Pinturas ilustrando 43 poesias em 2012

Dezembro

Blog "Liberomundi"

2012, dezembro 26 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Liberomundi, ilustrando a poesia "O que é viver?", de Makenzo Kobayashi.

Viver é ser livre
Amar é fazer sexo
Liberdade é ser imoral
A vida é uma festa
A noite é uma farra
A bebida é o vinho
Insuportável é ser perfeito
Pecado é a perfeição
Liberdade é conhecer o mundo
Viver é pecar
Viver é aproveitar
Viver é festejar
Viver é ser livre
Viver é ter sexo
Viver é ter mulheres
Viver é beber vinho
Tolice é não aproveitar nada!

Blog "P ssaro unitário"

2012, dezembro 23 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Pássaro unitário, ilustrando a poesia "Antes do pôr do sol".


Cuido em encontrar poesia no agora.
No copo de bebida lagrimejando sobre a mesa.
No gole de sede sombreando este sol.

A vidraça da janela deixa a luz clarear o pó dos meus versos.
As letras trocadas imprimem as gravuras do meu viver.
E vem de longe um perfume notálgico de horizonte.
E vem descompassado, sorridente entre os abraços de um polvo.

O que vai sobrar eu escrevo a mão
Para alimentar a fogueira serenada do esquecimento.
Esse mago do infinito em expansão
Carregado da magia soberana de maquiar tudo de finitude.

Canto em três acordes minha balada de incertezas.
Canto indiferente à fragilidade pedinte de todas as certezas
Sustentadas e exaltadas pelo assombro tenebroso
Do cão do revólver erguido contra essa tal felicidade.

Só ouço a voz sem eco detonada pela verdade.
A verdade com seu bisturi imparcial
Amputando a gangrena vaidosa de todas as flores
Enfermas do aplauso enegrecido da mentira que afaga.

Não temas a amargura nobre poeta em prosa
Esse banquete se encontra armado à espera de cada um
É a nota dissonante que apara em um arquejo de sabedoria
As arrestas pobres de toda a soma das melodias.

Meu verso se nega a escancarar seus dentes na cara do mundo
Enquanto Raimundo continua batendo na porta fechada dos mil jardins
Suplicando imundo e sem cor uma ajuda pelo amor do teu deus.

Blog "Literatura em foco"

2012, dezembro 10 - Minha pintura acrílica "Bar" foi exibida no blog Literatura em foco, ilustrando a poesia "O baranguerreiro ideológico".

Odeio esses caras que só comem mulher bonita
Ficam escolhendo
Pensando
A bunda dessa é caída
Essa é gorda
Aquela é magra
Essa tem narigão
Aquela tem cabelo ruim
Essa não tem peito
Aquela não tem bunda
Todas têm defeito
Quase todas são barangas
Esse negócio de avaliar muito é coisa de mulherzinha [...]

Outubro

Blog "Andorinha livre"

2012, outubro 29 - Minha pintura acrílica "Sátiro e ninfa" foi exibida no blog Andorinha livre, ilustrando a poesia "O sátiro e a ninfa", de autoria de PortalMatrix.

Sob o manto noturno, surgi desnuda a dama da noite.
Busca um beijo, prelúdio de se dar,meiga e ardentemente.
Arquétipo apriorístico de todas as fêmeas pintadas de cio,
que se repletam de imagens primordiais, personare de si.
Baila como cortesão desejada,com trejeitos sensualizados.
Em dança de acasalamento, quer o mais apto,para seu escolhido,
ela observa tudo atentamente,procura atributos de virilidades.
Não se importa com moralidades, seu desejo é incontrolável
nunca se farta de prazer e como uma aranha, come os machos,
um a um, no afã de encontrar aquele que a ela complete na cópula.
Em um dado momento ela olha e ver em sua janela, um sátiro.
Como ninfa, o chama à se deitar,na esperança de mais um devorar.
Ela toma a iniciativa,como sempre, gosta de ser a alfa na cama.
O sátiro inesperadamente sussurra em seu ouvido palavra doces,
ela tenta resistir, e como serpentes as línguas se enroscam e ela ofega.
Seu ouvido é seu ponto erógeno, está sub julgado à mercê
Ela geme, e tenta reassumir a relação, mas Já é tarde de mais
o sátiro Já lhe tem, e com a boca na vulva,lhe suga gentilmente
Ela grita,e se contorce, e em um arrobo de excitação, chora....,
começa a gozar multiplamente até se exaurir cansada.
Agora apaixonada e completamente saciada, está presa
Acende a luz,o sátiro dá uma risada e como um raio reluzente
transforma-se em Eros o Deus do amor.

