"Monumento ao Trabalhador rural"

Statement

A idéia desta escultura era homenagear os muitos homens e mulheres anônimos que ajudaram a criar a região norte do Paraná e a transformaram em grande produtora rural, originando as riquezas que tão poucos usufruem.

Não rendendo licitações, exatamente como aqueles a quem pretendia homenagear, a escultura era desinteressante ao "poder público municipal". Foi abandonada e depois se perdeu.

Hoje, está desaparecida.

Descritivo

Escultura em cimento e ferragem.
Dimensões de 100 x 100 x 250 cm.
Localização: Cambé(?) (PR).
Data da realização: 1986.

Escultura em cimento representando um camponês ajoelhado, com as mãos elevadas ao céu. À sua frente, uma coluna de vegetação variada
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Com dois adereços reais: a enxada e o chapéu de palha
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Originalmente, a escultura deveria portar um chapéu de palha "real" sobre a cabeça
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Iluminada, sob as trevas
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Ele segura a terra, como um símbolo de fertilidade
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
João Werner, à época
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural
Crianças presentes quando a escultura foi colocada na praça
Escultura em cimento Monumento ao Trabalhador rural

Fortuna crítica e poética desta escultura

Publicada em mídia impressa

Catálogo 2004

2004 - Publicada no catálogo "João Werner, Catálogo 2004", pp. 1, Londrina (PR), 20 pgs.

Folha de Londrina

1987, janeiro 07 - Publicada em: Zilma Santos, "Tributo ao homem do campo", Folha de Londrina, Caderno 2, pp. 11.

1987, abril 05 - Publicada em: Adalice Araújo, Pinturas e esculturas de João Werner, Gazeta do Povo, Curitiba.

1987, junho 05 - Publicada em "Werner, do palco às galerias", O diário do Norte do Paraná, Maringá. pp. 21.

Catálogo 1986

1986 - Publicada no catálogo "Werner, Esculturas & Pinturas", Londrina, 8 pgs.

Publicada em sites e blogs de internet

Blog "Rádio Espinosa"

2011, maio 25 - Minha escultura em cimento "Monumento ao trabalhador rural" foi exibida no blog Rádio Espinosa 100,5 FM - MG, ilustrando o post "25 de maio, dia do Trabalhador Rural".

Blog "Telescópio Negro"

2010, novembro 05 - Minha escultura "Monumento ao homem do campo" foi exibida no site "Telescópio Negro", do poeta e editor Every Carrara.

Blog "Lugar Onde"

2007, junho 19 - Minha escultura "Monumento ao trabalhador rural" foi exibida no blog Lugar Onde, ilustrando a poesia "A velha enxada", de Jaime Umbelino.

"Foi-te cair nas mãos a velha enxada,
De teus avàs herança que ficou,
E que, por falta de uso, enferrujou,
Posta de canto, só e abandonada.

Na terra, agora inculta, onde cavou,
Muita flor viu abrir, numa alvorada,
E de pão viu sair muita fornada,
Das espigas que o Sol a rir dourou...

Mas tu, que por acaso a encontraste,
Sem teres contido o espanto que mostraste,
Nem bem saberes por onde lhe pegar,

Não vàs pô-la de novo no seu canto!
Tira-a do chão, como se fosse um santo,
E põe-na, com respeito, num altar...
"

Blog "Poesia para desafiar..."

2007, fevereiro 06 - Minha escultura em cimento "Monumento ao trabalhador rural" foi exibida no blog Poesia para desafiar espíritos adormecidos, ilustrando poesia.

"Eu não sei, que mais posso ser um dia rei, outro dia sem comer por vezes forte, coragem de leão as vezes fraco assim é o coração eu não sei, que mais te posso dar um dia Jóias noutro dia o luar gritos de dor, gritos de prazer que um homem também chora quando assim tem de ser Foram tantas as noites sem dormir tantos quartos de hotel amar i partir promessas perdidas escritas no ar e logo ali eu sei... Tudo o que eu te dou tu de das a mim tudo o que eu sonhei tu seràs assim tudo o que eu te dou tu me das a mim tudo o que eu te dou Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena fazes aqueles truques que, aprendes-te no cinema +, pego-te eu, Já me sinto a viajar para, recomeça, faz-me acreditar não dizes tu, e o teu olhar mentiu enrolados pelo chão no abraço que se viu i madrugada ou i alucina o estrelas de mil cores extasy ou paixão hum, esse odor, traz tanta saudade mata-me de amor ou da-me liberdade deixa-me voar, cantar, adormecer."

Publicada em: Revista Eletrônica Conexão Maringá, edição de janeiro de 2007.

Site ArqBrasil

2007 - Exposta na Revista eletrônica ArqBrasil.

Textos críticos e poéticos sobre esta escultura

"Fazendo referências ao cotidiano do homem rural, ele joga três elementos chaves: a figura vigorosa e realista de um bóia-fria ajoelhado, braços para o alto, que tanto podem ser um ato de súplica como de agradecimento, um elemento vertical de grande concentração simbólica - espécie de menir local (por si uma escultura independente) com entalhes de vegetação na parte inferior em cimento, enquanto que elementos de vegetação pré-fabricados, tubos de metal, dominam a parte superior; uma enxada absolutamente real funciona como espécie de ícone do trabalho. além de ser um monumento ecológico em que se busca valorizar o homem na natureza, tem todo um conteúdo de reinvindicação social."

Adalice Araújo, leia a íntegra deste texto

"O homem próximo da natureza não é um escravo. O homem de mãos calejadas. Suor no rosto. Pés descalços. O homem que olha pra o céu é um ser livre. Recebe a eterna energia de Deus, que faz intermediário entre Ele e a Terra. Matéria que nosso espírito anima.
Jardineiro, esse é o seu nome verdadeiro.
Bem-aventurado aquele que conhece esse caminho florido. Caminho oposto à destruição e à violência. Bem-aventurado aquele que ganha a vida com a vida."

José Júlio Azevedo, leia a íntegra deste texto

"Ao pé do fogão à lenha
Bão café aos ares do céu
Conta o da prosa prenha
Zé Negrim negrim negrim
Do pixaim branco de guerra
O seu resguardo de casiléu
E família de luta sem-terra"

Freddy Diblu, leia a íntegra desta poesia

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