Gravuras e pinturas sobre mitos e mitologias
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Xamanismos e outras mitologias

Poeta meditando
gravura digital raster
42x60 cm.
14 de agosto de 2007
código da gravura 91-07
Compre esta gravura, compre um postal ou o direito de uso
Participação desta pintura em exposições de arte
-
2009, novembro 06 - A gravura digital "MET" foi exibida na exposição "O cordeiro pressente o lobo", na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, em Londrina (PR).
Fortuna crítica e poética desta pintura

2012, dezembro 23 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog
Pássaro unitário, ilustrando a poesia "Antes
do pôr do sol".
Cuido em encontrar poesia no agora.
No copo de bebida lagrimejando sobre a mesa.
No gole de sede sombreando este sol.
A vidraça da janela deixa a luz clarear o pó dos meus versos.
As letras trocadas imprimem as gravuras do meu viver.
E vem de longe um perfume nostálgico de horizonte.
E vem descompassado, sorridente entre os abraços de um polvo.
O que vai sobrar eu escrevo a mão
Para alimentar a fogueira serenada do esquecimento.
Esse mago do infinito em expansão
Carregado da magia soberana de maquiar tudo de finitude.
Canto em três acordes minha balada de incertezas.
Canto indiferente à fragilidade pedinte de todas as certezas
Sustentadas e exaltadas pelo assombro tenebroso
Do cão do revólver erguido contra essa tal felicidade.
Só ouço a voz sem eco detonada pela verdade.
A verdade com seu bisturi imparcial
Amputando a gangrena vaidosa de todas as flores
Enfermas do aplauso enegrecido da mentira que afaga.
Não temas a amargura nobre poeta em prosa
Esse banquete se encontra armado à espera de cada um
É a nota dissonante que apara em um arquejo de sabedoria
As arrestas pobres de toda a soma das melodias.
Meu verso se nega a escancarar seus dentes na cara do mundo
Enquanto Raimundo continua batendo na porta fechada dos mil jardins
Suplicando imundo e sem cor uma ajuda pelo amor do teu deus.
Cuido em encontrar poesia no agora.
No copo de bebida lagrimejando sobre a mesa.
No gole de sede sombreando este sol.
A vidraça da janela deixa a luz clarear o pó dos meus versos.
As letras trocadas imprimem as gravuras do meu viver.
E vem de longe um perfume nostálgico de horizonte.
E vem descompassado, sorridente entre os abraços de um polvo.
O que vai sobrar eu escrevo a mão
Para alimentar a fogueira serenada do esquecimento.
Esse mago do infinito em expansão
Carregado da magia soberana de maquiar tudo de finitude.
Canto em três acordes minha balada de incertezas.
Canto indiferente à fragilidade pedinte de todas as certezas
Sustentadas e exaltadas pelo assombro tenebroso
Do cão do revólver erguido contra essa tal felicidade.
Só ouço a voz sem eco detonada pela verdade.
A verdade com seu bisturi imparcial
Amputando a gangrena vaidosa de todas as flores
Enfermas do aplauso enegrecido da mentira que afaga.
Não temas a amargura nobre poeta em prosa
Esse banquete se encontra armado à espera de cada um
É a nota dissonante que apara em um arquejo de sabedoria
As arrestas pobres de toda a soma das melodias.
Meu verso se nega a escancarar seus dentes na cara do mundo
Enquanto Raimundo continua batendo na porta fechada dos mil jardins
Suplicando imundo e sem cor uma ajuda pelo amor do teu deus.

2012, junho 09 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog
Filtro de sons e sonhos,
ilustrando a poesia "Poeta meditando", de Clevane Pessoa.
Meditando
Ame ditando
poetize amando
dite o fruto,
o constructo
da inspiração
expresse a aura
da alma, do soma,
da palma, da mão,
capte o ritmo
do coração
em acalmia
e aproveite
a inspiração...
Ruídos de um mundo
sempre em construção
não lhe atrapalharão,
pois um mundo de nuvens
e de flocos de algodão
cercam seu imaginário...
Re-la-xe...
Se busque, se ache.
Medite:
encontre o ahmisha
- a não violência de Gandhi -
preencha-se no Nirvana
e retorne para a mágica plena
da criação.
Esse, é um nada que é tudo
e está dentro de você!
Meditando
Ame ditando
poetize amando
dite o fruto,
o constructo
da inspiração
expresse a aura
da alma, do soma,
da palma, da mão,
capte o ritmo
do coração
em acalmia
e aproveite
a inspiração...
Ruídos de um mundo
sempre em construção
não lhe atrapalharão,
pois um mundo de nuvens
e de flocos de algodão
cercam seu imaginário...
Re-la-xe...
Se busque, se ache.
Medite:
encontre o ahmisha
- a não violência de Gandhi -
preencha-se no Nirvana
e retorne para a mágica plena
da criação.
Esse, é um nada que é tudo
e está dentro de você!
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2012, março 25 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog John Lucki, ilustrando post.

