"Motel barato", Exposição individual de João Werner

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Quando olhei o conjunto destas minhas gravuras pornográficas lado a lado, percebi que, só em um daqueles moteizinhos fuleiros que frequentava na juventude, poderia expor minha fauna erótica.

 

Lembrei-me dos ambientes kitsch, cheios de coraçõezinhos cor-de-rosa, cupidos encardidos, frases de efeito e juras de amor eterno, sussurradas entre manchas invisíveis de fluídos corporais alheios, espalhadas pelo piso, paredes e lençóis. É o cenário perfeito/perverso para estas minhas gravuras feitas em Flash, um software de que gosto muito porque me permite o uso de uma linguagem plástica grosseira e agressiva, binário-expressionista.

 

Meu "pincel" no Flash tem a riqueza gestual que dá pra obter de uma lâmina de faca, com pinceladas variando apenas em espessura e cores chapadas variando apenas em transparência. Não há modulação nem sutilezas, só toscas marcas cromáticas espalhadas pelo piso, paredes, lençóis e corpos. Um arremedo de Impressionismo, feito com cacos de vidro. Mais metaforicamente apropriado, impossível.

Serviço

Exposição individual com 17 gravuras digitais, eróticas e pornográficas.
visitação: de 28 de fevereiro até a abertura da próxima exposição (aprox. 90 dias)
local: Galeria João Werner, rua Piauí, nº 191, sala 71, 86010-420, Londrina, PR.
horário: das 14h às 20h, com monitoria.
fone: (43) 3354-6395
a entrada é gratuita, embora eu aceite doações.Gravuras que estarão expostas.

Fortuna crítica e poética desta exposição

 

2011, março 11 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada noJornal de Londrina, com a matéria "Entre quatro paredes" do jornalista Fábio Luporini, caderno "Divirta-se", pp. 23.

 

2011, fevereiro 27 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada na Folha de Londrina, com texto do jornalista Nelson Sato, "Sexo explícito".

 

2011, março 10 - A poeta Clevane Pessoa escreveu o poema "Historiazinha de amor", acerca de minha exposição "Motel barato".

Mulher que foi botão de rosa , filha de mãe carinhosa

e pai que não foi machista

cuidada, orientada, bonequinha mimada.

casa-se com brutal perseguidor

o que persegue- a- dor

com prazer,

para subjugá-la.

Marca-a com ponta de cigarro,

chuta-lhe a barriga prenhe

e ela perde o rebento,

arrebentada.

Foge na madrugada.

Chove, ela escorrega, fere os joelhos, torce o pé.

Moço bonito oferece ajuda.

leva-a ao motel barato.

Limpa-a, banha-a, com mágicos dedos de prestigitador

- o que afasta a dor-

e lhe faz amor.

Depois disso, convida-a para ser modelo vivo, tela viva

e os dois trabalham numa vitrina

onde trocam olhares apaixonados.

Depois, quando a loja do prazer se fecha, ali em Amasterdã, para onde fugiram

por temer represálias do carrasco, ele a leva ao motel barato

- pois ainda não têm um lar-

e retira toda a sua arte naquela pele de seda.

Cria outra, invisível aos olhos comuns, com os dedos de criador,

o que anulou a dor,

Agora, esse espaço encardido, com puídas cortinas

pink, azulejos amarelados e pretos no rejunte, e cheiros fortes

é agora, o paraíso,

de um grande amor, retrato

e nem parece um motel barato...

 

2011, julho 05 - Minha exposição de gravuras "Motel barato" foi divulgada no blog "Tarja Negra", postado por Gato Maracajá.

 

 

2011, março 30 - Concedi entrevista para o programa "Trem das Onze", Rádio da Universidade Estadual de Londrina (UEL-FM), falando sobre minha exposição "Motel barato". (áudio da entrevista).

2011, março 02 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada pelo blog "Coluna Baby Garroux".

2011, março 02 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada pelo blog "Mucury Cultural".

Gravuras expostas

Gravura digital Frigobar incluido

Frigobar incluido

Motel II

Casal III

Gravura digital

Motel III

A almofada vermelha

Cadeira de arame

Motel

No fone

Moça nua

Cadeira dourada

Moça dormindo

Enxugando os cabelos

Amantes V

Amantes IV

Trio de amantes

Casal

Espalmando azulejo

 

Montando a exposição