Gravuras e pinturas sobre mitos e mitologias

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Ninfas, Epigéias & Ménades

Gravura digital giclée 'Ninfas dançando'
Ninfas dançando
gravura digital vetorial (Flash)
42x60 cm.
02 de junho de 2008
código da gravura 158-08

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Participação em exposições de arte

  • Logo da Exposição "Et in Arcadia Ego"

    2010, novembro - Esta pintura digital participou da exposição "Et in Arcadia Ego", na "Galeria João Werner", Londrina

Fortuna crítica e poética desta pintura

Esta pintura foi escolhida para ilustrar os seguintes textos em blogs e sites da internet:

Blog "Viagem ao centro da tela"
2011, fevereiro 21 - Minha gravura digital "Ninfas dançando" foi exibida no blog "Viagem ao centro da tela", ilustrando a poesia "Ritmo e sintonia" de Ermes Le Fou.

Em um instante ela começa
e já não sou mais quem eu era antes.
Perco os sentidos, me descontrolo.
Eu canto, danço, me liberto.
O mundo a minha volta se transforma
diante de meus olhos como que por mágica
e a energia começa a fluir de todos os lados.
Todos meus movimentos parecem ganhar vida própria.

Não sei por quanto tempo ela se estende.
Cinco, dez, vinte minutos...
Isso realmente não importa.
Ela vai me dominando como quem não quer nada
e logo toma controle de todo meu ser.

O som se torna cada vez mais alto e me pergunto
se ele vem do mundo para mim, ou de mim para o mundo.
O som se torna cada vez mais alto e é delirante a sensação de liberdade.
Liberdade essa que me entrego sem medo, sem pensar...

Tudo é vibração, tudo é ritmo
Tudo é energia, tudo é cinética
Tudo se interliga
Sou o ar, sou o som, sou o céu, sou o chão.
Como um balanço que vai perdendo a força
Ela vai diminuindo o ritmo até cessar...
Aos poucos retorno ao meu corpo.
Meu espírito encontra o caminho de casa.
A realidade retoma sua harmonia costumeira
e eu mal posso esperar para retomar a minha harmonia!
Blog "hana Haruko"
2010, dezembro 30 - Minha pintura digital "Ninfas dançando" foi exibida no blog "hana Haruko", ilustrando poesia de Clevane Pessoa.

"Trilogia, tríade, trio de mulheres gráceis, as três graças
não se tornem des/graças,
mas promessas de fertilidade
e possam chamar a chuva.
Sempre no gerúndio, en/cantando,
dançando,
atraindo,
num continuum de graciosidade.
Mulheres atemporais, gregas, romanas, egípcias
wiccanas, indígenas, hodiernas a celebrar a liberdade de ser.
A música, cada um ouça a que soa, ressoa
em seu self , em seu coração e alma
e vibre através dos poros.
A música ensinada às criaturas
pelo movimento das águas,
pelo tatalar das asas,
pelas travessuras da brisa,
pelo ritmo do capim e do trigo,
pela viagem incessante das nuvens grávidas
ou engravidando,
é um presente :
basta seguir um ritmo e dar vazão à alegria
de estar para ser,
vivo e resiliente..."


"Com a escolha dessa tela de João Werner, que sempre me inspira, de imediato, contamina-me com a vibração das cores e comigo compartilha , á distância, os mistérios da beleza artística, desejo Feliz Ano Novo ao artista, aos leitores, parentes e amigos!", Clevane Pessoa
sem imagem
2008, junho - A poeta Cida Sepúlveda escreveu um ensaio, A dança, inspirado nesta gravura digital. Ainda não publicado.

"Passo horas para descobrir que as três ninfas formam Clara. O clímax do movimento é Clara, a mulher que o artista sonha. Coxas olímpicas, braços voadores, cabelos...ah, os cabelos me provocam – espetos negros imprimindo emoções na primavera acinzentada, traçando a feminilidade, invocando a música do corpo, a luz da alma." (fragmento, leia a íntegra)
Blog "Carmen Fossari"
2008, julho 22 - Exibida no blog Tatuagem, da poeta Carmen Fossari, onde ilustrou a poesia "Ilha feminina". Fragmento:

"O mundo feminino
Abre-se de úteros
Como as folhas em pétalas
Que amanhecem
Jardins, mundos, infâncias, flores
O universo adulto do corpo amoroso
Comportando outro corpo
Da luz lasciva de todos os tatos
Os sentidos, a intuição
O homem barro macerado
Que habita seu mundo
De dança e música

O feminino,nossa identidade
carregamos na hitória
Tantas estórias de dores
Que um ser, por qualidade
De gênero amalgamou
Nas paredes do mundo
Nãos imperativos,
Revelações semanticas
do femina
A fome
A dor
A pobreza
A miséria
A intolerância
A guerra

Mas o tecido involucrável
Descobrindo em nudez
A palavra mulher
Tece em desejos

A paz
A alegria
A fartura
A riqueza
A tolerância
A criação

Aos mapas ortográficos
As veias onde pulsam
O ser feminino, Mulher
O masculino ser, Homem

Indcam a geografia
De país algum
Que não o construído
De ventos e sonhos
De vísceras e suores
De esperanças e lágrimas

Ao fogo que acende
As almas, quando anoitece
O corpo abrirá seus braços
Aos abraços
Femininamente amorosos
Ao masculino homem
Tão frágil quanto a fragilidade
que enunciou da mulher
pelos confins dos tempos.""

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