blog skombrus

2012, outubro 27 - Minha pintura digital "Moça nua" foi exibida no blog Skombrus, ilustrando a poesia "4 moments".

quê bela me vás, carrasco que me enganas com beijos mortais, negros de amor, sangue e desejos...

Quantas súplicas no palco da morte, na leveza do meu corpo apunhalado com teus insanos orgasmos bêbados...

Fantasias moribundas entre minha boca e suas mundanas bundas nas avenidas da querência insólita...

Desnuda e só, te espero por toda a noite, ladrão de mulheres, fetiche engaiolado na palma de minhas mãos...

Blog "pequenitudes"

2012, outubro 26 - Minha pintura digital "Carregador" foi exibida no blog pequenitudes, ilustrando o poesia de Inês Mota.

fui buscar umas maravaias no baxio e me moiei. bem que mãe disse que ia chover.

Blog "Papo de sarjeta"

2012, outubro 20 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog Papo de sarjeta, ilustrando a poesia "Pela sarjeta".

Larga vala
Espelha
(sem dó)
A esfinge do será prova
Macula sombras
(bestas disfarçadas)
Dissolve o tempo
Em débeis sementes
Desprende
A alma da esfera
E recria
Discursos vogais

Velhas palavras
Dúbios sentidos
De olhares inchados
De corpos retidos
E falas infamadas

Ao revés
Do meio fio
Uma sombra convence
O amanhecer
Póstumas lembranças
Relíquias escondidas
Embarcam nas bocas de lobo
Despedaçam
desaparecem
Ficam os olhares
Perseguindo vazios
Na mente das serpentes
(piscam rubis)

Larga vala
Pensão da escória
Luxúria da derme
Que acolhe e recolhe
Podres vômitos sociais.

Blog "Fragmentos de uma vírgula"

2012, outubro 16 - Minha pintura acrílica "Minina barreno" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "A dona", de Tadeu Francisco.

Eram três pontos finais...
e nada mais.

Blog "Fragmentos de uma vírgula"

2012, outubro 11 - Minha pintura acrílica "Serpentes voadoras" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Um segundo mundo", de Tadeu Francisco.

Passa,
em toques,
Um segundo...
E permanece um mundo.

Setembro

Blog Catequista Marisa

2012, setembro 26 - Minha pintura digital "Goiabeira" foi exibida no blog Catequista Marisa, ilustrando a poesia "Louvor ao Criador".

Hoje o meu louvor
tem sabor de brisa mansa,
de manhã ensolarada,
do burburinho de águas
serenas e cristalinas.

Hoje o meu louvor
tem sorriso de criança
puro,inocente e franco
e barulho de passarinhos
em árvore cheia de frutos.

Hoje o meu louvor
tem brincadeira de bola,
corda,pião e boneca,
desenho do Bob Esponja
e papo bom na internet.

Agosto

Blog "Fragmentos de uma vírgula"

2012, agosto 28 - Minha pintura digital "Supermercado" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "A rotina e o pensamento", de Tadeu Francisco.

Enlatado desespero
me ensine tal discórdia:
A que mata um dia inteiro
A que ama e vai embora.

Blog "Clube de levitação"

2012, agosto 27 - Minha pintura digital "Clube de Levitação II" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Meu lugar", de Tadeu Francisco.

Vou
àquela poesia
todo dia.

Blog "Fragmentos de uma vírgula"

2012, agosto 24 - Minha pintura acrílica "'Coieno argudão'" foi exibida no blog Fragmentos de uma vírgula, ilustrando a poesia "Terra de todos", de Tadeu Francisco.


Minha poesia existiria
E justo seria.

Blog Chá de fita

2012, agosto 10 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog CHá de fita..., ilustrando a poesia "Boteco", de Douglas Campigotto.

