo de amar" da poetisa Astrid Cabral. Trecho do poema:


"Amor com tremor de terra
abalando montanhas e minérios
nas entranhas da minha carne.
Amor como relâmpago e sóis
inaugurando auroras
ou ateando faíscas e incêndios
nas trevas da minha noite.
Amor como açudes sangrando
ou caudais e tempestades
despencando dilúvios.
E não me falem de ruínas
nem de cinzas, nem de lama. "
Blog "val�ria Eik"
Moça nua

2008, junho 01 - Imagem publicada na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando o poema "Redentoras", do poeta Erorci Santana. Trecho do poema:


"Sejam as mulheres como as rosas
ou como as aquarelas,
quando estão conosco, quando não,
quando vibram, quando alegram,
quando doem, quando vêm e quando vão,
quando sobem as ladeiras,
quando descem passarelas.

Tragam com elas os incorruptíveis
sinais da beleza, ainda que se saiba
impossível sua erupção
fora da alma feminina, do corpo da mulher,
esse vulcão que trabalha nosso desatino,
faz a nossa inelutável rendição.

Ainda que se pense em mar, em céu,
no incrível arco multicor, no ar
que impregna a flora e balança
os frutos verdes após a chuva.

E até no rodopio do ciclone,
que louva Deus bailando
sua aterradora e tresloucada dança,
nas noites austrais, nas auroras boreais,
numa explosão de luzes no setentrião.

Nada disso ou tudo isso sequer
supera uma lembrança de mulher.

Fora de seu riso e de seu colo,
não há razão de ser, nem como florescer
a magia, a poesia, o êxtase, a canção.

Chame-se então deslumbramento
a essa compulsória devoção.
E nesse diapasão lírico,
celebro as que se foram,
cuja ausência confrange o coração,
as que esperam e acenam da janela, aquelas
que virão mitigar a dor de existir,
reinventar a fúria sagrada do amor.

As que passam majestáticas
e a gente acompanha com o olhar refém.
Aquelas que apesar de entusiasmo e de desvelo
só nos dão o seu desdém.

As que não são vilãs, nem heroínas,
nem escravas, nem rainhas, nem fundamentais;
algo mais que a sina feminina
ou a maioridade que a elas se negou.
não se diga "bela esta mulher"
porém bonita sua própria condição.

Surpreendam sempre como o plenilúnio,
o arco-íris, o solstício de verão,
não falte nesse comovido poema
uma voz aveludada, uma mecha de cabelo,
os opulentos seios das hollywoodianas,
as pernas de garça das nordestinas,
a imensa tristeza das chinesas de pés pequenos.

Dá-se às mulheres o leme do mundo, deixem-nas
recuperar o sentido perdido da ternura,
apontar um outro rumo, à margem
da brutalidade, da carnificina masculina,
uma trégua para repensar se vale a pena
parir e amamentar mísseis e canhões.

Dá-se a elas o sonho do homem e grande
e do menino; dá-se às mulheres-mães o direito
de intervir no conselho de guerra das nações,
o direito de escolha além da irracionalidade viril
e da imbecil mutilação dos homens tolos.

Que além de toda dor e corrupção
cinja-se o corpo da mulher
ao corpo do poema, e de ambos
não se aparte a beleza suprema.

Vão à vosso esmero, estilistas da confecção!
Esse corpo de mulher, divino e magistral,
só precisa de raio solar, folha de parreira.

Mas dá-se a elas bons frascos de perfume,
batons variegados, provocantes lingeries,
vestidos de organdi.
Dá-se a elas inclusive a ilusão
de que precisam de séquito, vestais,
de algo mais que a generosidade
de suas curvas, que a seda de suas peles.

Deixem-nas pensar que podem superar
a grandeza de sua própria criação.

Sejam bem amadas as amantes,
orquestrados com cuidado seus suspiros
inebriados, os frágeis cristais e os apelos
de sua carne insaciada.

