João Werner

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gravura digital, Retratos imaginários

 

Menino

gravura digital raster

30x42 cm.

06 de julho de 2006

código da gravura 28-06

 

Venda desta gravura R$ 250,00


 

Fortuna crítica e poética desta gravura

2007 - Foi exposta na 6ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea, Firenze, Italia, Fortezze da Basso, 01 a 09 de dezembro.

2007 - Participou da exposição individual "gravura digital", Ambientare Interiores, Londrina (PR), de 29 de outubro a 30 de novembro.

Publicada no catálogo da exposição "gravura digital". Londrina, 29 de outubro de 2007, 4 pgs. à cores, 500 exemplares impressos.

2007, Janeiro 10 - Publicado em: Deanna Lee Meiresonne, Brazil Artist Joao Werner Weaves Stories, Emotions, NewsBlaze.com

2007, Janeiro 10 - Publicado em Deanna Meiresonne, "A Closer Look at Artist Joao Werner", The Student Operated Press.

 

 

2009, novembro 01 - A gravura digital "Menino" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "O que é o ser?", de autoria de Violeta Teixeira.

 

"Sentada. Descalça. Mergulho as pernas, nas levadas

Das regas de morangueiros e de mangueiras,

Cuja terra seca suplica chuva. Subitamente, uma pergunta

Se insinua, dorida, nos corredores escuros, da sua mente,

Olho para as nuvens despenteadas pelo vento, com gestos

Ternos, em busca de uma fuga. Mas a pergunta penetra-me

Nas veias, inunda-me, transborda, quebra os diques

Indefesos da garota. As pernas, essas, navegam nas águas,

Aparentemente, ingénuas, como barcas seguras do rumo

Traçado. Olho, de novo, para o céu cinzento. Desaba-me

Sobre os ombros, pesado, inclemente. Que sei eu do Universo?

Porque me estou na Terra? Quem me deu o Ser? Se me sou?

Tremem-me as pernas. Indefesa, os meus dedos lavram

Lamas, arrancam ervas, mas torturam-me as trevas

Do conhecimento. Por que me estou no ali? Donde vim?

Resposta alguma que me satisfaça! Aprendera, cedo,

Que não havia deus algum. Que, na natureza, nada se criava,

Nada se perdia, mas tudo se transformava. Logo era um bicho

Da terra. Logo, a ela voltaria, como os pássaros que amava,

E nunca destruía os seus ninhos, porque se eternizavam

Nos filhos. Sim! Já havia aprendido, precocemente, é certo,

Mas tudo me fora dito, sem eufemismos, sem um gesto de afecto.

As águas das regas continuam. As pernas? As pernas? Da garota

Rebelde? Permanecem mergulhadas nas águas frias, mesmo no agora

Do escrevo. Anoitece! Agradeço as raízes do legado paterno,

Embora, tenham sido plantadas, no solo inocente da criança, que

Deixou , cedo, de o ser, se alguma vez o foi. Apago o olhar desse

Tempo? Como o fazer? Sempre aceso, como o cigarro que fumo,

O vinho que bebo, para anestisiar o cio, as palavras que teço.

Como amortalhar a madrugada? Embriago-me! Drogo-me.

«Cada um tem o seu ópio». Aperto as pálpebras. Cego-me?"

As obras de arte expostas aqui são de autoria de João Werner. O uso destas imagens de baixa resolução é gratuito. Basta, apenas, citar a minha autoria.

contato João Werner (43) 3344-2207

 

werner.joao@gmail.com

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"Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja.", Ministro do STF, S.Ex. Carlos Ayres Britto