Painel
em cimento "Shikasta"
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"Shikasta"
é inspirado em romance homônimo da autora Doris
Lessing. Narra o desenvolvimento da humanidade a partir da
intervenção de seres divinos.
A
narrativa se desenvolve da esquerda para a direita, como uma
história em quadrinhos. Ao mesmo tempo, o painel
é dividido por uma linha horizontal entre duas
seções, superior e inferior.
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Na inferior, vê-se
uma parábola da
história humana, através do uso da tecnologia em
benefício da guerra. Na parte superior, vêem-se
figuras aureoladas que, como fabula Doris Lessing, intervêem
pelo bem da humanidade.
Descritivo: frontão em relevo de cimento com
incrustrações de chapas cortadas de cobre e
latão com ferragens. Dimensões aproximadas de 8
m2. Localização na cidade de Ibiporã,
PR. 1986
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O
frontão é dividido em 8 partes narrativas. Esta
divisão corresponde à necessidade
técnica do trabalho em cimento.
Como
seca rápido, é necessário dividir o
trabalho em etapas. Ao lado se vê, em detalhes, cada etapa do
trabalho.
Os
números das imagens correspondem aos números no
diagrama à esquerda.
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Fortuna
crítica deste painel em cimento
2007,
Dezembro - Publicada na revista eletrônica Cyberartes,
na seção "Artista da semana", texto sobre o
artista de autoria de Ronaldo Carneiro Leão.
2007,
Janeiro - Publicada em: Revista Eletrônica
Conexão
Maringá.
2007-
Exposta na Revista eletrônica
ArqBrasil.
1987,
Abril 05 - Publicada em: Adalice Araújo, Esculturas
e pinturas de João Werner,
Gazeta
do Povo, Curitiba.
1986, Julho 11 - Publicada no convite da
exposição "Escultura pintura", Departamento
Municipal de Cultura, Londrina (PR).
1986, Abril 19 - Publicada em: Dulcinéia Novaes,
Pra que
tanto concreto?,
Folha de Londrina, Caderno 2, pp. 15.
1986
- Publicada no catálogo "Werner, Esculturas &
Pinturas", Londrina, 8 pgs.
Texto
crítico
"Para a
fachada da casa ele executa um painel em concreto aparente, sua forma
triangular recorda tanto o tímpano dos templos gregos como
dos portais das catedrais góticas. O misticismo da
adolescência, somado às múltiplas
leituras que vão de alta filosofia à
ficção científica, transparecem no
mundo visual que João Werner cria, teatralizando o
espaço."
Adalice Araújo
leia
a íntegra deste texto
"Em "Shikasta"
onde iniciou a técnica
do concreto aparente, as soluções são
necessariamente diferentes e a
"pressa" imposta pela secagem do cimento e a necessidade de trabalhar
na horizontal para depois ver a obra em vertical, em alguns momentos, a
forma
não é completamente feliz. Mesmo assim o artista
brilha no equilíbrio da
composição de inspiração
"clássica"."
Henrique
Aragão
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