2011, abril - Minha gravura digital "Poeta meditando" ilustrou o ensaio "Marcianos e Venusianas. Aspectos relativos
à Psicologia", de autoria da Dra. Vera Ribeiro publicado em "Marcianos & Venusianas", org. de Manuel Mendes
Silva, Editora Lidel & Bayer HealthCare, Lisboa. pp. 241-244.

2010, agosto 18 - Minha gravura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Lua
dos apaixonados", ilustrando a poesia "A poesia e o poeta" de autoria de M@ José.
"Deus criou a poesia
Para ser apreciada
Em qualquer hora do dia
Deve ser admirada.
Do nada o poeta cria
Expressando seu sentimento
Mostrando sua sabedoria
Gerada do pensamento.
Oh! Poeta que tanto ama!
E sensibiliza os seus leitores
Utiliza palavras e proclama
Amor a tantos amores.
Nas idéias do poeta
Em tudo tem poesia,
A emoção é completa
Conquistando a simpatia."
"Deus criou a poesia
Para ser apreciada
Em qualquer hora do dia
Deve ser admirada.
Do nada o poeta cria
Expressando seu sentimento
Mostrando sua sabedoria
Gerada do pensamento.
Oh! Poeta que tanto ama!
E sensibiliza os seus leitores
Utiliza palavras e proclama
Amor a tantos amores.
Nas idéias do poeta
Em tudo tem poesia,
A emoção é completa
Conquistando a simpatia."
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2010, janeiro 24 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog Aquela menina com uma flor, ilustrando a poesia de Carlos Drummond de Andrade.

2009, agosto 12 - A gravura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Partos
de Pandora", ilustrando a poesia "é este o meu ofício", de autoria de Violeta Teixeira.
"é este o meu ofício. O grito. O grito do bicho
Da terra. Do corpo da terra, peregrino, sem fé,
Ao rés do vazio, morto de frio, a espera
De um signo, que frutifique nos espinhos.
Espera ilúcida e única do caminho que ilumine
O silência, súbito, vinho, para a embriaguez
Das palavras da vida e da morte. A brasa rubra
De uma pedra coze-me o pão do poema.
é este o meu ofício. O grito faminto
Do corpo da terra. Do bicho da terra. Grito!
Invoco, com avidez, a voz que tarda a ser voz,
Que tarda a ser tear. Trêmula e indevisa, início
O tecer do tempo voraz, mas este tudo faz
Para abafar a nudez do grito. Pudor absurdo, Porque,
sempre está a escuta o leitor, sabendo,
Sem o dizer que, talvez o grito sufocado
Dê à luz, numa obscura e pura madrugada,
Um cântico ferido, mas tecido de amor,
O mesmo será dizer o lugar branco da morte."
"é este o meu ofício. O grito. O grito do bicho
Da terra. Do corpo da terra, peregrino, sem fé,
Ao rés do vazio, morto de frio, a espera
De um signo, que frutifique nos espinhos.
Espera ilúcida e única do caminho que ilumine
O silência, súbito, vinho, para a embriaguez
Das palavras da vida e da morte. A brasa rubra
De uma pedra coze-me o pão do poema.
é este o meu ofício. O grito faminto
Do corpo da terra. Do bicho da terra. Grito!
Invoco, com avidez, a voz que tarda a ser voz,
Que tarda a ser tear. Trêmula e indevisa, início
O tecer do tempo voraz, mas este tudo faz
Para abafar a nudez do grito. Pudor absurdo, Porque,
sempre está a escuta o leitor, sabendo,
Sem o dizer que, talvez o grito sufocado
Dê à luz, numa obscura e pura madrugada,
Um cântico ferido, mas tecido de amor,
O mesmo será dizer o lugar branco da morte."
2009, julho 19 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog
A poesia de Gilberto Maha, ilustrando a poesia "Constatação".
Pensei até em me mudar
Pensei até renunciar
Pensei até esconder segredo
Pensei em não continuar
Pensei até não mais amar
Pensei porque eu tive medo
Medo do ciúme atroz
Medo do que pensariam de nós
Medo do contra feito
Medo da minha própria voz
Medo do que viria após
Medo de não estar sujeito
Sujeito estar ao revés
Sujeito contra as marés
Sujeito da perseverança
Sujeito do calado ao convés
Sujeito da cabeça aos pés
Sujeito de homem à criança
Criança de abandono infindo
Criança acordado e dormindo
Criança ao próprio abandono
Criança a tudo resistindo
Criança do homem sumindo
Criança de um homem sem dono
Dono da mentira e da verdade
Dono da falta de caridade
Dono das injúrias enfim
Dono da pobreza e da prosperidade
Dono do bem e da maldade
Dono do que não existe em mim
Pensei até em me mudar
Pensei até renunciar
Pensei até esconder segredo
Pensei em não continuar
Pensei até não mais amar
Pensei porque eu tive medo
Medo do ciúme atroz
Medo do que pensariam de nós
Medo do contra feito
Medo da minha própria voz
Medo do que viria após
Medo de não estar sujeito
Sujeito estar ao revés
Sujeito contra as marés
Sujeito da perseverança
Sujeito do calado ao convés
Sujeito da cabeça aos pés
Sujeito de homem à criança
Criança de abandono infindo
Criança acordado e dormindo
Criança ao próprio abandono
Criança a tudo resistindo
Criança do homem sumindo
Criança de um homem sem dono
Dono da mentira e da verdade
Dono da falta de caridade
Dono das injúrias enfim
Dono da pobreza e da prosperidade
Dono do bem e da maldade
Dono do que não existe em mim