Na mesa do bar
não te encontrei
não vi ninguém
Com o garçom
Fiz confissão

Na mesa do bar
Com meus amigos
Chorei amores
Joguei com a sorte
Perdi a mão

Já fui traído
Já fui ferido
Brinquei com a morte
Sofri de paixão

No fundo do copo
Te procurei
não te achei
Caí no chão

não te esqueci
Eu me perdi
Te peço perdão

Blog Comendo palavras e comidas

2012, agosto 02 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog Comendo palavras & comidas, ilustrando poesia de Luciana Machado.

Todas as noites
Me desempoeiro por dentro e por fora
Me lavo de todo mal
Me dispo de roupas e imperfeições
Me resgato e me purifico
Uso meu melhor perfume
Pra esperar você em sonhos que eu não me lembrarei

Julho

Blog Baú de ilusões

2012, julho 24 - Minha pintura digital "Violeiro" foi exibida no blog Baú de ilusões, ilustrando a poesia "Elegia para um minuto de morte a cada dia" de Luiz Alberto Machado.

"Não tenha medo, eu sou de paz e a minha presença tornou-se invisível ou Já não é suportável! Vou-me embora, até sempre.
Eu sigo só, nem olhe pra mim, atenção! A minha estrada é minha, teimo só. E caminho como que moribundo embora saudável no dia derramado. E insisto gemendo noitedia. E persigo o meu dia como se fosse pelas trevas do hades. E persevero como um animal selvagem ferido. Eu vou. E não tenho nada. E enfrento as garras de ímpetos hostis. não tenho nada e somente a carne definhada dos sobreviventes das epidemias patológicas do inventário humano acompanham insones minha caminhada. não tenho nada e sou resistente das chagas avulsas nas mãos misturadas que me oferecem abrigo nos másculos que não podem com as pernas que não andam e as mãos egoístas que arremessam catarros e baratas nos esconjuros guardados nas pragas do tempo.
não tenho nada e cuspo versos pelos infernos de todos os recantos do meu corpo! É só o que tenho e mais nada. E para mim isso é tudo porque me basta uma palavra para poder usufruir dos espelhos do horizonte e renascer das mortes a cada dia."

Blog Eber Josu

2012, julho 23 - Minha pintura digital "Goiabeira" foi exibida no blog Eber Josué, ilustrando a poesia "Diabo de menino", do autor.

Eita, que novamente lá se vai
Em desabalada corrida
O diabo do menino.

Nunca se aquieta, o malandro;
não tem tempo que o pare,
Nem altura que o limite.

é o próprio bicho carpinteiro
E que adora se trepar
Seja árvore ou no que for.

Se não for Deus em pessoa
É seu mais danado anjo
Que cuida desse tinhoso.

Só mesmo ao cair da noite
é que se acaba a pilha
Do menino endiabrado.

E se não é policiado,
De tal modo enlameado
Vai se achar sob as cobertas.

Mas quando se prega o olho,
Caia chuva ou tempestade,
Caiam-se raios, trovões;

Venha-se abaixo o mundo
Que dormirá como um anjo
O diabo do menino.

"Artes e escritas"

2012, julho 23 - A poeta e editora Yaya Portugal publicou a poesia "Amor mau", a propósito de minha exposição de pinturas digitais "Bad Love", Artes e Escritas.


A ironia é vendida na esquina,
Com desconto prévio do horror
Que virá a seguir: droga dita
Sem amor consome em torpor;

Abstinência explícita, a vida,
Escancara e agride ao pavor
Dos pedestres, nessa corrida,
De um gemido tétrico à dor!

De figura frígida e fria,
Minissaia e corpete incolor
Na expressão facial de afasia
De precários gestos sem cor.

A tristeza veste esse cinza
Na mulher do pior desamor;
Minimiza a morte que ensina
A seguir, de angústia e terror.

Blog Minhas poesias

2012, julho 10 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Minhas poesias, ilustrando a poesia "Incorrigível boemia".

os botequins
sempre abrem
abrem e fecham
fecham e abrem
os botequins
sempre
e sempre
e sempre...

e sempre há neles um cantor
com o sentimento ferido
e o coração rasgado
pelo cutelo do abandono
cantando e cantando e cantando
a canção que não se deixa findar

diferentemente de mim
que sou apenas um pobre ouvidor
e vivo reclamando da vida
horas e horas a fio
quase sempre embriagado
sentado à mesa amargurado
ouvindo e ouvindo e ouvindo
a canção que não pode se findar

Blog Poetaria

2012, julho 02 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog Poetaria, ilustrando a poesia "O amor sincero purga delírios".

