"Motel barato", Exposição individual de João Werner
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Lembrei-me dos ambientes kitsch, cheios de coraçõezinhos cor-de-rosa, cupidos encardidos, frases de efeito e juras de amor eterno, sussurradas entre manchas invisíveis de fluídos corporais alheios, espalhadas pelo piso, paredes e lençóis. É o cenário perfeito/perverso para estas minhas gravuras feitas em Flash, um software de que gosto muito porque me permite o uso de uma linguagem plástica grosseira e agressiva, binário-expressionista.
Meu "pincel" no Flash tem a riqueza gestual que dá pra obter de uma lâmina de faca, com pinceladas variando apenas em espessura e cores chapadas variando apenas em transparência. Não há modulação nem sutilezas, só toscas marcas cromáticas espalhadas pelo piso, paredes, lençóis e corpos. Um arremedo de Impressionismo, feito com cacos de vidro. Mais metaforicamente apropriado, impossível. |
Serviço
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Fortuna crítica e poética desta exposição
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2011, março 11 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada noJornal de Londrina, com a matéria "Entre quatro paredes" do jornalista Fábio Luporini, caderno "Divirta-se", pp. 23. |
2011, fevereiro 27 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada na Folha de Londrina, com texto do jornalista Nelson Sato, "Sexo explícito". |
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2011, março 10 - A poeta Clevane Pessoa escreveu o poema "Historiazinha de amor", acerca de minha exposição "Motel barato". Mulher que foi botão de rosa , filha de mãe carinhosa e pai que não foi machista cuidada, orientada, bonequinha mimada. casa-se com brutal perseguidor o que persegue- a- dor com prazer, para subjugá-la. Marca-a com ponta de cigarro, chuta-lhe a barriga prenhe e ela perde o rebento, arrebentada. Foge na madrugada. Chove, ela escorrega, fere os joelhos, torce o pé. Moço bonito oferece ajuda. leva-a ao motel barato. Limpa-a, banha-a, com mágicos dedos de prestigitador - o que afasta a dor- e lhe faz amor. Depois disso, convida-a para ser modelo vivo, tela viva e os dois trabalham numa vitrina onde trocam olhares apaixonados. Depois, quando a loja do prazer se fecha, ali em Amasterdã, para onde fugiram por temer represálias do carrasco, ele a leva ao motel barato - pois ainda não têm um lar- e retira toda a sua arte naquela pele de seda. Cria outra, invisível aos olhos comuns, com os dedos de criador, o que anulou a dor, Agora, esse espaço encardido, com puídas cortinas pink, azulejos amarelados e pretos no rejunte, e cheiros fortes é agora, o paraíso, de um grande amor, retrato e nem parece um motel barato... |
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2011, julho 05 - Minha exposição de gravuras "Motel barato" foi divulgada no blog "Tarja Negra", postado por Gato Maracajá.
2011, março 30 - Concedi entrevista para o programa "Trem das Onze", Rádio da Universidade Estadual de Londrina (UEL-FM), falando sobre minha exposição "Motel barato". (áudio da entrevista). 2011, março 02 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada pelo blog "Coluna Baby Garroux". 2011, março 02 - Minha exposição "Motel barato" foi divulgada pelo blog "Mucury Cultural". |
Quando olhei o conjunto destas minhas gravuras pornográficas lado a lado, percebi que, só em um daqueles moteizinhos fuleiros que frequentava na juventude, poderia expor minha fauna erótica.
Exposição individual com 17 gravuras digitais, eróticas e pornográficas.






