2008, dezembro 23 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog
Fragmentos da alma, ilustrando a poesia "O poeta".
Um poeta deve ter dor
E dor onde ninguém saiba.
E deve sentir todas as dores e todos os amores que há no mundo.
Deve ter a escuridão, e deixar explodir todas as estrelas. Deve fazer nascer luz.
Deve entender de partos.
Um poeta tem que conhecer perfumes e odores.
Deve descrever sobre a Dolores e amar as suas dores.
Um poeta tem que ser forte e ardente.
Frágil e quente.
Um poeta tem que agir com a verdade, mesmo que para isso, use o fingimento.
Deve ser nobre como a beleza e plebeu como a tristeza.
Tem que usar das lágrimas para mostrar a alma.
E usar do sorriso para mostrar o destino.
Um poeta tem que salvar vidas, através da sua elegia ou da sua pornografia.
Tem que adorar o nada e o tudo.
Deve ser o próprio silêncio e ter em si todas as palavras.
Um poeta deve cortar os pulsos com flores e sobreviver com pedras.
Tem que andar no ritmo das correntezas dos rios e se escaldar nas areias como as ondas.
Deve saber observar o belo e entender o torpe.
Um poeta deve ver além do verde e do azul, tem que ver o cinza que há por trás de tudo.
Deve enxergar com as mãos e o coração e sentir com os olhos e abraçar com a alma.
Um poeta deve ter em si a eternidade e jamais ostentá-la.
Deve acariciar e bater com as suas palavras.
E deve ferir com o seu silêncio.
Um poeta deve saber chorar compulsivamente ao ver o sonho do outro quebrado, e gritar silenciosamente quando o seu sonho for derrubado.
Tem que transbordar os olhos de lágrimas, todos os dias, ao ler um poema, e alegrar-se profundamente ao nascer de qualquer semente.
Um poeta deve ferir-se com a insensibilidade e vangloriar-se com as raridades sensíveis.
Deve sentir os antepassados nos bosques e praças, e respeitar os seus espíritos.
Um poeta deve ver o sol nascer e nesse momento matar sua soberba.
Deve ver o sol se pôr e aguar o orgulho de si mesmo.
Um poeta tem que olhar nos olhos. Olhar simplesmente nos olhos; nem mais para baixo, nem mais para cima.
Deve proteger os apaixonados, mesmo aqueles enganados.
Um poeta tem que admirar os rituais e jamais julgá-lo.
Não precisa dançar o compasso da vida, mas deve entendê-lo.
Um poeta tem que saber que, as crianças e os velhos sabem mais que as suas rimas.
Deve gargalhar dos ecos.
Esbravejar das injustiças.
Um poeta tem que ser divinamente humano.
Compreender o divino, sentindo o humano.
Um poeta deve saber que não sabe. E ter consciência que entende.
Deve ser louco para que os deuses o proteja.
E deve ser lúcido para que o Deus o respeite.
Deve ter brilho no olhar e uma cor opaca nos lábios.
Dedos das mãos alongados e pés firmes.
E o poeta deve esquecer todas essas regras e ser simplesmente poeta.
Um poeta deve ter dor
E dor onde ninguém saiba.
E deve sentir todas as dores e todos os amores que há no mundo.
Deve ter a escuridão, e deixar explodir todas as estrelas. Deve fazer nascer luz.
Deve entender de partos.
Um poeta tem que conhecer perfumes e odores.
Deve descrever sobre a Dolores e amar as suas dores.
Um poeta tem que ser forte e ardente.
Frágil e quente.
Um poeta tem que agir com a verdade, mesmo que para isso, use o fingimento.
Deve ser nobre como a beleza e plebeu como a tristeza.
Tem que usar das lágrimas para mostrar a alma.
E usar do sorriso para mostrar o destino.
Um poeta tem que salvar vidas, através da sua elegia ou da sua pornografia.
Tem que adorar o nada e o tudo.
Deve ser o próprio silêncio e ter em si todas as palavras.
Um poeta deve cortar os pulsos com flores e sobreviver com pedras.
Tem que andar no ritmo das correntezas dos rios e se escaldar nas areias como as ondas.
Deve saber observar o belo e entender o torpe.
Um poeta deve ver além do verde e do azul, tem que ver o cinza que há por trás de tudo.
Deve enxergar com as mãos e o coração e sentir com os olhos e abraçar com a alma.
Um poeta deve ter em si a eternidade e jamais ostentá-la.
Deve acariciar e bater com as suas palavras.
E deve ferir com o seu silêncio.
Um poeta deve saber chorar compulsivamente ao ver o sonho do outro quebrado, e gritar silenciosamente quando o seu sonho for derrubado.
Tem que transbordar os olhos de lágrimas, todos os dias, ao ler um poema, e alegrar-se profundamente ao nascer de qualquer semente.
Um poeta deve ferir-se com a insensibilidade e vangloriar-se com as raridades sensíveis.
Deve sentir os antepassados nos bosques e praças, e respeitar os seus espíritos.
Um poeta deve ver o sol nascer e nesse momento matar sua soberba.
Deve ver o sol se pôr e aguar o orgulho de si mesmo.
Um poeta tem que olhar nos olhos. Olhar simplesmente nos olhos; nem mais para baixo, nem mais para cima.
Deve proteger os apaixonados, mesmo aqueles enganados.
Um poeta tem que admirar os rituais e jamais julgá-lo.
Não precisa dançar o compasso da vida, mas deve entendê-lo.
Um poeta tem que saber que, as crianças e os velhos sabem mais que as suas rimas.
Deve gargalhar dos ecos.
Esbravejar das injustiças.
Um poeta tem que ser divinamente humano.
Compreender o divino, sentindo o humano.
Um poeta deve saber que não sabe. E ter consciência que entende.
Deve ser louco para que os deuses o proteja.
E deve ser lúcido para que o Deus o respeite.
Deve ter brilho no olhar e uma cor opaca nos lábios.
Dedos das mãos alongados e pés firmes.
E o poeta deve esquecer todas essas regras e ser simplesmente poeta.