O amor sincero purga delírios!
É semente pra felizes idílios...
Planura, belos azulados lírios.

Junho

Blog "Distracting pages"

2012, junho 22 - Minha pintura acrílica da década de '80 "Maternidade" foi postando no blog Distracting pages, ilustrando a poesia "Maternidade".

Guardou de um dia pra outro o amor que tinha em casa. Aqueceu a comida e agradeceu porque naquela noite ela havia aprendido a ser mãe.
Pra sobreviver.
E só.

Blog andradetalis

2012, junho 19 - Minha pintura à óleo "Amantes" foi exibida no blog Andradetalis, ilustrando a poesia "Amar", de Carlos Drummond de Andrade, postado por andradetalis.

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

blog do bloog

2012, junho 17 - Minha pintura acrílica "Lavadeiras" foi exibida no blog do Bollog, ilustrando a poesia "Lavadeiras de rio".

"Agachadas no beiral
Lavam ao sol ou relento
E roupas voam no varal
Como pipas ao vento
Na água bolas de sabão
Panos na pedra a quarar
Dor e bolhas na mão
água nos olhos a minar
Quão sofrido esse penar
Um viver de servidão
Não se pode a alma lavar
Só espremer o coração."

Blog Clube Caiubi

2012, junho 12 - Meu desenho à lápis Amantes foi exibida no site Clube Caiubi de Compositores, ilustrando a poesia "Improviso".

A noite é fria
e o manto é santo
Corpo que cobre o teu
Cura de ateu ardente
Crente, ora em teus olhos
Nua, rabisca outros versos
Viva, morde em tua boca
Louca, acorda em teu riso
Sangra, brinca, improvisa
Conta, canta, remoça
Sente, grita, procria
Sonha, e chora alegria
Desenha noites inteiras
Calada, serena em tuas pernas
Menina, faz duas trincheiras
Mulher, com as mãos entreabertas
Fogueira que afaga o cansaço
Dos pés que lhe beijam o pescoço
Na brasa que alaga os abraços
Dos corpos que alargam lembranças.

Blog "Filtro de sons e sonhos"

2012, junho 09 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Filtro de sons e sonhos, ilustrando a poesia "Poeta meditando", de Clevane Pessoa.

Meditando
Ame ditando
poetize amando
dite o fruto,
o constructo
da inspiração
expresse a aura
da alma, do soma,
da palma, da mão,
capte o ritmo
do coração
em acalmia
e aproveite
a inspiração...

Ruídos de um mundo
sempre em construção

não lhe atrapalharão,
pois um mundo de nuvens
e de flocos de algodão
cercam seu imaginário...
Re-la-xe...
Se busque, se ache.
Medite:
encontre o ahmisha
- a não violência de Gandhi -
preencha-se no Nirvana
e retorne para a mágica plena
da criação.


Esse, é um nada que é tudo
e está dentro de você!

Maio

Blog do CDOB

2012, maio 28 - Minha pintura digital "Homem na sarjeta" foi exibida no blog CdoB, ilustrando a poesia "teor da noite".

vai, mapeia valas
de andar trôpego e roto
lustra com sola e esmero os vincos da tenra sarjeta
em fuga eterna do fausto
de tão orgulhosos sabujos

abriga no colo a angústia de mil gerações que não sonham
entorna o torpor das estrelas
e sente o enjoo das grandiosas frustrações

desfruta da vida, da morte
mortilento, embebido no sumo
das flores
do mal

embalsama o farrapo do corpo
na fuligem dos anos de vícios
dos vinhos, dos vasos
vazios, quebrados
comemora a memória perdida
que não há, de fato, o que lembrar-se
não há

a carne engolida sem saliva, sem gosto, sem nome
ignora o próprio grunhido
e nem mastigar, mastiga

desperta e desgruda os lábios
estiados de um súbito coma
ausculta um quiroprático, um alquimista
um metafísico
procura o sentido da vida escondido na meia furada

responde por escrito os alardes da mãe
joga tudo na cara do pai
a culpa é do pai, do filho e do espírito corrupto

não há maneiras
senta-se de costas para os meios fios
pede uma da melhor e uma da pior
que os olhos tais quais folhas secas
despedaçam

surgem quiroprático, metafísico, alquimista
e descem enfileirados num gargarejo
que não há nada que fazer-se
não há

não se foge da fuga
não se foge da fuga
não se foge
pois quem fica, também já foi

Blog A vaquinha animada

2012, maio 25 - Minha pintura à óleo "Burquinha" foi exibida no blog A vaquinha animada, ilustrando a poesia "The Children play", de M. Leonor Costa.

