Exposição "Pintura digital", outubro de 2007

Gravuras expostas

Gravuras expostas

Algumas das
gravuras expostas



Crianças de uma Escola vizinha visitam a exposição
Descritivo
Foram expostas
18 de minhas pinturas digitais originais, impressas sobre papel de aquarela Arches.
Período:
Exposição permanente, com início em 29 de outubro de 2007
Visitação: 9h:00 às 18h:00
Local: Ambientare Interiores, Av. Higienópolis, 602 - loja 25 86020-080 - Londrina - PR
Fone: (43) 3344-2207 Entrada gratuita. Obras à venda.
Documentação
Divulgada em "João Werner expõe sua pintura digital",
Jornal de Londrina, 29 de outubro de 2007, pp. 17.
Divulgada pela Revista Eletrônica
Conexão Maringá, edição de novembro de 2007.
Statement da exposição
A criação das pinturas digitais
A arte digital representa o novo na arte. É o que há de mais
moderno e inovador nas técnicas artísticas. Em poucos anos, prevejo que a
arte digital vai ampliar exponencialmente o número de seus praticantes e
colecionadores. Entre inúmeras outras razões, está o fato de que a atual
desconfiança e resistência que as gerações mais velhas têm com o computador
vai desaparecer totalmente. Para os jovens de hoje, o computador é o
principal equipamento de lazer e trabalho.
Muitos colocam em dúvida a ética envolvida na criação de
arte digital. Ora, o fato de alguém utilizar tinta à óleo para falsificar um
Rebrandt ou para fazer uma pintura de péssima qualidade, não desqualifica a
tinta à óleo como um sofisticado instrumento artístico. São os seres humanos
e não as técnicas que são éticos.
Minhas pinturas digitais são realizadas através de softwares
que simulam pincéis, cores e telas. Para algumas destas pinturas, eu faço um
esboço à lápis prévio que é posteriormente passado para o computador através
de um scanner. Depois, este esboço é totalmente reelaborado.
Sendo assim, não existe uma pintura original à óleo, por
exemplo, que tenha sido fotografada e depois impressa. Minha arte digital é
exclusivamente criada apenas através do computador. Nenhuma de minhas
pinturas à óleo ou acrílica foi ou será impressa e vendida como arte
digital.
Como tenho experiência de mais de 25 anos com as técnicas
artísticas da pintura e escultura, posso dizer que o trabalho da imaginação
e da sensibilidade envolvidos na criação da arte digital é o mesmo. Não há
os aromas nem os sons de um atelier tradicional, mas a empatia com a imagem,
com o tema, o desenho, a composição, as cores, é o mesmo.
Impressão em Giclée ou digigrafia
Depois que as considero prontas, as pinturas digitais são
impressas sobre papel de aquarela Arches, utilizando moderna tecnologia de
impressão digital, denominada de giclé ou digigrafia.
O papel Arches, da Canson, é importado, 100% algodão,
gelatinado na massa e seco ao ar livre, com brancura natural, sem tratamento
químico, tendo pH neutro (sem ácidos) e ótima conservação ao longo do tempo.
A francesa Canson tem 500 anos de tradição e qualidade na produção de papéis
artísticos.
A impressão é realizada em máquinas Epson Stylos Pro, com
tintas pigmentadas ULTRACHROME K3, com durabilidade das impressões
equivalentes ao sistema fotográfico químico. Este é o sistema de impressão
aceito pela maioria dos Museus de Arte nos EUA como tendo durabilidade e
qualidade de impressão. Calcula-se que giclées impressos neste sistema tem
durabilidade mínima de 150 anos, sem perda de qualidade da cor.
Todo o trabalho de impressão é realizado em São Paulo, em
uma empresa que tem mais de 40 anos de tradição na impressão artística de
gravuras tradicionais.
De cada pintura, faço tiragens de 50 exemplares, assinando,
numerando e datando cada uma, de próprio punho. A tiragem não é realizada de
uma vez só, mas "by demand", isto é, cada gravura é impressa conforme é
comercializada.
Como em uma tiragem de gravuras tradicionais (xilo ou
serigrafia, por exemplo), cada impressão é numerada 1/50, 2/50, 3/50 e assim
sucessivamente, indicando a ordem daquela gravura no conjunto bem como o
total delas. Desta maneira, a última das gravuras será numerada 50/50.
Estilo
O estilo de minhas pinturas é figurativo. Isto ocorre porque
gosto de desenhar. Mas não gosto que meus quadros pareçam fotografias. Gosto
da irregularidade que resulta de um traçado à mão livre, das imprecisões e
indecisões que a linha preserva enquando me concentro na imagem que desenho.
Nenhum de meus temas é gratuito. Não desenho cenas porque
possam ser mais comerciais. Faço pinturas rurais, por exemplo, porque cresci
no meio rural, e minha imaginação está impregnada da terra vermelha do norte
do Paraná. Faço pinturas urbanas porque morei por dez anos na megalópole São
Paulo, capital de todos nós.
Pinto uma imagem não por ela ser bela ou agradável mas,
primeiro, por que ela me comoveu.
Gravuras expostas
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Colhendo laranjas |

Espalhando café |

Retorno |

Menino |
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Conduzindo gado |

Parada de ônibus |

Início da aula |

Semeador II |
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Malabares |

Pipa |

Cana de açúcar |

Lavradores |
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Ceifadores |

Ceifador |

Empilhando
gravetos |

Negro |
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Lavadeira |

Sanfoneiro |
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