Sejam os rompantes das mal amadas
amparados com carícias em dosséis
e o fogo que elas trazem represado
arda nos flancos, ao galope dos corcéis.

Sejam como as rosas abertas,
cintilantes, despudoradas, acesas
ou como aquelas fechadas,
grávidas de promessas e belezas.

Sejam gráceis, redentoras.
Sejam salvação."
Blog do escritor
Violeiro

2008, maio 18 - Minha pintura digital "Violeiro" foi exibida no Blog do escritor, ilustrando a poesia "Menino violeiro" de Jairo de Lima Alves.

"Vi uma coisa bonita que alegrou meu coração:
um menino violeiro num canal de televisão...
Thiago Henrique tocava movido de emoção,
a plateia toda aplaudia num gesto de gratidão.

Com sete anos apenas dedilhando uma viola,
em "sonho de violeiro" que apareceu agora;
o menino vai tocando e a cada dia melhora...
é um dom de Deus, sem precisar de escola.

A viola vai tinindo, ele mostra o seu valor...
o sorriso de criança desabrocha com amor;
na alma a simplicidade que veio do interior,
"isso é coisa de Deus", como disse o locutor.

O menino da viola merece o nosso carinho,
ele é um grande prodígio, tocando o seu pinho.
Faz proezas nas dez cordas, com o papaizinho...
o menino violeiro vai seguindo o seu caminho."
Blog "Moçambicanto"
"Argudão"

2008, abril 27 - Minha pintura acrílica "Argudão" foi exibida no blog Moçambicanto, ilustrando a poesia "Gente a trouxe-mouxe".

"Gente à trouxe-mouxe da má sorte
calcorreia a pátria asilando-se onde
não cheira a bafo
de bazucadas.

Gente que gastronomiza
desapetitosos bifes de cascas
guisados de raízes ao natural
e sobremesas de capim seco.

Gente dessedentando martírios
nos charcos se chover.
...
ou a pé descalço dançando.
A castiça folia.
Das minas."
Blog "Orgasmaravalha-me"
Boteco

2008, abril 11 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog "Orgasmaravalha-me", ilustrando a poesia "bom dia, tristeza".


"bom dia, tristeza!
que tarde, tristeza!
você veio hoje me ver.
Já estava ficando até meio triste
de estar tanto tempo longe de você.
se chegue, tristeza!
se sente comigo
aqui nessa mesa de bar,
beba do meu copo,
me dá o seu ombro
que é pra eu chorar:
chorar de tristeza,
tristeza de amar."
Blog "Cirando do esquecimento"
Sátiros e ninfas

2008, março 31 - Poeta: Manuel Bocage, Poema: "Epitáfio para um sátiro", Blog: Pirulin lulin lulin, postado por Laurene Veras


"Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia é o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
Blog "Valéria Eik"
Poeta meditando

2008, março - Foi exibida na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando poema "Recusa poética", do poeta: Ricardo Mainieri.


"A poesia foi recusada
quando buscava emprego.

Simplesmente queria mostrar-se
aos olhos sensíveis
sem remuneração nem aplausos.

Precisava ela adereços
escrita automática
provocar o estranhamento
nas entranhas dos leitores?

Ser pós, neo-barroca, intertextual?

não poderia ser simples
refletir a sina diária
na voz do homem sufocado
pela cidade & suas sequelas.

não há vagas dizia Gullar
apenas feiticeiros da linguagem
e suas pirotecnias..."

Forró

2008, fevereiro 27 - Foi exibido no site Recanto das letras, ilustrando o poema "Forró na fazenda", da poetisa Sônia Maria Cidreira de Farias. Fragmento:


"O forró lá na fazenda
vai até as altas horas
Invadindo a moenda
Sacudindo as senhoras!

Até o galo vem dançar
co'a galinha carijó
Esta a cacarejar...
dá um nº em seu gogó!

A água e o cavalo
gostam de se esfregar
E no meio do embalo
Já começam a namorar!

....

