Pinturas ilustrando 24 poesias em 2007

Novembro

Blog "A lanterna mágica"

2007, novembro 30 - Minha pintura acrílica "Amantes" foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando a poesia "Predileta".

"Minha cadeira predileta
é a que me senta kama-
sutra e goza, e treme sobre-
mesa, ultra orgasmo faz
me ter dentro, e tesa sai
de quatro.
é coisa viva e não
tela, predileta a cadeira,
pó de lata pede força
ao fazer no ato até a força se perder."

Blog "Teia de palavras"

2007, novembro 6 - Minha pintura digital Moça foi exibida no site Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti.

"Vivia assim... Sacudida pelo despertar do relógio, no trem lotado e também pelas dificuldades que existiam depois da porta. Era impiedosamente sacudida, pelo homem que com ela sobrevivia... Sacudia no Samba de Fevereiro, sacudia a roupa para secar no varal. Finalmente, não mais agüentando tanta sacudidela, num dia comum de semana, sacudiu da janela do último andar onde trabalhava, espatifando-se no chão num embate final."

Blog "das Artes"

2007, novembro 6 - Minha pintura acrílica Favela foi exibida no Blogue das artes, ilustrando poesia de Casti.

"O abrigo desordenado Improvisado
Favela
Menino descalçado
Duro percalço
Driblando a vida
A bola
Rolando na viela
A realidade revela
Bala zunindo
Indiscriminada
Pra muito homem
PoPouca vela..."

Outubro

Blog "A lanterna"

2007, outubro 26 - Minha pintura acrílica "Moça azul" (Década de '80) foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando a poesia "Mar de volta".

"Entre mar e pedra tocam-se
alga e espuma, eco e silêncio:
e é uma linha tênue a do grito
quando fere a pedra o mar.

são palavras as cantigas humanas,
também os gestos que esculpem a natureza
do sorriso, da lágrima, qualquer cor
guardada na memória após a ressaca.

há uma donzela na borda do oceano,
na ponte, no alto, com olhos longe:
ela quase pode tocar o céu, quase cair no mar
tão alto, tão alto, e tão longe seu sonho.

Espera uma resposta da água, no horizonte,
espera ser parte da pedra onde repousa seu sono É
o que retorna dos dias é sua imagem refletida,
agaguardando um amor que não voltará."

Blog "A lanterna mágica"

2007, outubro 19 - Minha pintura à óleo "Amantes II" foi exibida no blog A lanterna mágica, ilustrando o post "Para quando faltar o amor".

Queria eu saber o que faz um pensamento
explodir e confundir
para qualquer momento aparecer
ao que me parece ser
na possibilidade do acontecer
o objeto no ser amado a surgir
pele e coração mais que um invento:

tÃo real a lembrança de quem se foi
na permanência do objeto, que fica
a aparência de sua dona ali conter
e faz morrer um sonho qualquer
e, logo, dar-se em vida na palavra
trancada, antes palavra ao pó do ouvido,
motivo para um poema de amor,
na falta de quando ela se for.

Se posso dar liberdade letra-a-letra
ao meus devaneios de amor por gota-
a gota tocando meus neurÔnios a lembrar
que Já suamos nossos corpos e sanamos
nossas dores em meio a tanto grunhido,
de tamanho cio, esse grão aos animais
da palavra incompleta que nos faz tais
a cada um que ama e rola de sexo-a-sexo.

Mas você, no fim de tudo, sumiu e ficou
o pensamento no objeto qualquer que te faz
aparecer, explodindo e confundindo,
no desejo de você onde foi a hora íntima,
na noite veloz acontecer - eu a perceber,
por assim dizer, nús sem nenhum
pensamento, como fazem os bichos
com suas naturezas e sem nenhum objeto,
apapenas um e outro, apenas eu e você.


2007, outubro 15 - Minha pintura acrílica Amantes foi exibida no site Recando das letras, ilustrando a poesia "Meu querer" de Maria Luiza D'Errico Nieto.

'Meu querer...É sonho de amores
toma forma de flores
veste-se de cores
banha-se de olores
dedesfruta-se em delícias
na troca de carícias dada ovelha em balidos
à espera do lobo
para soltar mais gemidos.

Site Recanto das Letras

2007, outubro 12 - Minha pintura acrílica Amantes foi exibida no site Recanto das letras, ilustrando a poesia "Somos únicos" de Maria Luiza DErrico Nieto.