The Children play
In the schoolyard
Bounce, jump and sing
Crop the future in the bag

Whether rain or shine
Energy-charged
Grow day by day
Always with great joy

Children carry
The future back
They are the hope
From our bets

The child's play
Living the moment
Run for anything and everything
But do not run against the wind

Adults should
With children learn
Living the present moment
For life does not get lost.

Abril

"Na beira do rio", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Na beira do rio, a poesia "Voz".

Que voz é essa que ressoa em mim,
como se meus tantos eu a fosse,
assim, emprestada,
numa tarde serafim?

"Moça azul", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Moça azul, a poesia "Osso de água".

Hoje estou híbrida.
Frígida em cripta.
Frita por cima.
Crua por dentro.
Vermelha molhada
orbitada em pensamentos.

Hoje estou híbrida.
Osso de água.
Vontade espetada.
O corpo farelos.
A cabeça bandeja.

Me deixa,
não queixa.
O dia está melado.

"Colhendo milho III", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Colhendo milho III, a poesia "Entardecer no campo".

A jade luz
traz ao seresteiro
a música dos pastos,
o mugir do horizonte calado,
a palha trançada,
de cócoras, paciente,
e o olhar no além,
muito além
dos buracos dos dentes.

"Ninfa correndo", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Ninfa correndo, a poesia "Ótica de amigo".

Texturas de porém na alma
Carregava despropósitos.

O definido engolido
Era esquisito.

Mas na casca,
Eu via o rosa.

"Menina escolhendo feijões", pintura à óleo

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Menina escolhendo feijões, a poesia "Ponto de vista".

Meditação.
Mera ilusão?
Pondera a alma leviana
ou enxerga submarinamente?

"Like a bird", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Like a bird, a poesia "Cadafalso".

No jejum da noite
o meu pé em falso
descalça o pêndulo.

Registra o precipício.

"Menino II", pintura digital

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Menino II, a poesia "Trapo".

Sofria caracol,
enrolado para dentro.

Fora, ninguém via...

"Sem título", aquarela

2012, abril - A poeta Rosane Villela, escreveu série de poesias em diálogo criativo com obras de João Werner. não publicadas ainda. Para esta pintura Sem título, a poesia "Trago-te".

Trago-te
A dança dos cílios cabisbaixos
No copo da fantasia
O corpo, folha seca
Aguando ventanias
A dobra de uma boca
Em mãos à-toa

Trago-te de mim
O que não levaram.

Blog "Vocabulum Fractus"

2012, abril 06 - Minha pintura à óleo "Orfeu" foi exibida no blog Vocabulum Fractus, ilustrando a poesia "Ilustrador" do poeta Murillo diMattos.

O dia deve estar cinza
mas eu vejo tudo branco
Já não entendo a minha língua
Já não consigo ser tão franco

O que digo eu não sinto
minha pele está sem tato
não quero dizer que minto
mas à inverdade que sou fato

Eu sonho amores por demais
Eu invento beijos no dia a dia
mas é aí que sei que a paz
não cabe na ilusão da fantasia

Tenho que botar os pés no chão
Tenho que viver sem ser poeta
a poesia pede cno
mas meu poema não é a coisa certa

Março

"Blog da Elian"

2012, março 08 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no "Blog da Elian", ilustrando poesia "Fugaz visão", de Elian.

Retida na retina
A fugaz visão
Da lúdica menina
Brincando no jardim...

A mãe cantarola
Enquanto esfrega a roupa
Entre os dedos desidratados
Pela barra do sabão...

Um cãozinho dorme preguiçoso
No alpendre da varanda
Enquanto o gatinho
Tenta sem sucesso
O passarinho pegar...