Se você quer ser feliz
seja simples por favor
Ouve a vida que lhe diz...
"Só cultive o amor"!"
Blog "Cultura livre"
Lavadeira

2008, fevereiro 20 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no blog Cultura livre, ilustrando a poesia "Mãe lavadeira", de Mírian Warttusch.


"Fechei os olhos, ouvindo o som do bate-bate
E enquanto eu ainda dormia, tão quentinho,
Minha mãe Já há horas enfrentava o tanque,
será que eu merecia ficar recolhidinho?

Levantei depressa e resolvi que a minha mãe
Estava muito cansada de tanto trabalhar
E de fininho, fui saindo pelas ruas da favela
E cheguei à cidade resolvido a mendigar

Estendi minha mãozinha suja de poeira,
Meus pés descalços doíam de tanto caminhar
Alguns passavam, sem nem pra mim olhar,

Mas outros tiveram pena e na minha mãozinha,
Colocaram, sim, uma pequena moedinha,
Que levei correndo para minha mãe, a lavadeira"
Blog "Teia de palavras"
Sinuca

2008, fevereiro 05 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras.


"O jogo na mesa
Um taco
Noite inteira
Conduzindo aspirações
Para a caçapa
Vontade numa tacada
Certeira
Matreira
Firmar a ponteira
Desce uma talagada
Da pinga de primeira
Ponto final..."
Blog Valéria Eik"
Amantes

2008, fevereiro - Esta pintura foi exibida na revista eletrônica Conexão Maringá, ilustrando a poesia "O Corpo Restituído", de  Américo Teixeira Moreira.


"E ninguém saberá onde toco
quando os meus dedos súbitos
cantam no meio de uma aranha
ameaçada, a receber a feliz oferta
de um exercício silencioso.
Seràs consumida como uma fértil
rosa encrespada sobre as minhas nádegas
entorpecidamente duras e o tépido
contorno das tuas coxas projectadas
de encontro ao instinto selvagem
que assim morre vivo
deliciosamente exausto como uma
pétala delicada no recolhimento
das pálpebras ensonadas.
Tudo, meu amor, está nas nossas mãos:
esta harpa tranquila e delicada
estranhamente desnudada pelo êxtase dos dedos
em busca de uma laranja posicionada
para ser repartida nos
seus gomos sumarentos de fantasia.
Vacilante e mordente cais dissipada como
se fosses um estalido,
um sopro adormecido pela minha baba
opiária. Então amorosamente beijo
o teu sexo desvairado na simbologia
da passagem do sagrado para o profano
de uma identidade, de um novo caminho.
Assim renascidos da vertigem dessacralizada
seremos a transumância dos amantes primitivos. "
Blog "Teia de palavras"
Esperando clientes III

2008, janeiro 19 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras.


"Os carros passam lentamente, observando a mercadoria, avaliando e alimentando o desejo... Coxas, seios, bocas à mostra, oferta do "móvel" que tem para todos os gostos taras e fetiches. Negociações e acordos, ela quer o dinheiro, ele quer o resgate do desejo que por algum tempo foi sepultado..."
Blog "Site de poesias"
Amantes

2008, janeiro 14 - Minha pintura acrílica "Amantes" foi exibida no blog Site de poesias, ilustrando a poesia "Pura sedução".


"No tom da tua voz,
Lapido meus desejos,
Rompo meus medos,
Em pura sedução!

Boca entreaberta,
A balbuciar teu nome,
Num sussurro constante,
Um apelo pertinente:
Abuses de mim!

Meus seios,
Teus montes;
Mamilos duros;
Picos do Everest,
A te implorar sucção!

Meu ventre,
Teu mapa;
Tua trilha,
Tua entrada;
Suporte do teu mastro,
E da tua bandeira Hasteada!

No tom da tua voz,
Em suma, SEDUÇÃO!"

Boteco

2008, janeiro 07 - Poeta: Lipe Du, Blog: Poesia vã.