"Nesta emoção pujante
um sonho se faz real
Na cumplicidade dos amantes
em abraço sensual...
Corações pulsando amor
dois em unicidade
Vidas em sintonia
agora e na eternidade...

Somos assim... únicos
corpos e almas reticentes
Existências devotadas
aa ea este amor ardente..."

Setembro

Blog "Literatua, amor e erotismo"

2007, setembro 5 - Minha pintura acrílica "Nua" foi exibida no blog "Literatura: amor e erotismo" ilustrando a poesia "Poema erótico" de Manuel Bandeira, postado por Karina Calado.

"Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...

Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo branco e macio
é como um véu de noivado...

Teu corpo É pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...

Teu corpo É chama e flameja
Como À tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia de água e da chama...

A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...

Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
RosRosa, flor de laranjeira..."

Blog "RosÂngela Aliberti"

2007, setembro 05 - Minha pintura "Lavadeira" Ilustrou poema de Fernando Pessoa no blog da editora e poetisa Rosângela Aliberti.

"A lavadeira no tanque
Bate roupa em pedra bem.
Canta porque canta e é triste
Porque canta porque existe;
Por isso é alegre também.

Ora se eu alguma vez
Pudesse fazer nos versos
O que a essa roupa ela fez,
Eu perdeira talvez
Os meus destinos diversos.

há uma grande unidade
Em, sem pensar nem razão,
E até cantando a metade,
Bater roupa em realidade...
Quem me lava o coração?"

Fernando Pessoa
15-15-9-1933

Blog "Literatura. amor e erotismo"

2007, setembro 04 - A pintura digital "Trio de amantes" foi exibida no blog Literatura, amor e erotismo, ilustrando a poesia "Boceta", de autoria de Karina Calado.

"da entrada À entranha
dessa eterna
morada
da morte diária
molhada
de mim
desde dentro
o tempo
acaba

entre lábio e lábio
de mucosa rÓsea
que abro
e me abra
lá cabe
o tronco
o membro
acaacaba o tempo"

Blog "Valéria Eik"

2007, setembro - Minha pintura abstrata foi exibida na revista eletrônica Conexão Maringá, ilustrando a poesia "O pai a flecha a gosto", de Clodomir Monteiro.

"Quem gera a flecha octogonal
I
Introdução do pai outono
o pai na flecha que o define
não finda o fim de quem o tem
se quem não tem vivo o seu arco
vive a procura pela haste
arremessada sem a ponta
II
constante arte armadeira
constante a haste de madeira
provida pedra aguçada
pontuda tem inconstante ferro
fleche a origem fala mecha
penas ou barbas nesta langue
III
objeto forma da flecha
se quem ataca quer vencer
munida vem de um entalhe
adaptado à corda d`arco
o pai será bem conformado
ele objeto flecha e seta
IV
pai geometria octogonal
a quem do raio perpendicular
à corda o pai acerta geometria
flecha jungida entre esta e o arco
gera figura a outra flecha bela
da natureza parteira da vida
V
na arquitetura dos arque dutos
agulha de piramidal remate
da torre igreja obra sacro oficio
templo arquiteto demais edifícios
o pai agulha construtor profano
provê fachada santos aquedutos
VI
paterna construção mecânica
Pai curvatura viga que situa
peça obediente transversal esforço
integra inteiro o seu comprimento
é largura abaixo e acima flutua
não cria só com a terra mãe atua
VII
reina sagittaria montevidensis
na embocadura também reina flecha
do pai rebento enxerto terminal
flecha galocha a proteger a brecha
inflorescência fogo das gramíneas
pai planta aquática ornamental
VIII
botão da paternidade botânica
sinal do desenho certeira flecha
durante a vida educa e dirige
pai quase sempre martim - pescador.
busca comida outonando amor
fleflecha de parto filho pai revive"

Blog "Valéria Eik"

2007, setembro - Minha pintura digital "Moça dormindo" ilustrou a poesia "Esposa", de Benílson Toniolo, publicada na revista eletrônica Conexão Maringá.