Algumas rosas perfumadas
Hortênsias coloridas
Jasmins branquinhos
Palmas...para as flores no jardim...

A mãe cantarolando
Sem máquina de lavar
A filha brincando
Sem máquina de brincar
E os animais...convivendo...

De tão fugaz fugiu-me a visão
Descolou-se da retina
A lúdica menina cresceu
E hoje ela sou eu...

Blog "produção Marginal"

2012, março 02 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog produção marginal, ilustrando a poesia "Cada descoberta uma revolução", de Nicolau Ponte.

Nesta noite, nesta mesa de bar
Ao lado de meus amantes
Bebemos e brindamos
Pra esconder nossas limitações

Ainda assim, creio nessa energia cósmica
Quando estou com esses teimosos
Que não perdem a ingenuidade
Que fazem de cada gole uma descoberta

E de cada descoberta uma revolução
Sem nome, sem métrica
E as vezes sem direção

Afinal

Estamos construindo no caminho
Entre mortos, feridos e perdidos

Seguimos
Adiante
Seguimos

Viva a revolução!

Fevereiro

Blog "Lugares da palavra"

2012, fevereiro 19 - Minha pintura digital "Menino" foi exibida no blog Lugares da Palavra, ilustrando a poesia "Visita", de Aureliano.

Todo dia, um vento
visita-me o pensamento.
Ora revoa,
ora refresca.
às vezes agita,
outras atordoa.
Muitas vezes é festa
com alegria de floresta.
Por momentos me faz refém,
também noutra feita,
me afasta, rejeita
Enfim, janela aberta
sai assobiando,
menino inzoneiro
em direção incerta.

Janeiro

Blog A tela da reflexão

2012, janeiro 29 - Minha pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog A tela da reflexão, ilustrando a poesia "Escrevo para tu".

Resumo:
chorar não deve ser medida cautelar
quando estás
a mesa
de uma
taberna,
engolindo
bebidas
degustando
tua feridas
e sendo engolido
pela solitude,
chorar não deve ser
a medida cautelar
e não deve ter
efeitos
terapêuticos
e deve expressar
apenas
o quesito
do sentimento
da existência humana,
e é neste momento
que necessitas
da canção narrativa
do abraço dado
e aquecido
com o lado
de dentro
do peito.

Blog "Das tripas coração"

2012, janeiro 20 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog "Das tripas coração", ilustrando a poesia "O aprendiz", de João Pedro.

Desejava uma clareza sempre igual.
Que zelasse eternamente consciente.
E vogasse, mesmo sem ter vento

Mas de uma alegria, extrai um tormento.
Como algo transparente, que esquece de repente,
o que julga ser banal.

Ainda não te disse, mas não sei ser feliz
Nessa matéria, estudei só para aprendiz.

No entanto, é estranho
Se tudo o que tenho, foi conquistado com amor.

Hoje, o meu coração, desenhou um poema.
Sobre este tema, ganhou-lhe inspiração
Foi por ti, mais bela flor, fruto de paixão.

Blog "O imaginário"

2012, janeiro 09 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog "O imaginário", ilustrando a poesia "Canção noturna" da poeta Márcia Sánchez Luz.

não quero mais que digas ter amor
por mim, quando bem sei que só me queres
para enfeitar teu corpo com prazeres
que ao fim me causam sofrimento e dor.

não quero estar contigo e meu frescor
te dar inteiro. Eu sinto que me feres
porque desejas mais de mil mulheres
por garantia, para o teu louvor.

Esquece o que vivemos, eu te peço!
Foi tudo uma ilusão desenfreada
que agora finda e a paz é o meu ingresso

à vida que me espera mais ousada.
Isto é o que pagas pelo desapreço,
por me fazer chorar de madrugada

Blog "Fragmentos de uma vírgula"

2012, janeiro 02 - Minha pintura à óleo "Jovem anarquista" foi exibida no blog "Fragmentos de uma vírgula", ilustrando a poesia "Negativo - a contra cultura", de Tadeu Francisco.

Quando o A vem para negar,
A falta não existe.
é apenas mais um A
Descrevendo a louca linha.
Quando o "Des" também a nega,
do desdém extraio a forma
E me ouso um poeta
cantador das várias covas.