Legião de olhares, retratos fictícios
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Menino
gravura digital raster
30x42 cm.
06 de julho de 2006
código da gravura 28-06
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Participação desta pintura em exposições de arte
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2011, julho 18 - O exemplar 10/50 desta gravura participou da exposição "Legião, almas para todo gosto", na Galeria João Werner, rua Piauí nº 191, sala 71, Londrina, PR.
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2007 - Foi exposta na 6ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea, Firenze, Italia, Fortezze da Basso, 01 a 09 de dezembro.
- 2007 - Participou da exposição individual "gravura digital", Ambientare Interiores, Londrina (PR), de 29 de outubro a 30 de novembro.
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2007, outubro 29 - Publicada no catálogo da exposição "Gravura digital". Londrina, 4 pgs. à cores, 500 exemplares impressos.
Fortuna crítica e poética desta gravura
- 2007, Janeiro 10 - Publicado em: Deanna Lee Meiresonne, "Brazil Artist Joao Werner Weaves Stories, Emotions", NewsBlaze.com
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2007, Janeiro 10 - Publicado em Deanna Meiresonne, "A Closer Look at Artist Joao Werner", The Student Operated Press.

2009, novembro 01 - A gravura digital "Menino" foi exibida no blog "Partos
de Pandora", ilustrando a poesia "O que é o ser?", de autoria de Violeta Teixeira.
"Sentada. Descalça. Mergulho as pernas, nas levadas
Das regas de morangueiros e de mangueiras,
Cuja terra seca suplica chuva. Subitamente, uma pergunta
Se insinua, dorida, nos corredores escuros, da sua mente,
Olho para as nuvens despenteadas pelo vento, com gestos
Ternos, em busca de uma fuga. Mas a pergunta penetra-me
Nas veias, inunda-me, transborda, quebra os diques
Indefesos da garota. As pernas, essas, navegam nas águas,
Aparentemente, ingénuas, como barcas seguras do rumo
Traçado. Olho, de novo, para o céu cinzento. Desaba-me
Sobre os ombros, pesado, inclemente. Que sei eu do Universo?
Porque me estou na Terra? Quem me deu o Ser? Se me sou?
Tremem-me as pernas. Indefesa, os meus dedos lavram
Lamas, arrancam ervas, mas torturam-me as trevas
Do conhecimento. Por que me estou no ali? Donde vim?
Resposta alguma que me satisfaça! Aprendera, cedo,
Que não havia deus algum. Que, na natureza, nada se criava,
Nada se perdia, mas tudo se transformava. Logo era um bicho
Da terra. Logo, a ela voltaria, como os pássaros que amava,
E nunca destruía os seus ninhos, porque se eternizavam
Nos filhos. Sim! Já havia aprendido, precocemente, é certo,
Mas tudo me fora dito, sem eufemismos, sem um gesto de afecto.
As águas das regas continuam. As pernas? As pernas? Da garota
Rebelde? Permanecem mergulhadas nas águas frias, mesmo no agora
Do escrevo. Anoitece! Agradeço as raízes do legado paterno,
Embora, tenham sido plantadas, no solo inocente da criança, que
Deixou , cedo, de o ser, se alguma vez o foi. Apago o olhar desse
Tempo? Como o fazer? Sempre aceso, como o cigarro que fumo,
O vinho que bebo, para anestisiar o cio, as palavras que teço.
Como amortalhar a madrugada? Embriago-me! Drogo-me.
«Cada um tem o seu ópio». Aperto as pálpebras. Cego-me?"
"Sentada. Descalça. Mergulho as pernas, nas levadas
Das regas de morangueiros e de mangueiras,
Cuja terra seca suplica chuva. Subitamente, uma pergunta
Se insinua, dorida, nos corredores escuros, da sua mente,
Olho para as nuvens despenteadas pelo vento, com gestos
Ternos, em busca de uma fuga. Mas a pergunta penetra-me
Nas veias, inunda-me, transborda, quebra os diques
Indefesos da garota. As pernas, essas, navegam nas águas,
Aparentemente, ingénuas, como barcas seguras do rumo
Traçado. Olho, de novo, para o céu cinzento. Desaba-me
Sobre os ombros, pesado, inclemente. Que sei eu do Universo?
Porque me estou na Terra? Quem me deu o Ser? Se me sou?
Tremem-me as pernas. Indefesa, os meus dedos lavram
Lamas, arrancam ervas, mas torturam-me as trevas
Do conhecimento. Por que me estou no ali? Donde vim?
Resposta alguma que me satisfaça! Aprendera, cedo,
Que não havia deus algum. Que, na natureza, nada se criava,
Nada se perdia, mas tudo se transformava. Logo era um bicho
Da terra. Logo, a ela voltaria, como os pássaros que amava,
E nunca destruía os seus ninhos, porque se eternizavam
Nos filhos. Sim! Já havia aprendido, precocemente, é certo,
Mas tudo me fora dito, sem eufemismos, sem um gesto de afecto.
As águas das regas continuam. As pernas? As pernas? Da garota
Rebelde? Permanecem mergulhadas nas águas frias, mesmo no agora
Do escrevo. Anoitece! Agradeço as raízes do legado paterno,
Embora, tenham sido plantadas, no solo inocente da criança, que
Deixou , cedo, de o ser, se alguma vez o foi. Apago o olhar desse
Tempo? Como o fazer? Sempre aceso, como o cigarro que fumo,
O vinho que bebo, para anestisiar o cio, as palavras que teço.
Como amortalhar a madrugada? Embriago-me! Drogo-me.
«Cada um tem o seu ópio». Aperto as pálpebras. Cego-me?"