"Meu olho cravado na treva do teu gozo
Sobre as pernas te sustento madrugada afora
Um alfabeto inteiro pra traduzir-te um sussurro
Que exala da ressecada saliva
Desenha o balé das ondas com teu dorso descoberto
E as estrelas dos teus centros se dilatam
Cegamente vagueiam e arfam os poros
Um sol imenso escancara o riso fácil que buscavas

Repousa então o caule inerte do teu corpo
SobSobre a tênue luz da minha pele libertada"

Agosto

Blog "Teia de palavras"

2007, agosto 21 - Minha pintura acrílica "Janta" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti

"Prato fundo
Janta minguada
Temperada em silêncio
Vela chorada
No breu da solidão
Lida infinda
Onde o diabo
não perdeu as botas
Onde a fome se aloja
Na barriga
Dos irmãos...
Família grande
Pai autoritário
Coração duro
Mandacaru puro
Com tempo certo
Antes da janta
Agradecendo
difícil vida
Murmurada
Em decorada
OraOração..."

Junho

Blog "Teia de palavras"

2007, junho 27 - Minha pintura acrílica "Minina Barreno" foi exibida no blog Teia de palavras , ilustrando a poesia "Teias do dia"

&qu"E ela resolveu em dia comum colocar mais tempero na panela... Mexeu nos frascos procurando cheiro forte, cores vivas e uma inquietante receita começou a borbulhar no caldeirão... Algumas vezes era preciso tirar o avental, troca-lo por pérolas e saltos... A futilidade em medida proporcional ao cotidiano era essencial para não deixar o cheiro da cebola provocar lágrimas além das necessidades..."

Blog "Lugar onde"

2007, junho 19 - Minha escultura "Monumento ao Trabalhador" foi exibida no blog Lugar Onde , ilustrando a poesia "A velha enxada", de Jaime Umbelino.

"Foi-te cair nas mãos a velha enxada,
De teus avàs herança que ficou,
E que, por falta de uso, enferrujou,
Posta de canto, só e abandonada.

Na terra, agora inculta, onde cavou,
Muita flor viu abrir, numa alvorada,
E de pão viu sair muita fornada,
Das espigas que o Sol a rir dourou...

Mas tu, que por acaso a encontraste,
Sem teres contido o espanto que mostraste,
Nem bem saberes por onde lhe pegar,

não vá pô-la de novo no seu canto!
Tira-a do chão, como se fosse um santo,
E pE põe-na, com respeito, num altar..."

Blog "Teia de palavras"

2007, junho 18 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no blog Teia de palavras , ilustrando poesia de Casti.

"Tanta roupa
Olha o sabão
Orçamento
Pouco tostão...
Esfrega
O futuro
Cheiroso
Preocupado
Em bolhas
De De sabão."

Blog "RosÂngela Aliberti"

2007, junho 10 - Minha pintura acrílica "Trigo" foi exibida no blog "Rosângela Aliberti, ilustrando micro-poesias "Um pouco de Poetrix VII", de Rosângela Aliberti.

Aspiro Letras

Leio Poesias
Sem odor nem cifras
Vagando no(s) espaço(s)
...
CleptoPOEMANIAS nas cabeceiras

Passos irresistíveis...
passeios de mãos... nos versos
revirando criados-mudos
...
Caminhos da Cura

Curar a si mesmo
é preciso
Para auxiliar a quem precisa

...
às SombraS

Quando tu permitires
caminharam... contigo
pequeninos candeeiros
...
LOUVO O PÃO

Sagrado Alimento
Pão Nosso em bagos
Letras de Esper@nça
...
Sagrado Pão Nosso de cada dia

Quinze bagos de trigo:
E S P E R A N Ç A
Poesia... Ave Marias!!!
...
Incógnitas

Nasceram Poemas
dos punhos dos Zé-Ninguém
(in)visivelmente mágicos
...
Arquivo X

há candidatos: confesse
a ETs na orbe terrestre
- Quem não leva jeito?!
...
CICLOPE

Tirou o óculos
olhando para o espelho
morreu pulveriZado
...
Línguas de sogra

não tenho mais 1 sogra?
tenho a língua doce
Gosto de sogras
...
Pedacinhos de coração

Para trocar letras
(minh)a caneta estará contigo
sempre livre para duetar

Blog pedacinhos de mim

2007, junho 10 - Minha pintura acrílica "Lavadeiras" foi exibida no blog Pedacinhos de mim, ilustrando poesia.

Água jorrando brilhante
Mulheres pra lá e pra cá
Histórias de amores contadas
A roupa molhada batendo na tábua
Vai sendo lavada, devagar...
Tão devagar que parece que o tempo...
Cadê o tempo, meu Deus!

