Entalhe
em madeira "Alegoria..."
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Trabalhei
neste painel durante 18 meses, aproximadamente. Foi um
período quase monástico para mim. Entalhava
diariamente, consumia muitas drogas.
Era
um adolescente recém chegado de Nietzsche, Hermann Hesse e
Dostoievsky. Gostava da cultura grega.
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O
cheiro do cedro, o tac-tac do trabalho de "pica-pau" são
lembranças muito emotivas para mim.
Painel
entalhado em pranchas de cedro. Dimensões aproximadas de 18
m². Localizado na cidade de Ibiporã, PR. Realizado
em 1982.
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Ao
lado, uma análise diagramática da
composição das figuras sobre o entalhe.
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Detalhes
do plano inferior do entalhe
Detalhes
do plano superior do entalhe
Recorrências
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Quando
uma figura nos agrada, ela persiste na memória e retorna, de
vez em quando sob novas roupagens.
Estes
dois quadros recentes (à direita) foram inspirados em
figuras já presentes no painel de madeira de 20 anos
atrás.
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Fortuna
crítica deste relevo em madeira
2007,
Dezembro - Publicada na revista eletrônica Cyberartes,
na seção "Artista da semana", texto sobre o
artista de autoria de Ronaldo Carneiro Leão.
2007,
Janeiro - Publicada em: Revista Eletrônica
Conexão Maringá.
2007-
Exposta na Revista eletrônica
ArqBrasil.
2004 -
Publicada no catálogo "João Werner,
Catálogo 2004", pp. 19, Londrina (PR), 20 pgs.
1987,
Abril 05 - Publicado em: Adalice Araújo, Esculturas
e pinturas de João Werner,
Gazeta
do Povo, Curitiba.
1986,
Julho 11 - Publicada no convite da exposição
"Escultura pintura", Departamento Municipal de Cultura, Londrina (PR).
1986 -
Publicada no catálogo "Werner, Esculturas &
Pinturas", Londrina, 8 pgs.
1984,
Agosto 09 - Publicada em: Dulcinéia Novaes,
João
artista,
Folha de Londrina, Caderno 2, pp. 13.
Textos
críticos
"Cipós
emaranhados, hieróglifos, pessoas, pássaros,
árvores, muitas árvores, detalhes pequenos e
fortes, fazem com que o grande painel seja uma descoberta a cada
momento. Ele vai envolvendo os olhos. É denso nas formas,
brusco e suave na textura, agressivo e misterioso nos relevos.
É claro ao deixar evidente os primeiros passos do aprendiz.
Como em uma escola, as fases vão se iluminando de maneira
sutil."
Dulcinéa
Novaes
leia
a íntegra deste texto
"Alegoria
à vida do lugar sem nome" é o título
do painel interno
em madeira. Embora nos remeta ao clima simbolista dos relevos em
madeira de Gauguin como "Soyes Mysterieuses" ou "Soyes amoureuses vous
serez
heureuses", João Werner tece um fabulário muito
pessoal. Utilizando como
matéria prima, cedro, através de sete
figuras/símbolos que governam o
universo, ele redimensiona poeticamente o mito. Apesar do que
pássaros,
árvores, cipós e pequenos detalhes eliminam os
grandes vazios, as figuras são
dotadas de energia, dinamismo e ritmo. Ao mesmo tempo
místico e erótico, esse
painel consegue unir monumentalidade e lirismo."
Adalice
Araújo
leia
a íntegra deste texto
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