"O abrigar de uma nuvem...
Céu ensolarado e mais um dia de curtição.
Sem um sundown
Pedimos sombra, pelo amor de deus!
e tentamos tapar-lhe
Sol!
Sugerimos isso e aquilo outro
Bate-boca amigável
Conta-se a novidade de ontem
O noticiado que apenas um viu e se
encarregou de passar...
Antenas!
A louca foi presa,
O ministro fez uma piada infeliz...
Queremos mais e mais,
Ali na esquina mais um copo
e mais música
e um boteco que acaba de abrir serve de refugio aos nossos anseios de fim de semana
Tanta expectativa pra dois únicos dias
Queria é mais"
Blog "Tatuagem"
Abstrato

2008, janeiro 04 - Poeta: Carmen Fossari, Blog: Tatuagem, Poema: "Vento", reproduzido aqui apenas um fragmento:


V
Ventania na litania
Impalpável das membranas
úteras que te constroem desde sempre
Argamassa de pesadas dores
Umbilical cordão da humanidade
Que aterra teu invólucro e te faz
Presa de ti mesmo
Desde o lado que mastigas
As migalhas da escuridão de outras pessoas
O olho que vislumbra da ampla claridade
A centelha oclusa em breu
Ao canto alojada sendo de outro ser
A tua mesma cicatriz de escuridão
Tento eu tentáculos atravessar
A cortina férrea, onde fincas teu estar.
Talvez eu mesma em crendo a claridade
Por tentar transpor esta barreira
Seja da instransponível mediação
A luz oclusa aterrada ao que passou. [...]

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2007

Blog "A lanterna mágica"
Amantes

2007, novembro 30 - Minha pintura acrílica "Amantes" foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando a poesia "Predileta".

"Minha cadeira predileta
é a que me senta kama-
sutra e goza, e treme sobre-
mesa, ultra orgasmo faz
me ter dentro, e tesa sai
de quatro.
é coisa viva e não
tela, predileta a cadeira,
pó de lata pede força
ao fazer no ato até a força se perder."
Blog "Teia de palavras"
Moça

2007, novembro 6 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras:


"Vivia assim... Sacudida pelo despertar do relógio, no trem lotado e também pelas dificuldades que existiam depois da porta. Era impiedosamente sacudida, pelo homem que com ela sobrevivia... Sacudia no Samba de Fevereiro, sacudia a roupa para secar no varal. Finalmente, não mais agüentando tanta sacudidela, num dia comum de semana, sacudiu da janela do último andar onde trabalhava, espatifando-se no chão num embate final."
Blog "das Artes"
Favela

2007, novembro 6 - Poetisa: Casti, Blogue das artes


"O abrigo desordenado
Improvisado
Favela
Menino descalçado
Duro percalço
Driblando a vida
A bola
Rolando na viela
A realidade revela
Bala zunindo
Indiscriminada
Pra muito homem
Pouca vela..."
Blog "A lanterna"
Moça azul

2007, outubro 26 - Minha pintura acrílica "Moça azul" (Década de '80) foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando a poesia "Mar de volta".


"Entre mar e pedra tocam-se
alga e espuma, eco e silêncio:
e é uma linha tênue a do grito
quando fere a pedra o mar.

são palavras as cantigas humanas,
também os gestos que esculpem a natureza
do sorriso, da lágrima, qualquer cor
guardada na memória após a ressaca.

há uma donzela na borda do oceano,
na ponte, no alto, com olhos longe:
ela quase pode tocar o céu, quase cair no mar
tão alto, tão alto, e tão longe seu sonho.

Espera uma resposta da água, no horizonte,
espera ser parte da pedra onde repousa seu sono É
o que retorna dos dias é sua imagem refletida,
aguardando um amor que não voltará."
Blog "A lanterna mágica"
Amantes II

2007, outubro 19 - Minha pintura à óleo "Amantes" foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando o post "Para quando faltar o amor".