Maio

Blog "Cantares de amigo"

2007, maio 12 - Minha escultura em ferro fundido Ícaro foi exibida no blog Cantares de amigo, ilustrando o poema "Ícaro", do poeta Al Berto (avelaneiraflorida)

"Aprendeu a separar o nocturno zinabre
do transumante desejo e poro a poro o dia
larga sobre a pele os perfumes da terra
e o tempo cobre-se de cardos em cinza

tem o olhar escondido na inquietação da luz
guarda no peito o sossego dormente das pedras
um ombro de sombra dá-lhe frescor à boca

mas se ao morrer o abrissem ao meio
nada encontrariam
nem vàsceras nem ossos nem sangue
apenas poalha de água
e a dor da infindável travessia"

Blog "Maria vai com as ostras"

2007, maio 04 - Minha pintura acrílica Serpentes voadoras foi exibida no blog Maria vai com as Ostras, ilustrando a poesia 'A cobra' de Maria Ostra.

'despe
a
pele
a
pouco
e
pouco
barulho
:p'

Abril

Blog "Livro de cabeceira"

2007, abril 29 - Minha pintura à óleo "Mulheres no varal" foi exibida no blog Livro de cabeceira, ilustrando a poesia "Vozes bugras", de Anabel Andràs

"são vozes de resistência
Vozes que trazem a reverberação de antigas vozes
Indígenas, africanas, ibéricas:
Vozes raízes
Vozes escravizadas, fugidas, rebeladas, indomadas,
por mais abusadas que tenham sido
Vozes mestiças: caboclas, cafuzas, mamelucas, mulatas
Vozes camponesas, urbanas, suburbanas
Que continuam a ecoar
em cada mulher deste Brasil
são vozes geradas no ventre da Grande Mãe
Vozes de guerreiras
Que nunca deixam de sonhar
E de celebrar a vida
Vozes que o tempo não há de calar
há de festejar"

Blog "Cultura popular"

2007, abril 25 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Cultura Popular, ilustrando a poesia "A eterna dúvida":

"Certa vez eu parei perto de um bar bem longe daqui,
Se não for engano meu,
Eu pedi uma pinga com mel de pequi.
Nem me lembro se fui só pra tomar aquilo,
Ou se estava mesmo disposto a curtir.
Olhei pra todos os cantos
E reparei num bêbado ali do meu lado.
Se não me engano ele estava em pó,
Ou será que estava sentado?
Só me lembro que ele recitava uma poesia,
Com charme de menino apaixonado.
Acho que pedi outra dose
Daquilo que estava tomando,
E o bêbado ali do meu lado
Continuava recitando.
Talvez eu não tivesse nada melhor pra fazer
Ou estivesse realmente gostando.
Acho que ele falava de amor,
Talvez de um amor que ali mesmo nasceu.
Ou então poderia ser
De um amor que ali se perdeu.
Mas se não for engano meu,
Talvez eu estava o tempo todo ali sozinho
E aquele bêbado era eu."

Blog "Teia de palavras"

2007, abril 12 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti

"Dá um "cheiro"
"Arretado"
Faz uma rima
Com sorte
Arreganha
Um sorriso
Luz do archote
Lasca um beijo
No cangote
Pesa o passeio
Da mão
No corpo
Antes redoma
Agora resolve...
Toma
Doma
Do sul
Ao norte..."

Fevereiro

Blog "Poesia para desafiar..."

2007, fevereiro 06 - Minha escultura em cimento "Monumento ao Trabalhador" foi exibida no blog Poesia para desafiar espíritos adormecidos, ilustrando poesia.

"Eu não sei, que mais posso ser um dia rei, outro dia sem comer por vezes forte, coragem de leão as vezes fraco assim i o coração eu não sei, que mais te posso dar um dia Jóias noutro dia o luar gritos de dor, gritos de prazer que um homem também chora quando assim tem de ser Foram tantas as noites sem dormir tantos quartos de hotel amar i partir promessas perdidas escritas no ar e logo ali eu sei... Tudo o que eu te dou tu de das a mim tudo o que eu sonhei tu seràs assim tudo o que eu te dou tu me das a mim tudo o que eu te dou Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena fazes aqueles truques que, aprendes-te no cinema +, pego-te eu, Já me sinto a viajar para, recomeça, faz-me acreditar não dizes tu, e o teu olhar mentiu enrolados pelo chão no abraço que se viu i madrugada ou i alucinação estrelas de mil cores extasy ou paixão hum, esse odor, traz tanta saudade mata-me de amor ou da-me liberdade deixa-me voar, cantar, adormecer"