2008, novembro 21 - Foi exibida no blog Viva a poesia, ilustrando
o poema "Epitáfio para a tumba de um poeta", de José Hierro, editada pelo poeta e professor Sílvio Persivo.
"Toquei a criação com a minha testa.
Senti a criação com a minha alma.
As ondas me chamaram para o fundo.
E logo as águas se fecharam. "
"Toquei a criação com a minha testa.
Senti a criação com a minha alma.
As ondas me chamaram para o fundo.
E logo as águas se fecharam. "
2008, outubro 28 - Minha pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog
Leituras, ilustrando a poesia "O poeta".
O poeta escreve, debruçado, esquecido, alienado,
Inventa novos mundos, irreais, irracionais,
Escreve sobre sonhos, seres que habitam nas suas ilusões, mundos de emoções
Poeta sonhador.
O poeta escreve, olhando em volta, atento, revoltado,
Retrata realidades, seres que sofrem dificuldades,
Escreve sobre pobreza, racismo, fome, trabalho
Poeta relator.
O poeta escreve, sorridente, apaixonado, emocionado,
Descreve alegrias mundanas, cores, pessoas, flores, sabores,
Escreve sobre vida, nascimento, esperança, tolerância
Poeta optimista.
O poeta escreve, embriagado, coração apertado, desamor,
Conta-nos a profundidade da dor, amargura, noite interior,
Escreve sobre a morte, o frio, desesperado e só
Poeta triste.
O poeta escreve concentrado, brincando, ouvindo a música das palavras,
Rima animado, produzindo ecos e sons,
Escreve sobre tudo, sobretudo para rimar
Poeta cantor.
O poeta escreve enamorado, outras vezes desiludido,
Conta-nos paixões, encontros, amores, também desencontros,
Escreve sobre amor etéreo ou carnal, platónico ou real
Poeta amante.
O poeta pega nas palavras, uma a uma,
E constrói sonhos, verdades, alegrias, tristezas, ritmos ou paixões…
As palavras pegam no poeta, com cuidado,
Misturam-se no seu interior, saem palpitantes,
Fazem-se necessidade do poeta em se expressar, em comunicar.
Já tudo foi dito, as palavras vagueiam bem por cima de nós,
Nebulosas memórias da verdade ou luminosos espectros da vontade.
Já tudo foi dito.
Por isso o poeta pega nas palavras e diz tudo de novo, de outras formas…
As palavras pegam no poeta para que as relance e ninguém esqueça.
O poeta escreve, debruçado, esquecido, alienado,
Inventa novos mundos, irreais, irracionais,
Escreve sobre sonhos, seres que habitam nas suas ilusões, mundos de emoções
Poeta sonhador.
O poeta escreve, olhando em volta, atento, revoltado,
Retrata realidades, seres que sofrem dificuldades,
Escreve sobre pobreza, racismo, fome, trabalho
Poeta relator.
O poeta escreve, sorridente, apaixonado, emocionado,
Descreve alegrias mundanas, cores, pessoas, flores, sabores,
Escreve sobre vida, nascimento, esperança, tolerância
Poeta optimista.
O poeta escreve, embriagado, coração apertado, desamor,
Conta-nos a profundidade da dor, amargura, noite interior,
Escreve sobre a morte, o frio, desesperado e só
Poeta triste.
O poeta escreve concentrado, brincando, ouvindo a música das palavras,
Rima animado, produzindo ecos e sons,
Escreve sobre tudo, sobretudo para rimar
Poeta cantor.
O poeta escreve enamorado, outras vezes desiludido,
Conta-nos paixões, encontros, amores, também desencontros,
Escreve sobre amor etéreo ou carnal, platónico ou real
Poeta amante.
O poeta pega nas palavras, uma a uma,
E constrói sonhos, verdades, alegrias, tristezas, ritmos ou paixões…
As palavras pegam no poeta, com cuidado,
Misturam-se no seu interior, saem palpitantes,
Fazem-se necessidade do poeta em se expressar, em comunicar.
Já tudo foi dito, as palavras vagueiam bem por cima de nós,
Nebulosas memórias da verdade ou luminosos espectros da vontade.
Já tudo foi dito.
Por isso o poeta pega nas palavras e diz tudo de novo, de outras formas…
As palavras pegam no poeta para que as relance e ninguém esqueça.