Queria eu saber o que faz um pensamento
explodir e confundir
para qualquer momento aparecer
ao que me parece ser
na possibilidade do acontecer
o objeto no ser amado a surgir
pele e coração mais que um invento:

tÃo real a lembrança de quem se foi
na permanência do objeto, que fica
a aparência de sua dona ali conter
e faz morrer um sonho qualquer
e, logo, dar-se em vida na palavra
trancada, antes palavra ao pó do ouvido,
motivo para um poema de amor,
na falta de quando ela se for.

Se posso dar liberdade letra-a-letra
ao meus devaneios de amor por gota-
a gota tocando meus neurÔnios a lembrar
que Já suamos nossos corpos e sanamos
nossas dores em meio a tanto grunhido,
de tamanho cio, esse grão aos animais
da palavra incompleta que nos faz tais
a cada um que ama e rola de sexo-a-sexo.

Mas você, no fim de tudo, sumiu e ficou
o pensamento no objeto qualquer que te faz
aparecer, explodindo e confundindo,
no desejo de você onde foi a hora íntima,
na noite veloz acontecer - eu a perceber,
por assim dizer, nús sem nenhum
pensamento, como fazem os bichos
com suas naturezas e sem nenhum objeto,
apenas um e outro, apenas eu e você.

Amantes

2007, outubro 15 - Poetisa: Maria Luiza D'Errico Nieto, Blog: Recando das letras
Poema: "Meu querer"


'Meu querer...
É sonho de amores
toma forma de flores
veste-se de cores
banha-se de olores
desfruta-se em del�cias
na troca de carícias
da ovelha em balidos
� espera do lobo
para soltar mais gemidos.'
Blog "Literatua, amor e erotismo"
Nua

2007, setembro 5 - Minha pintura acrílica "Nua" foi exibida no blog "Literatura: amor e erotismo" ilustrando a poesia "Poema erótico" de Manuel Bandeira, postado por Karina Calado.


"Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...

Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo branco e macio
é como um véu de noivado...

Teu corpo É pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...

Teu corpo É chama e flameja
Como À tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia de água e da chama...

A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...

Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira..."
Blog "RosÂngela Aliberti"
Lavadeira

2007, setembro 05 - Minha pintura "Lavadeira" Ilustrou poema de Fernando Pessoa no blog da editora e poetisa Rosângela Aliberti.


"A lavadeira no tanque
Bate roupa em pedra bem.
Canta porque canta e é triste
Porque canta porque existe;
Por isso é alegre também.

Ora se eu alguma vez
Pudesse fazer nos versos
O que a essa roupa ela fez,
Eu perdeira talvez
Os meus destinos diversos.

há uma grande unidade
Em, sem pensar nem razão,
E até cantando a metade,
Bater roupa em realidade...
Quem me lava o coração?"

Fernando Pessoa
15-9-1933
Blog "Literatura. amor e erotismo"
Trio de amantes

2007, setembro 04 - A pintura digital "Trio de amantes" foi exibida no blog Literatura, amor e erotismo, ilustrando a poesia "Boceta", de autoria de Karina Calado.


"da entrada À entranha
dessa eterna
morada
da morte diária
molhada
de mim
desde dentro
o tempo
acaba

entre lábio e lábio
de mucosa rÓsea
que abro
e me abra
lá cabe
o tronco
o membro
acaba o tempo"
Blog "Valéria Eik"
Abstrato

2007, setembro - Minha pintura abstrata foi exibida na revista eletrônica Conexão Maringá, ilustrando a poesia "O pai a flecha a gosto", de Clodomir Monteiro.


"Quem gera a flecha octogonal
I
Introdução do pai outono
o pai na flecha que o define
não finda o fim de quem o tem
se quem não tem vivo o seu arco
vive a procura pela haste
arremessada sem a ponta
II
constante arte armadeira
constante a haste de madeira
provida pedra aguçada
pontuda tem inconstante ferro
fleche a origem fala mecha
penas ou barbas nesta langue
III
objeto forma da flecha
se quem ataca quer vencer
munida vem de um entalhe
adaptado à corda d`arco
o pai será bem conformado
ele objeto flecha e seta
IV
pai geometria octogonal
a quem do raio perpendicular
à corda o pai acerta geometria
flecha jungida entre esta e o arco
gera figura a outra flecha bela
da natureza parteira da vida
V
na arquitetura dos arque dutos
agulha de piramidal remate
da torre igreja obra sacro oficio
templo arquiteto demais edifícios
o pai agulha construtor profano
provê fachada santos aquedutos
VI
paterna construção mecânica
Pai curvatura viga que situa
peça obediente transversal esforço
integra inteiro o seu comprimento
é largura abaixo e acima flutua
não cria só com a terra mãe atua
VII
reina sagittaria montevidensis
na embocadura também reina flecha
do pai rebento enxerto terminal
flecha galocha a proteger a brecha
inflorescência fogo das gramíneas
pai planta aquática ornamental
VIII
botão da paternidade botânica
sinal do desenho certeira flecha
durante a vida educa e dirige
pai quase sempre martim - pescador.
busca comida outonando amor
flecha de parto filho pai revive"
Blog "Valéria Eik"
Moça dormindo

2007, setembro - Minha pintura digital "Moça dormindo" ilustrou a poesia "Esposa", de Benílson Toniolo, publicada na revista eletrônica Conexão Maringá.


"Meu olho cravado na treva do teu gozo
Sobre as pernas te sustento madrugada afora
Um alfabeto inteiro pra traduzir-te um sussurro
Que exala da ressecada saliva
Desenha o balé das ondas com teu dorso descoberto
E as estrelas dos teus centros se dilatam
Cegamente vagueiam e arfam os poros
Um sol imenso escancara o riso fácil que buscavas

Repousa então o caule inerte do teu corpo
Sobre a tênue luz da minha pele libertada"
Blog "Teia de palavras"
Janta

2007, agosto 21 - Minha pintura acrílica "Janta" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti


"Prato fundo
Janta minguada
Temperada em silêncio
Vela chorada
No breu da solidão
Lida infinda
Onde o diabo
não perdeu as botas
Onde a fome se aloja
Na barriga
Dos irmãos...
Família grande
Pai autoritário
Coração duro
Mandacaru puro
Com tempo certo
Antes da janta
Agradecendo
difícil vida
Murmurada
Em decorada
Oração..."
Blog "Teia de palavras"
'Minina Barreno'

2007, junho 27 - Minha pintura acrílica "Minina barreno" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando a poesia "Teias do dia"


"E ela resolveu em dia comum colocar mais tempero na panela... Mexeu nos frascos procurando cheiro forte, cores vivas e uma inquietante receita começou a borbulhar no caldeirão... Algumas vezes era preciso tirar o avental, troca-lo por pérolas e saltos... A futilidade em medida proporcional ao cotidiano era essencial para não deixar o cheiro da cebola provocar lágrimas além das necessidades..."
Blog "Lugar onde"
Monumento ao Trabalhador

2007, junho 19 - Minha escultura "Monumento ao trabalhador rural" foi exibida no blog Lugar Onde, ilustrando a poesia "A velha enxada", de Jaime Umbelino.

"Foi-te cair nas mãos a velha enxada,
De teus avàs herança que ficou,
E que, por falta de uso, enferrujou,
Posta de canto, só e abandonada.

Na terra, agora inculta, onde cavou,
Muita flor viu abrir, numa alvorada,
E de pão viu sair muita fornada,
Das espigas que o Sol a rir dourou...

Mas tu, que por acaso a encontraste,
Sem teres contido o espanto que mostraste,
Nem bem saberes por onde lhe pegar,

não vá pô-la de novo no seu canto!
Tira-a do chão, como se fosse um santo,
E põe-na, com respeito, num altar..."
Blog "Teia de palavras"
Lavadeira

2007, junho 18 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti.