2008, setembro 03 - Foi exibida no blog "Transversal do tempo",
da poetisa Renata Maria, ilustrando o poema "Ficção".
"Tentei ser triste num país sem nome.
Voltei de lá sem saber o que é saudade.
Fui para minha terra onde sorri é invenção.
E o poeta de lá sou eu sim, senhor."
"Tentei ser triste num país sem nome.
Voltei de lá sem saber o que é saudade.
Fui para minha terra onde sorri é invenção.
E o poeta de lá sou eu sim, senhor."

2008, Março - Ilustrou o poema "Recusa poética", do poeta Ricardo Mainieri, publicados na Revista Eletrônica
Conexão Maringá
"A poesia foi recusada
quando buscava emprego.
Simplesmente queria mostrar-se
aos olhos sensíveis
sem remuneração nem aplausos.
Precisava ela adereços
escrita automática
provocar o estranhamento
nas entranhas dos leitores?
Ser pós, neo-barroca, intertextual?
Não poderia ser simples
refletir a sina diária
na voz do homem sufocado
pela cidade & suas seqüelas.
Não há vagas dizia Gullar
apenas feiticeiros da linguagem
e suas pirotecnias..."
"A poesia foi recusada
quando buscava emprego.
Simplesmente queria mostrar-se
aos olhos sensíveis
sem remuneração nem aplausos.
Precisava ela adereços
escrita automática
provocar o estranhamento
nas entranhas dos leitores?
Ser pós, neo-barroca, intertextual?
Não poderia ser simples
refletir a sina diária
na voz do homem sufocado
pela cidade & suas seqüelas.
Não há vagas dizia Gullar
apenas feiticeiros da linguagem
e suas pirotecnias..."