"Tanta roupa
Olha o sabão
Orçamento
Pouco tostão...
Esfrega
O futuro
Cheiroso
Preocupado
Em bolhas
De sabão."
Blog "RosÂngela Aliberti"
Trigo

2007, junho 10 - Minha pintura acrílica "Trigo" foi exibida no blog "Rosângela Aliberti", ilustrando micro-poesias "Um pouco de Poetrix VII", de Rosângela Aliberti.

Aspiro Letras

Leio Poesias
Sem odor nem cifras
Vagando no(s) espaço(s)
...
CleptoPOEMANIAS nas cabeceiras

Passos irresistíveis...
passeios de mãos... nos versos
revirando criados-mudos
...
Caminhos da Cura

Curar a si mesmo
é preciso
Para auxiliar a quem precisa

...
às SombraS

Quando tu permitires
caminharam... contigo
pequeninos candeeiros
...
LOUVO O PÃO

Sagrado Alimento
Pão Nosso em bagos
Letras de Esper@nça
...
Sagrado Pão Nosso de cada dia

Quinze bagos de trigo:
E S P E R A N Ç A
Poesia... Ave Marias!!!
...
Incógnitas

Nasceram Poemas
dos punhos dos Zé-Ninguém
(in)visivelmente mágicos
...
Arquivo X

há candidatos: confesse
a ETs na orbe terrestre
- Quem não leva jeito?!
...
CICLOPE

Tirou o óculos
olhando para o espelho
morreu pulveriZado
...
Línguas de sogra

não tenho mais 1 sogra?
tenho a língua doce
Gosto de sogras
...
Pedacinhos de coração

Para trocar letras
(minh)a caneta estará contigo
sempre livre para duetar
Blog pedacinhos de mim
Lavadeiras

2007, junho 10 - Minha pintura acrílica "Lavadeiras" foi exibida no blog Pedacinhos de mim, ilustrando poesia.

Água jorrando brilhante
Mulheres pra lá e pra cá
Histórias de amores contadas
A roupa molhada batendo na tábua
Vai sendo lavada, devagar...
Tão devagar que parece que o tempo...
Cadê o tempo, meu Deus!
Blog "Cantares de amigo"
Ícaro

2007, maio 12 - Foi exibida no blog Cantares de amigo, ilustrando o poema "Ícaro", do poeta Al Berto (avelaneiraflorida)


"Aprendeu a separar o nocturno zinabre
do transumante desejo e poro a poro o dia
larga sobre a pele os perfumes da terra
e o tempo cobre-se de cardos em cinza

tem o olhar escondido na inquietação da luz
guarda no peito o sossego dormente das pedras
um ombro de sombra dá-lhe frescor à boca

mas se ao morrer o abrissem ao meio
nada encontrariam
nem vàsceras nem ossos nem sangue
apenas poalha de água
e a dor da infindável travessia"
Blog "Maria vai com as ostras"

Serpentes voadoras

2007, maio 04 - Poetisa: Maria Ostra, Maria vai com as Ostras, Poema: 'A cobra'


'despe
a
pele
a
pouco
e
pouco
barulho
:p'
Blog "Livro de cabeceira"
Mulheres no varal

2007, abril 29 - Minha pintura à óleo "Mulheres no varal" foi exibida no blog Livro de cabeceira, ilustrando a poesia "Vozes bugras", de Anabel Andràs


"são vozes de resistência
Vozes que trazem a reverberação de antigas vozes
Indígenas, africanas, ibéricas:
Vozes raízes
Vozes escravizadas, fugidas, rebeladas, indomadas,
por mais abusadas que tenham sido
Vozes mestiças: caboclas, cafuzas, mamelucas, mulatas
Vozes camponesas, urbanas, suburbanas
Que continuam a ecoar
em cada mulher deste Brasil
são vozes geradas no ventre da Grande Mãe
Vozes de guerreiras
Que nunca deixam de sonhar
E de celebrar a vida
Vozes que o tempo não há de calar
há de festejar"
Blog "Cultura popular"
Boteco

2007, abril 25 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Cultura Popular, ilustrando a poesia "A eterna dúvida":


"Certa vez eu parei perto de um bar bem longe daqui,
Se não for engano meu,
Eu pedi uma pinga com mel de pequi.
Nem me lembro se fui só pra tomar aquilo,
Ou se estava mesmo disposto a curtir.
Olhei pra todos os cantos
E reparei num bêbado ali do meu lado.
Se não me engano ele estava em pó,
Ou será que estava sentado?
Só me lembro que ele recitava uma poesia,
Com charme de menino apaixonado.
Acho que pedi outra dose
Daquilo que estava tomando,
E o bêbado ali do meu lado
Continuava recitando.
Talvez eu não tivesse nada melhor pra fazer
Ou estivesse realmente gostando.
Acho que ele falava de amor,
Talvez de um amor que ali mesmo nasceu.
Ou então poderia ser
De um amor que ali se perdeu.
Mas se não for engano meu,
Talvez eu estava o tempo todo ali sozinho
E aquele bêbado era eu."
Blog "Teia de palavras"
Forró

2007, abril 12 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti


"Dá um "cheiro"
"Arretado"
Faz uma rima
Com sorte
Arreganha
Um sorriso
Luz do archote
Lasca um beijo
No cangote
Pesa o passeio
Da mão
No corpo
Antes redoma
Agora resolve...
Toma
Doma
Do sul
Ao norte..."
Blog "Poesia para desafiar..."
Monumento ao Trabalhador

2007, fevereiro 06 - Minha escultura em cimento "Monumento ao trabalhador rural" foi exibida no blog Poesia para desafiar espíritos adormecidos, ilustrando poesia.

"Eu não sei, que mais posso ser um dia rei, outro dia sem comer por vezes forte, coragem de leão as vezes fraco assim i o coração eu não sei, que mais te posso dar um dia Jóias noutro dia o luar gritos de dor, gritos de prazer que um homem também chora quando assim tem de ser Foram tantas as noites sem dormir tantos quartos de hotel amar i partir promessas perdidas escritas no ar e logo ali eu sei... Tudo o que eu te dou tu de das a mim tudo o que eu sonhei tu seràs assim tudo o que eu te dou tu me das a mim tudo o que eu te dou Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena fazes aqueles truques que, aprendes-te no cinema +, pego-te eu, Já me sinto a viajar para, recomeça, faz-me acreditar não dizes tu, e o teu olhar mentiu enrolados pelo chão no abraço que se viu i madrugada ou i alucinação estrelas de mil cores extasy ou paixão hum, esse odor, traz tanta saudade mata-me de amor ou da-me liberdade deixa-me voar, cantar, adormecer"

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias sem data

Blog "Sardenberg"
Abanando café

Poeta: Antônio Manoel Abreu Sardenberg, Site: Sardenberg Poesias, Poema: "Semeador"


"Semeie, semeador!
Lance no sulco a semente,
Deixe que a chuva e o calor
Façam ela germinar,
Dar fruto e alimentar
A mesa de muita gente.
Semeie, semeador,
Com suas mãos calejadas,
O grão do trigo, a mostarda,
Soja, arroz e feijão.
Semeie, assim, a esperança
De transformar o Brasil
Na mais sólida nação...
Semeie, semeador,
Jogando a cana na cova,
Pois com isso fica a prova
Que você adoça a vida
Fazendo-a menos sofrida
E muito mais saborosa...
Semeie, semeador,
Milho, algodão e café,
Semeie com muita fé
Mostrando pro mundo inteiro
Que você é o celeiro
Que mantém a vida acesa
Dando pão ao mundo inteiro!"

Amantes

Poetisa: Maria Luiza DErrico Nieto, Blog: Recanto das letras, Poema: "Somos únicos"


"Nesta emoção pujante
um sonho se faz real
Na cumplicidade dos amantes
em abraço sensual...
Corações pulsando amor
dois em unicidade
Vidas em sintonia
agora e na eternidade...

Somos assim... únicos
corpos e almas reticentes
Existências devotadas
a este amor ardente..."

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